Antecipando-se aos cibercriminosos ao alinhar segurança e prevenção a fraudes

Ecossistema F5 | 15 de novembro de 2021


Às vezes, a fraude pode parecer um jogo de gato e rato: os criminosos geralmente são agressivos e partem para o ataque, enquanto as empresas lutam para se proteger e ficam na defensiva. Para as empresas, esse jogo está cada vez mais difícil. As ferramentas das organizações criminosas estão se tornando mais sofisticadas, e seus ataques, mais complexos. Instituições de serviços financeiros e comerciantes têm dificuldade para adaptar continuamente suas medidas de segurança e prevenção a fraudes a fim de acompanhar ataques que evoluem rapidamente. E, se você não acompanha esse ritmo, acaba ficando para trás. Os riscos incluem perdas maiores, transações abandonadas e insatisfação dos clientes. Perder dinheiro e clientes — uma combinação nada boa.

É hora de repensar sua abordagem à prevenção de fraudes. Mas já consigo ouvir: “Minha equipe e meu orçamento são insuficientes. Como vocês esperam que eu acompanhe organizações criminosas mais ágeis e bem financiadas?” Neste ambiente desafiador, é hora de trabalhar de forma mais inteligente, não mais árdua. Os comerciantes e as empresas de serviços financeiros que conseguiram resolver esse problema fizeram isso olhando tanto para dentro quanto para fora.

Olhando para dentro

Ao olhar para dentro, empresas bem-sucedidas têm reconhecido suas ineficiências na mitigação de riscos de segurança e fraude. É comum haver um departamento de segurança cibernética responsável por proteger redes de computadores e aplicações voltadas ao público externo contra invasões, explorações de vulnerabilidades e ataques de negação de serviço, além de um departamento antifraude focado em transações on-line/digitais, correlação de eventos e resposta a incidentes. Isso gera uma divisão de responsabilidades e dois departamentos com ferramentas, conjuntos de dados, indicadores de desempenho, equipes e orçamentos distintos. Vejamos como isso prejudica uma empresa.

Violações de dados e vazamentos de credenciais expuseram bilhões de registros de informações de identificação pessoal, incluindo pares de nome de usuário e senha. Em um ataque típico, o invasor realiza o preenchimento automatizado de credenciais usando botnets altamente distribuídas para testar esses pares em larga escala e identificar quais deles ainda são válidos. Com um par válido, o invasor facilmente se torna um cibercriminoso ao assumir o controle da conta on-line de um cliente — retirando dinheiro, lavando pontos de programas de fidelidade ou fazendo compras não autorizadas. Dependendo das contramedidas de segurança encontradas, o cibercriminoso pode modificar o ataque usando ferramentas que vão desde scripts de rede e botnets até ferramentas que simulam o comportamento humano ou frameworks capazes de fazer chamadas de API para fazendas de cliques humanos resolverem CAPTCHA.

Esse tipo de ataque envolve as responsabilidades tanto da equipe de segurança quanto da equipe de prevenção a fraudes. Se essas equipes ou suas ferramentas não se comunicarem, informações sobre ameaças e dados contextuais serão perdidos, dificultando (ou até impossibilitando) a visualização do ataque como um todo. Como resultado, os fraudadores passam despercebidos, e as empresas e seus clientes sofrem perdas financeiras.

É hora de eliminar os silos organizacionais. A colaboração entre equipes e tecnologias pode ser o caminho para a convergência, o aumento da receita e, em última análise, o sucesso da empresa. Além disso, o compartilhamento de recursos e dados melhora a visibilidade, permitindo impedir a entrada de organizações criminosas e, ao mesmo tempo, oferecer aos bons clientes uma experiência sem atritos. Em um estudo recente do Aite-Novarica Group com 110 fintechs, as empresas que contam com um sistema integrado de combate a fraudes têm o dobro de probabilidade de afirmar que gerenciar fraudes é relativamente ou muito fácil, em comparação com aquelas que utilizam sistemas de combate a fraudes separados e distintos.

Uma plataforma integrada oferece a vantagem de proporcionar uma visão mais ampla do cenário de fraudes por meio da consolidação e da análise contínua de dados. Com um conjunto de dados maior e, consequentemente, mais sinais de fraude, é possível criar modelos de aprendizado de máquina mais preditivos e precisos. Isso pode resultar não apenas em inteligência mais proativa e acionável, mas também em uma melhor experiência do usuário, pois o aumento da precisão pode agilizar a autenticação, permitindo que os clientes realizem transações de forma simples e fluida, sem aumentar o risco de fraude.

Olhando para fora

Olhar para fora também é importante para criar um ecossistema eficaz de combate a fraudes. É prática comum entre empresas de serviços financeiros e comerciantes adquirir ferramentas e gerenciar fraudes internamente, com equipes responsáveis por configurar essas ferramentas para preveni-las. À medida que os ataques de fraude evoluem, a empresa precisa adaptar suas estratégias para combatê-los, ajustar as regras de autenticação e investigar falsos positivos. Em outras palavras, a empresa precisa sofrer um novo ataque de fraude (e uma perda financeira) antes de conseguir evitar ataques futuros. Essa estratégia reativa deixa a empresa exposta enquanto os departamentos internos investigam e corrigem a falha de segurança.

Por que não adotar uma abordagem proativa? Os fornecedores de soluções comerciais aproveitam sua ampla experiência e visibilidade para proteger seus clientes melhor do que cada cliente conseguiria se proteger por conta própria. Como? Um fornecedor com uma grande base de clientes em diversas regiões geográficas e setores tem uma visão muito abrangente das fraudes, especialmente quando as informações sobre ameaças são compartilhadas em sua rede de defesa coletiva. Se surgir um novo vetor de ataque de fraude, o fornecedor poderá adaptar rapidamente suas defesas antifraude para proteger todos os clientes.

A solução em que todos saem ganhando

Manter-se à frente da crescente sofisticação das organizações criminosas e de seus ataques é difícil, especialmente diante da escassez de pessoal e recursos. É hora de olhar para dentro e para fora. Reunir a segurança cibernética e a gestão de fraudes em uma equipe integrada e aproveitar a expertise externa proporciona três benefícios principais: simplifica a segurança cibernética e a gestão de fraudes, reduz as perdas e oferece aos clientes uma experiência on-line melhor. Uma solução em que todos saem ganhando.


Por David Mattei, consultor estratégico do Aite-Novarica Group

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Para obter uma perspectiva adicional, leia o Relatório da Aite e conheça novas estratégias para minimizar perdas com fraudes.


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