Ao longo dos anos, o relatório State of Application Strategy da F5 tem sido uma fonte de referência para organizações que buscam compreender as tecnologias e tendências que impulsionam a segurança e a entrega de aplicações. A pesquisa deste ano, nossa 10ª edição anual, revela tanto os benefícios que as organizações estão obtendo quanto os desafios que as impedem de avançar neste início da adoção generalizada da IA pelas empresas e em um período de rápida evolução digital.
Embora o relatório esteja repleto de conclusões importantes — e eu recomende sua leitura na íntegra —, três tendências se destacaram para mim como especialmente relevantes: o crescimento explosivo do uso de APIs e as ameaças à segurança associadas a elas; os desafios das operações híbridas e multinuvem; e o papel essencial da automação e da IA na redução das tarefas repetitivas para os operadores de TI.
1. As APIs estão em ascensão e exigem novas medidas de segurança.
Já falei antes sobre como estamos agora na era do capital de aplicativos. Agora está claro que também entramos na era da IA onipresente. E um dos resultados de ambos os fenômenos é a proliferação das APIs. À medida que mais organizações modernizam seus aplicativos, as APIs se tornam essenciais para a forma como as empresas geram valor para si mesmas, seus parceiros e seus clientes.
Nossa pesquisa mostra que o número médio de APIs gerenciadas pelas organizações está crescendo rapidamente. De fato, 41% das organizações já gerenciam pelo menos tantas APIs quanto aplicativos — e esperamos que esses números só aumentem à medida que as empresas incorporarem a IA aos seus negócios.
Embora as APIs tenham se tornado tão essenciais para as empresas quanto os próprios aplicativos, a desvantagem é que elas são mais difíceis de monitorar, proteger e gerenciar. A segurança das APIs é uma preocupação especial, e nossa pesquisa mostra que as organizações estão começando a tomar as medidas necessárias para lidar com esse desafio crescente. De fato, 95% dos participantes da pesquisa afirmam usar um gateway de API, em comparação com apenas 35% em 2019. Da mesma forma, 43% estão automatizando a segurança de aplicativos e APIs, em comparação com apenas 25% no caso da entrega de aplicativos.
À medida que mais empresas adotarem modelos de IA e aprendizado de máquina nos próximos anos, a segurança das APIs se tornará ainda mais crítica. Esperamos que mais empresas implementem as medidas abrangentes necessárias para proteger esses ativos essenciais aos negócios, incluindo monitoramento contínuo, verificação de código, análise de testes de APIs, descoberta de APIs por meio da análise de tráfego, mapeamento da superfície de ameaças e aplicação de políticas.
2. As empresas estão optando por gerenciar a complexidade da multinuvem, em vez de eliminá-la.
Ao longo de anos de pesquisa, ficou claro que as organizações querem implantar cada aplicativo caso a caso, no ambiente que fizer mais sentido para seus negócios — seja em um data center local, em várias nuvens ou na borda.
E, à medida que as organizações implantam modelos e serviços de IA, o mesmo fenômeno se confirma, consolidando como padrão os ambientes distribuídos, híbridos e multinuvem. Na verdade, a pesquisa deste ano mostra que 88% das organizações já operam em ambientes híbridos que abrangem infraestruturas locais e em nuvem, enquanto 38% têm aplicativos implantados em seis ambientes diferentes.

O número de ambientes de aplicativos usados pelas organizações continua crescendo.
Os ambientes distribuídos vieram para ficar, apesar da enorme complexidade operacional, dos custos e dos riscos que trazem. Tanto que, na F5, chamamos essa nova realidade da TI empresarial de “bola de fogo”. A bola de fogo representa a realidade emaranhada da maioria das empresas atuais — e ela não vai desaparecer. Na verdade, as tendências atuais indicam que essa realidade só ficará mais complexa à medida que as empresas continuarem adotando arquiteturas de aplicações baseadas em microsserviços e IA.

As organizações atuais operam em ambientes híbridos e multinuvem — e a complexidade continua aumentando.
Diante dessa realidade, há um grande interesse em tecnologias que prometem reduzir a complexidade dos ambientes híbridos e multinuvem. Por isso, não surpreende que as redes multinuvem tenham sido apontadas pelos participantes da nossa pesquisa como a terceira tendência mais empolgante pelo segundo ano consecutivo. À medida que as empresas buscam maneiras de simplificar o gerenciamento de seus ambientes distribuídos, as redes multinuvem oferecem uma forma de unificar e proteger essas redes, além de proporcionar visibilidade sobre elas.
3. As organizações estão recorrendo à automação para reduzir a complexidade e contam com a ajuda da IA.
À medida que as organizações avançam em suas transformações digitais, elas automatizam cada vez mais suas funções de TI. Os resultados da nossa pesquisa mostram que 52% das organizações automatizaram suas infraestruturas de aplicativos, enquanto 43% automatizaram a segurança de aplicativos. Por outro lado, a entrega de aplicativos foi a função de TI menos automatizada: apenas 25% dos entrevistados automatizaram essa função, tanto por limitações orçamentárias quanto pela complexidade envolvida.

Como as organizações responderam à pergunta: “Qual uso da IA generativa é mais valioso para você em termos de segurança?”
Embora a complexidade operacional represente uma barreira à automação, as organizações contam com a ajuda da IA generativa, considerando-a a tendência mais empolgante do ano. A segurança é o principal caso de uso da IA generativa: 35% dos entrevistados têm interesse em usá-la para automatizar políticas e tarefas de configuração complexas demais para serem gerenciadas manualmente, enquanto 29% querem utilizá-la para aprimorar sua capacidade de detectar e neutralizar ameaças.
Surgem soluções para controlar a complexidade da multinuvem híbrida
Novas soluções, como segurança de APIs, redes multicloud, automação e IA, estão surgindo para controlar a complexidade dos ambientes híbridos e multicloud — e as empresas digitais mais bem-sucedidas serão aquelas que as adotarem rapidamente.
Para saber mais, leia o Relatório sobre o estado da estratégia de aplicações de 2024 na íntegra.
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