Controle de tráfego e balanceamento de carga otimizados para ambientes de contêineres com F5 + Red Hat

Virtualização 2.0: de máquinas virtuais a contêineres

A tecnologia se beneficiou muito da virtualização, uma abordagem que permite abstrair o software dos sistemas de hardware subjacentes. As máquinas virtuais (VMs), os componentes fundamentais iniciais da virtualização, facilitaram a configuração, a implantação e o ajuste das cargas de trabalho dos servidores.

No entanto, cada VM precisa incluir um sistema operacional (SO), o que as torna grandes e pouco práticas. Apesar de suas vantagens, as VMs demoram para serem inicializadas, ocupam muito espaço de armazenamento e são difíceis de transferir. Além disso, a funcionalidade dos aplicativos pode ser limitada ao transferir VMs de um ambiente para outro devido às diferenças entre os sistemas operacionais convidado e host.

Representando a próxima evolução da virtualização, os contêineres ajudam as organizações a superar esses desafios. Ao contrário das VMs, os contêineres não incluem uma camada de sistema operacional convidado e dependem do sistema operacional do host. Como resultado, os contêineres abstraem da aplicação o sistema operacional subjacente. Graças a esse recurso, os contêineres podem ser inicializados muito mais rapidamente do que as VMs. Além disso, ocupam muito menos espaço de armazenamento e podem ser migrados com mais facilidade. Por incluírem todo o ambiente de execução, os contêineres ajudam as aplicações a funcionar de forma confiável quando são transferidas de um ambiente computacional para outro.

No entanto, a implantação de contêineres em ambientes corporativos de TI exige uma plataforma de contêineres robusta e com suporte. Esta visão geral explica como uma solução integrada de plataforma de contêineres da F5 e da Red Hat pode simplificar a implantação de contêineres nas empresas, aprimorando o desenvolvimento e o desempenho das aplicações.

O surgimento dos microsserviços e contêineres

No passado, os aplicativos empresariais eram grandes e monolíticos. As atualizações exigiam alterações significativas no código de cada função modificada e de todas as funções afetadas. Como resultado, os aplicativos geralmente eram atualizados apenas uma ou duas vezes por ano.

Com o ritmo cada vez mais acelerado dos negócios modernos, a busca constante por agilidade e diferenciação e as expectativas crescentes dos usuários internos e externos, essas atualizações de grande porte e demoradas já não são suficientes.

Microsserviços

Agora, as aplicações estão sendo decompostas em microsserviços pequenos e independentes e implantadas por meio de um modelo de DevOps ágil e contínuo. Em vez de grandes reformulações que exigem meses de sincronização entre várias equipes de desenvolvimento de software e operações de infraestrutura, cada microsserviço pode ser atualizado de forma independente, e novos microsserviços podem ser adicionados a qualquer momento.

No entanto, quando as VMs são o principal mecanismo de entrega de microsserviços, um modelo de DevOps se torna inviável. Com centenas ou milhares de microsserviços por aplicação e cada VM contendo um sistema operacional, a sobrecarga exigida dos sistemas subjacentes de computação, rede e armazenamento é simplesmente excessiva.

Contêineres

Como alternativa à entrega de microsserviços baseada em máquinas virtuais, os contêineres permitem disponibilizar funções de aplicações em um ambiente computacional de forma mais rápida e fácil, com uma sobrecarga drasticamente menor.

Além de superar as limitações das VMs, os contêineres também ajudam a concretizar o potencial dos microsserviços e do DevOps. Os contêineres ajudam os desenvolvedores a testar, implantar, dimensionar e refatorar código rapidamente, com sobrecarga mínima. Os ambientes baseados em contêineres são dinâmicos, flexíveis e mantêm o mínimo possível de estado, permitindo que os desenvolvedores aprimorem as aplicações de forma iterativa e contínua — muitas vezes como parte de um modelo de DevOps — sem comprometer o desempenho das aplicações nem os recursos da infraestrutura subjacente.

Contêineres de código aberto

Os contêineres de código aberto oferecem benefícios adicionais, incluindo economia, flexibilidade, liberdade, além de conhecimento e inovação impulsionados pela comunidade. No entanto, à medida que um ambiente de contêineres é ampliado e se torna essencial para uma empresa, ele precisa oferecer disponibilidade, desempenho e segurança robustos e confiáveis para as aplicações. Para alcançar esses recursos, é necessário ter visibilidade e controle sobre o tráfego de entrada, as comunicações de rede entre contêineres e o próprio contêiner.

As tecnologias de contêineres de código aberto conseguem interpretar aplicações conteinerizadas, incluindo memória, unidade central de processamento (CPU) e roteamento, mas não conseguem interpretar a rede de entrega, incluindo seus fluxos de tráfego, balanceamento de carga ou vulnerabilidades. Por exemplo, elas não conseguem determinar se o tráfego é um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) ou simplesmente um cookie. O ambiente de contêineres também não consegue orquestrar políticas avançadas de gerenciamento de tráfego, otimização ou segurança.

Para mitigar essa falta de visibilidade e suporte, um controlador de entrega de aplicações (ADC) comprovado e com suporte deve ser integrado a um ambiente de contêineres de código aberto para inspecionar, controlar e otimizar o tráfego à medida que um contêiner é transferido pela rede até seu destino.

Uma plataforma de contêineres integrada e com suporte

Com o Red Hat® OpenShift Container Platform, as organizações podem aproveitar os benefícios dos contêineres de código aberto com a segurança de uma solução comprovada e com suporte. Baseado nos padrões Docker e Kubernetes, o Red Hat OpenShift Container Platform é uma plataforma de contêineres abrangente e de nível empresarial.

A F5 e a Red Hat colaboraram para integrar o Red Hat OpenShift Container Platform ao F5 BIG-IP — um sofisticado balanceador de carga e ADC de proxy completo — por meio do F5 Container Connector. Essa solução com suporte completo oferece desenvolvimento e entrega avançados de aplicações baseadas em contêineres, com controle de tráfego e balanceamento de carga eficazes.

O F5 Container Connector interpreta as configurações entre os contêineres e o BIG-IP para a Red Hat OpenShift Container Platform. Com uma conexão contínua, o F5 Container Connector reconhece imediatamente quando novos contêineres são adicionados a um POD e os adiciona a um pool no BIG-IP. Ele também automatiza a configuração da rede para adequá-la a uma aplicação ou ambiente em contêineres. A implementação manual dessas alterações por meio de um sistema de chamados de TI pode levar semanas ou meses, mas, com essa solução integrada e automatizada, elas podem ser concluídas em segundos.

Essa solução da Red Hat e da F5 também oferece controle granular de todo o tráfego de rede e otimiza as transferências, conexões e fluxos de rede com base em diversas variáveis, incluindo:

  • Sistemas subjacentes
  • Conexões de rede
  • O próprio aplicativo
  • Requisitos de segurança e conformidade

Resumo

Para obter os melhores resultados, os containers devem ser integrados a um ADC capaz de oferecer controle de tráfego e balanceamento de carga superiores. A Red Hat e a F5, duas empresas líderes do setor de tecnologia, firmaram uma parceria para criar uma solução integrada e automatizada de containers que otimiza a configuração da rede para proporcionar uma entrega de aplicações mais rápida e segura. Essa solução com suporte completo inclui roteiros e suporte empresarial para ajudar a garantir o sucesso dos containers.

Saiba mais sobre a parceria entre a F5 e a Red Hat e a integração das soluções em https://f5.com/solutions/technology-alliances/red-hat ou redhat.com/openshift.

PUBLICADO EM 26 DE NOVEMBRO DE 2017