Como as operadoras de telecomunicações podem proteger organizações distribuídas com escudos digitais

Ecossistema F5 | 30 de setembro de 2022

Tensões geopolíticas crescentes, ataques cibernéticos contínuos, avanços em inteligência artificial (IA), adoção de arquiteturas de nuvem híbrida e transformação digital em curso. O mundo não para de mudar, e a segurança também não pode ficar parada.

À medida que agentes mal-intencionados usam cada vez mais a IA para sondar as defesas das organizações, órgãos do setor público, empresas de telecomunicações e outros provedores de infraestrutura crítica tornam-se alvos prioritários. Em alguns casos, os invasores exploram vulnerabilidades que surgem durante uma transformação digital, o que pode comprometer os controles de segurança existentes. Ao distribuir software entre diferentes nuvens e infraestruturas locais, é muito fácil comprometer as proteções de segurança desenvolvidas para arquiteturas legadas.

Ao mesmo tempo, a instabilidade geopolítica está colocando a segurança cibernética entre as prioridades das políticas públicas. A UE, por exemplo, destinou € 2 bilhões em recursos públicos para melhorar a proteção cibernética da região entre 2021 e 2027, como parte da Estratégia de Segurança Cibernética da UE. Isso equivale a quadruplicar o investimento.

Para manter a segurança de forma eficaz em uma organização altamente distribuída, é necessário um ambiente centralizado de políticas capaz de detectar automaticamente ameaças emergentes em qualquer lugar do mundo e mitigá-las o mais rápido possível.

Por que a centralização é importante? Em termos simples, diante de novas informações externas ou de um ataque real, é necessário responder de forma rápida e coordenada em toda a organização. Não há tempo para que cada unidade ou órgão tome medidas defensivas individualmente. É preciso ter um ponto de controle central capaz de aplicar uma nova política imediatamente — um “botão de emergência” para toda a organização, que possa bloquear automaticamente e sem demora todo o tráfego de entrada proveniente de fontes suspeitas.

Esse tipo de “escudo digital” robusto pode detectar imediatamente atividades maliciosas direcionadas a aplicativos e dados distribuídos em várias nuvens e ambientes locais.

Nesse contexto, a análise comportamental é particularmente importante — muitos ataques estão tão arraigados em seu ambiente que a única maneira de detectá-los é identificar os padrões de comportamento de determinados indivíduos.

Além de ser rápido e responsivo, um escudo digital precisa ser flexível e capaz de alternar rapidamente entre diferentes modos de defesa, dependendo da natureza do ataque recebido. Ao mesmo tempo, ele precisa estar em conformidade com as normas e regulamentações locais. Por exemplo, a estrutura de proteção e segurança de dados dos EUA é muito diferente da adotada na Alemanha.

As operadoras de telecomunicações estão bem posicionadas para implementar escudos digitais

Em muitos mercados, esperamos que um número cada vez maior de operadoras de telecomunicações estabelecidas incorpore escudos digitais aos seus portfólios de soluções. Como essas operadoras detêm grande parte da infraestrutura que as organizações utilizam para conectar suas operações, um escudo digital torna-se uma extensão natural de suas ofertas empresariais existentes. Em seus mercados de origem, as operadoras de telecomunicações também costumam contar com a confiança do governo. No setor público, uma operadora pode apresentar um nível de conformidade com requisitos de segurança superior ao de outras entidades sujeitas a menos regulamentação.

Uma operadora de telecomunicações pode oferecer o software necessário aos seus clientes empresariais como um serviço gerenciado ou software como serviço. No entanto, em alguns casos, a empresa pode precisar executar a solução localmente para atender aos requisitos de segurança e proteção de dados.

Esse tipo de serviço gerenciado precisa funcionar com os sistemas de segurança existentes da empresa. Não deve ser necessário adotar uma abordagem de “substituição completa”. O foco deve estar em aproveitar o que já existe, oferecendo ao mesmo tempo um controle granular dos sistemas de segurança por meio de uma interface unificada.

O escudo digital também precisa ser altamente modular e programável, com camadas de segurança que possam ser ativadas gradualmente, em vez de seguir um modelo de tudo ou nada. Se a empresa reagir de forma exagerada e interromper todo o tráfego, evidentemente não conseguirá manter suas operações normalmente. Em alguns casos, talvez queira apenas desativar um aplicativo específico ou bloquear um fluxo de dados proveniente de um determinado local.

Além disso, o escudo digital deve ser compatível com DevOps, para que os engenheiros possam criar esquemas de segurança personalizados para seus casos de uso específicos. Eles podem, por exemplo, querer impedir que determinados tipos de dados sejam transferidos para países específicos.

É animador constatar que as operadoras de telecomunicações estão começando a perceber os benefícios oferecidos. Atualmente, a F5 trabalha com operadoras para fornecer escudos digitais às empresas. Fornecemos a tecnologia subjacente à operadora, que então a transforma em um serviço gerenciado. É aí que entra o F5 Distributed Cloud Web Application and API Protection (WAAP) que incorpora recursos como o Advanced Web Application Firewall da F5, tecnologia de segurança de APIs, defesa contra bots baseada em IA e proteção contra ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS).

Olhando para o futuro, a capacidade de uma operadora de telecomunicações de fornecer escudos digitais personalizados será um diferencial capaz de compensar a comoditização de seu principal produto de conectividade. À medida que atenderem à demanda por maior segurança digital, essas operadoras também ganharão mais prestígio perante os formuladores de políticas públicas e a sociedade em geral.

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Tags: 2022

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