As operações de TI precisam ir além dos scripts e adotar a automação

Ecossistema F5 | 24 de setembro de 2018

Pergunta rápida: o que pesa mais? Uma libra de penas ou uma libra de pedras?

É uma pegadinha, claro. Uma libra é uma libra. Só que é preciso muito mais penas do que pedras para chegar a uma libra.

Certo, falando de um assunto mais relacionado, o que é mais rápido? Um script executado por meio de um comando manual ou um script invocado por meio de uma chamada de API?

A esta altura, você provavelmente já deduziu que a resposta é semelhante à da primeira pergunta: não há diferença. Pelo menos, nenhuma diferença perceptível.

Um script é um script, e seu tempo de execução não depende da forma como ele é acionado. Seja iniciado por um comando manual ou chamado por meio de uma API, o script será executado na velocidade que for possível. Ponto final.

Isso é importante porque aumentar a velocidade das operações por meio da automação não diz respeito exatamente à criação de scripts, mas sim ao processo. Diz respeito à transferência de responsabilidade. Você nunca conseguirá otimizar as implantações se focar apenas na criação de scripts para etapas individuais do processo. É preciso ir além e analisar o processo em si para começar a ver melhorias reais.

O objetivo da automação em todos os setores é quase sempre a otimização. Vimos isso em nossa pesquisa de 2018 sobre o Estado da Entrega de Aplicações, na qual 72% dos entrevistados envolvidos em uma iniciativa de transformação digital apontaram a “otimização de TI” como o principal benefício esperado. O objetivo era a otimização.

Otimizar significa identificar e eliminar gargalos. No mundo da TI, eles quase sempre estão nas transições entre as etapas de um processo operacional. O trabalho propriamente dito — os scripts — é o que gera valor. O intervalo entre a execução desses scripts quase sempre é a causa dos atrasos e da frustração de quem aguarda o resultado. A maioria das equipes de NetOps (52%) ainda gerencia a infraestrutura dessa forma.

Não basta que cada domínio operacional crie scripts para sua parte do processo. Criar scripts para uma alteração no firewall, para o provisionamento e a configuração de serviços de aplicações e para a implantação da infraestrutura da aplicação são, individualmente, boas práticas. Mas isso é apenas o começo. Juntas, essas etapas automatizadas individuais compõem um único processo operacional. Automatizar esse processo é o que chamamos de orquestração. E é na orquestração que encontramos os atrasos e as transferências problemáticas que geram as ineficiências que prejudicam as operações de TI.

É aqui que a cultura e a estrutura organizacional fazem a diferença. Se você é responsável pela primeira etapa do processo de implantação — por exemplo, configurar a infraestrutura da aplicação —, cabe a você encaminhar o processo para a próxima etapa. Provavelmente, essa etapa será o provisionamento dos serviços da aplicação (balanceamento de carga etc.).

Para quem você encaminha isso? Isso vai para uma fila? Você abre um chamado? Como funciona?

Deve ser uma transição fluida, seja regida por um playbook abrangente (receita, cookbook, manifesto etc.) ou por algum sistema externo que supervisione a execução do processo. A introdução de interação manual na execução do processo significa que você não está realmente aproveitando a automação; está apenas criando scripts.

E, embora os scripts possam ser um componente essencial da sua estratégia de automação, eles não constituem automação por si só, pois não se integram ao processo de controle que os executa.

Se você pretende otimizar a TI por meio da automação, precisa automatizar processos. É assim que você elimina os tempos de espera e identifica os processos operacionais engessados (incluindo três níveis de aprovações) que realmente melhorarão o desempenho e aumentarão a velocidade de forma significativa.

A automação — e não apenas a criação de scripts — é um sinal de amadurecimento da prática de NetOps, que deixa você um passo mais perto do objetivo de ter uma rede ágil.

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Tags: 2018

Sobre o autor

Lori Mac Vittie
Lori Mac VittieEngenheiro Emérito e Evangelista-Chefe | F5

Lori MacVittie é engenheira distinta e evangelista-chefe no Escritório do CTO da F5, com ampla experiência em entrega de aplicações, estratégia de automação e infraestrutura. Ela é conhecida por transformar complexidade em clareza, seja definindo diretrizes para agentes de IA, analisando arquiteturas multinuvem frágeis ou investigando os limites de sistemas escaláveis. Ela acumula mais de trinta anos de experiência no setor, abrangendo desenvolvimento de aplicações, arquitetura de TI e operações de redes e sistemas. Antes de ingressar na F5, atuou como editora de tecnologia e recebeu diversos prêmios. MacVittie tem mestrado em Ciência da Computação e é uma autora prolífica, com publicações que abrangem segurança, nuvem e arquitetura empresarial. Ela também é uma entusiasta de jogos de tabuleiro e videogames, além de ter opiniões assumidamente fortes sobre queijos.

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