Estruturação do SSL Orchestrator e do firewall de próxima geração da Palo Alto Networks em diferentes topologias de rede

Os desafios da visibilidade de SSL/TLS

Os dados transmitidos entre clientes (computadores, tablets, celulares e outros dispositivos) e servidores são predominantemente criptografados com o protocolo Secure Sockets Layer (SSL) ou com o Transport Layer Security (TLS), mais moderno e seguro. (Para referência, consulte o Resumo do Relatório de Telemetria de TLS de 2019 da F5 Labs). Atualmente, o uso generalizado da criptografia faz com que as ameaças permaneçam ocultas e invisíveis à inspeção de segurança, a menos que o tráfego seja descriptografado.

A descriptografia e a criptografia de dados por diferentes dispositivos de segurança, como o firewall de próxima geração (NGFW) da Palo Alto Networks, podem aumentar a sobrecarga e a latência. Além dos desafios de visibilidade de SSL/TLS e da natureza fragmentada da pilha de segurança, as empresas enfrentam dificuldades para elaborar uma estratégia de segurança abrangente e duradoura.

Esta arquitetura de referência do sistema aborda as diferentes formas de estruturar o F5® SSL Orchestrator® e o firewall de próxima geração (NGFW) da Palo Alto Networks em diversas topologias de rede, além de tratar dos desafios relacionados à visibilidade, à privacidade e à conformidade regulatória.

SSL Orchestrator: Obtenha visibilidade sobre ameaças criptografadas

O F5 SSL Orchestrator fica entre a infraestrutura de TI e a Internet, criando uma zona de descriptografia que pode ser usada para inspeção. Nessa zona, dispositivos de segurança como o NGFW da Palo Alto Networks podem acessar os dados para detectar e mitigar ameaças ocultas, como malware.

A avançada tecnologia de descriptografia SSL/TLS da F5, o amplo suporte a algoritmos de criptografia e as arquiteturas flexíveis ajudam a otimizar o uso de recursos, eliminar a latência e aumentar a resiliência da sua infraestrutura de inspeção de segurança. Como toda a comunicação é direcionada pelo SSL Orchestrator, ele também funciona como um ponto estratégico de controle no qual são aplicadas políticas para lidar com riscos operacionais (desempenho, disponibilidade e segurança).

O SSL Orchestrator fornece descriptografia de alto desempenho para o tráfego SSL/TLS de entrada (de usuários da Internet para aplicações web) e de saída (de usuários corporativos para a Internet). Conforme mostrado na Figura 1, o tráfego de saída é descriptografado e enviado ao NGFW da Palo Alto Networks para inspeção e detecção.

Figura 1: O tráfego de saída está sendo descriptografado e enviado ao Cisco WSA.
Figura 1: O tráfego de saída está sendo descriptografado e enviado ao Cisco WSA.

Componentes da arquitetura do SSL Orchestrator

Diferentes ambientes exigem diferentes arquiteturas. O SSL Orchestrator está disponível em vários formatos e tamanhos para atender a diversos requisitos de arquitetura.

Tabela de opções de formato e capacidade

Encadeamento dinâmico de serviços

Uma pilha de segurança típica geralmente consiste em vários sistemas, como um firewall de próxima geração (NGFW), sistemas de detecção ou prevenção de intrusões (IDS/IPS), prevenção contra perda de dados e ferramentas de análise de malware. Todos esses sistemas precisam acessar os dados descriptografados para inspeção. O SSL Orchestrator integra-se facilmente às arquiteturas de segurança existentes e centraliza a descriptografia SSL/TLS em vários dispositivos de inspeção da pilha de segurança. Esse modelo de “descriptografar uma vez e direcionar para vários dispositivos de inspeção” soluciona problemas de latência, complexidade e risco que podem ocorrer quando cada dispositivo de segurança realiza a descriptografia. Você também pode criar várias cadeias de serviços para diferentes fluxos de tráfego usando o mecanismo de contexto.

Diagrama de referência do SSLO e do Cisco WSA
Figura 2: Arquitetura que descriptografa uma única vez e direciona os dados para vários dispositivos de inspeção usando encadeamento dinâmico de serviços.


“Serviços no SSL Orchestrator Um serviço no sistema SSL Orchestrator é definido como um pool de dispositivos de segurança idênticos. Por exemplo, um serviço Cisco WSA incluiria um ou mais dispositivos WSA. Por padrão, o SSL Orchestrator balanceia a carga do tráfego entre todos os dispositivos de um serviço. Monitoramento de integridade O SSL Orchestrator oferece vários monitores de integridade para verificar o estado dos dispositivos de segurança de um serviço e lidar imediatamente com eventuais falhas. Por exemplo, em um serviço Cisco WSA, se um dispositivo falhar, o SSL Orchestrator transferirá automaticamente a carga para os dispositivos WSA ativos. Se todos os dispositivos do serviço falharem, o SSL Orchestrator ignorará o serviço para manter a continuidade da rede e maximizar o tempo de atividade.”

Mecanismo de contexto para classificação de tráfego

O mecanismo de contexto do SSL Orchestrator permite direcionar o tráfego de forma inteligente com base em decisões de política que utilizam critérios de classificação, categoria de URL, reputação de IP e informações de fluxo. Você também pode usar o mecanismo de contexto para evitar a descriptografia do tráfego destinado a aplicativos e sites de instituições financeiras, serviços governamentais, serviços de saúde e outros semelhantes, por motivos legais ou de privacidade.

Diagrama do SSLO e do Cisco WSA
Figura 3: Mecanismo de contexto que oferece encadeamento de serviços e direcionamento de tráfego baseado em políticas.

Alta disponibilidade

O SSL Orchestrator oferece suporte a uma arquitetura de alta disponibilidade (HA) ativo-passivo: um sistema processa ativamente o tráfego, enquanto o outro permanece em modo de espera até que seja necessário. O objetivo é reduzir o tempo de inatividade e eliminar pontos únicos de falha. As informações de configuração e de conexão dos usuários são sincronizadas automaticamente entre os sistemas.

“Proteção por bypass O SSL Orchestrator pode ser integrado a um switch de bypass para oferecer proteção fail-to-wire. Se o sistema SSL Orchestrator ficar sem energia, o tráfego será desviado sem comprometer o desempenho da rede.”

Topologias de implantação

O SSL Orchestrator é implantado em linha, no modo L2 ou L3, e pode ser configurado como proxy de encaminhamento explícito, proxy de encaminhamento transparente ou proxy reverso. Quando integrado ao NGFW da Palo Alto Networks, o SSL Orchestrator pode ser conectado nos modos L2 em linha, L3 em linha ou TAP somente para recebimento, a fim de direcionar o tráfego descriptografado, conforme mostrado na Figura 4.

“Autenticação de usuários Quando o SSL Orchestrator e o Cisco WSA estão configurados como proxies de encaminhamento transparentes, a autenticação de usuários pode ser realizada no Cisco WSA por meio de um portal cativo via SSL Orchestrator. Quando o Cisco WSA está configurado como um proxy de encaminhamento explícito, a autenticação de usuários deve ser realizada pelo SSL Orchestrator. O mesmo se aplica quando o Cisco WSA é implantado como proxy upstream do SSL Orchestrator.”

Diagrama de implantação do Cisco WSA
Figura 4: Topologias de implantação do Cisco WSA compatíveis com o F5 SSL Orchestrator.

Diagrama da arquitetura de referência

A Figura 5 mostra como o SSL Orchestrator se integra a uma arquitetura empresarial para centralizar a descriptografia do tráfego de entrada e de saída em toda a infraestrutura de inspeção.

 Diagrama de integração da orquestração SSL da F5
Figura 5: Integração da orquestração SSL da F5 à arquitetura de rede corporativa.

Conforme mostrado na Figura 6 abaixo, o SSL Orchestrator oferece suporte à agregação de links usando o protocolo de marcação de VLAN IEEE 802.1Q para fornecer redundância de links e aumentar a tolerância a falhas.

diagrama de agregação de links
Figura 6: agregação de links para redundância de portas.

Resumo

O SSL e seu sucessor, o TLS, estão sendo cada vez mais usados para proteger as comunicações IP na Internet. Isso pode ser bom ou ruim. Bom porque todas as comunicações ficam codificadas e protegidas de olhares indiscretos. Mas potencialmente ruim porque invasores podem ocultar malware no tráfego criptografado. Se o tráfego criptografado for simplesmente encaminhado, os sistemas de segurança não conseguirão interceptá-lo. E isso compromete toda a estratégia de defesa em profundidade baseada na sobreposição de funções de segurança.

O SSL Orchestrator, quando combinado com um sistema avançado de proteção contra ameaças, como o NGFW da Palo Alto Networks, pode solucionar esses desafios de SSL/TLS centralizando a descriptografia dentro dos limites da empresa. Ele pode orquestrar o tráfego descriptografado por toda a pilha de segurança para inspeção, a fim de identificar e bloquear exploits de dia zero. Como resultado, essa solução permite maximizar os investimentos existentes em serviços de segurança para proteção contra malware e firewalls de próxima geração.

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