Conectando prioridades, equipes e orçamentos para maximizar o impacto no desempenho dos negócios

Ecossistema F5 | 06 de agosto de 2020

A maioria das empresas e dos líderes empresariais está condicionada a pensar em ciclos. Em períodos de expansão, quando a economia subjacente está forte e o crescimento secular atua como um impulso favorável, a sorte favorece investimentos agressivos. Por outro lado, quando uma recessão chega ou se aproxima, a sabedoria convencional diz que as empresas devem ajustar seus gastos de acordo com as circunstâncias.

Diante da possível gravidade de uma recessão econômica global após a COVID-19, a escolha das empresas pareceria óbvia. No entanto, este não é um ciclo normal, e não podemos recorrer às estratégias tradicionais.

Em vez disso, as organizações precisam reconhecer que não há apenas uma prioridade absoluta, mas duas. O segredo não é escolher entre o ataque e a defesa, mas atuar em ambas as frentes simultaneamente.

A primeira prioridade é óbvia. A maré econômica está baixando, e as empresas precisam reduzir seus custos.

Mesmo antes do início da pandemia, a confiança dos executivos de alto escalão já estava baixa. Segundo uma pesquisa recente da PwC com CEOs globais, apenas 25% demonstravam grande confiança no crescimento da receita em 2020 — a menor proporção nos 11 anos de história do estudo.

À medida que os departamentos financeiros avaliam os impactos de médio prazo da COVID-19 sobre os negócios, a necessidade de aumentar a eficiência é maior do que em qualquer outro momento desde a última crise financeira. Em algumas áreas, o foco já deixou de ser o crescimento da receita e passou a ser a preservação, especialmente nos setores que envolvem o varejo físico.

Embora tudo isso pareça enfraquecer os argumentos a favor do investimento, as circunstâncias excepcionais de hoje exigem o contrário. Em apenas alguns meses, os comportamentos de clientes e funcionários mudaram de forma irreconhecível. As pessoas estão trabalhando, fazendo compras e interagindo digitalmente mais do que nunca, impulsionando o crescimento do comércio eletrônico, da publicidade digital e dos dispositivos móveis. Em todo o mundo, a demanda por experiências digitais integradas é imensa. A vantagem competitiva dependerá cada vez mais da capacidade de atender às necessidades de clientes e/ou funcionários virtuais.

Como não é possível evitar nem os investimentos nem a busca por eficiência, as organizações precisam encontrar novas maneiras de reduzir custos e aumentar receitas simultaneamente. Um deve impulsionar o outro. Os investimentos digitais certos devem não apenas servir de base para o crescimento da receita, mas também atuar como alavancas para aumentar a eficiência e reduzir custos.

Em última análise, jornadas de transformação digital realmente eficazes devem sempre ter um caráter multifuncional e romper silos. Os diferentes departamentos devem ser incentivados a pensar além de seus limites tradicionais, interagir com áreas correlatas e compreender profundamente como seu trabalho pode tanto aumentar a receita quanto reduzir custos.

Por exemplo, isso exigiria que os profissionais de segurança considerassem os aspectos técnicos da solução, bem como a forma como uma detecção de fraudes mais eficaz pode gerar economia ou como insights orientados por dados podem eliminar obstáculos, por exemplo, no departamento de marketing. Cabe aos líderes reduzir custos e, ao mesmo tempo, aumentar o lucro e a receita. Já não basta alcançar apenas um ou outro objetivo.

Um ponto evidente de convergência entre essas duas prioridades é a segurança dos nossos ativos digitais.

À medida que a atividade online aumenta e as pegadas digitais se expandem, nossa superfície geral de ataque também cresce. Mesmo antes da pandemia, dados da Experian mostravam que os casos de invasão de contas em dispositivos móveis haviam dobrado nos quatro anos anteriores. Agora, esse problema é agravado pelo aumento vertiginoso de violações e vazamentos de dados, novos padrões de ataque e golpes de phishing relacionados à COVID-19.

Claramente, aprimorar a detecção é uma forma importante de reduzir os custos diretos e indiretos das fraudes, que podem facilmente chegar a milhões de dólares em perdas. Quando bem implementada, essa medida também pode impulsionar a receita. De acordo com a análise de dados da Shape Security, cerca de 10% a 15% dos consumidores on-line não conseguem concluir o login em suas contas. Somente uma melhor validação da legitimidade dos usuários pode reduzir esse índice e evitar perdas significativas de clientes. Mesmo que apenas 5% a 7% dos usuários que poderiam ser perdidos sejam retidos, isso pode fazer uma diferença significativa. É disso que se trata a abordagem multifuncional. Nesse caso, a medida adotada por uma organização para prevenir fraudes também se tornou uma ferramenta de retenção de clientes. É nessas interseções que se torna possível obter o maior retorno sobre o investimento.

Hoje em dia, é pouco provável que uma abordagem cíclica tradicional de investimentos seja suficiente no âmbito da transformação digital. Em vez disso, os tomadores de decisão precisam exigir mais de si mesmos, de suas equipes e de seus recursos financeiros. Acima de tudo, precisam alinhar prioridades, equipes e orçamentos para alcançar o maior impacto possível.

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Tags: 2020

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