Quando a F5 Networks foi fundada, há 20 anos, o mundo era muito diferente. Em fevereiro de 1996, o primeiro-ministro John Major ainda tinha mais um ano de mandato pela frente, o Oasis chegou ao primeiro lugar com ‘Don’t Look Back in Anger’ e Gareth Southgate ainda era conhecido como um exímio cobrador de pênaltis.
O mundo da tecnologia parece igualmente estranho. O Windows 95 acabara de se tornar a primeira interface de TI do mundo realmente voltada para o consumidor, enquanto o celular dobrável Motorola StarTAC era lançado, alcançando 60 milhões de unidades vendidas. Enquanto isso, os aplicativos empresariais ainda eram enormes programas de software executados em grandes data centers, tudo para permitir que um número relativamente pequeno de pessoas trabalhasse com mais eficiência.
Nosso relatório State of Application Delivery de 2016 destaca o quanto a TI empresarial mudou. Os aplicativos agora são essenciais para as organizações, capacitando funcionários que, a cada mês, os acessam de mais lugares e por meio de mais dispositivos. Como mostram os resultados, é improvável que essa tendência desacelere tão cedo, trazendo consigo uma série de novos desafios a serem superados pelas empresas e companhias de TI.

Os serviços de aplicações estão cada vez mais presentes
Quarenta e quatro por cento das empresas da região EMEA utilizam diariamente mais de 200 serviços de aplicativos em toda a organização. Esse número tende a crescer ainda mais, já que 42% dos entrevistados apontaram os aplicativos móveis como uma das prioridades dos investimentos em TI em 2016. O investimento em aplicativos móveis também indica que os tomadores de decisão de TI estão, de fato, adotando o BYOD, permitindo que os funcionários usem dispositivos pessoais no ambiente de trabalho para executar aplicativos corporativos.
O que está claro é que aplicativos lentos, que não respondem e não são seguros podem ter um impacto negativo significativo sobre a receita e as operações. Portanto, embora seja ótimo ver as empresas adotando serviços de aplicativos, é essencial que façam isso com um plano claro para uso, disponibilidade e proteção de dados.
A nuvem híbrida é o novo normal
Curiosamente, o relatório constatou que 67% das empresas estimam que até 50% dos aplicativos estarão hospedados na nuvem até o final de 2016 — o que indica que as empresas estão optando cada vez mais por dividir sua infraestrutura de TI entre ambientes locais e a nuvem. De modo geral, 30% das organizações da região EMEA adotam uma estratégia de priorização da nuvem, na qual as soluções de TI baseadas em nuvem são avaliadas antes de qualquer novo investimento em TI. Essa tendência provavelmente é impulsionada por pequenas e médias empresas, para as quais um ambiente de nuvem híbrida oferece maior flexibilidade e potencial de redução de custos.
Dores de cabeça com segurança
Embora o crescimento de uma força de trabalho orientada por aplicativos tenha, sem dúvida, aumentado a eficiência e a produtividade, ele também trouxe diversos desafios para as empresas, especialmente para as equipes de TI. Nesse sentido, a pesquisa revelou que expressivos 59% não estão confiantes de que conseguiriam resistir a um ataque à segurança no nível dos aplicativos. Considerando o aumento das violações de segurança cibernética nas empresas (que, segundo relatos, dobraram em 2015) e os danos que esses ataques causaram à reputação e aos lucros, essa deve ser uma grande preocupação para os executivos de alto escalão em toda a região EMEA.
A criptografia de dados em repouso (59%) e a criptografia de dados em trânsito (49%) estão entre os três fatores mais importantes para a adoção de serviços em nuvem, reforçando ainda mais a importância da segurança para os tomadores de decisão de TI.
Enquanto isso, os usuários finais — e não os data centers — são cada vez mais vistos como o principal elo fraco das políticas de segurança das empresas. A maioria dos entrevistados (22%) afirmou que a falta de conscientização dos funcionários representa o maior desafio de segurança para os próximos 12 meses. Uma parcela significativa de 18% apontou a crescente sofisticação dos ataques como o problema mais relevante.
Em termos de soluções para lidar com essas preocupações, os firewalls de rede (84%) e a tecnologia antivírus (85%) são os dois serviços de aplicativos de segurança mais utilizados pelas empresas da região EMEA. A proteção contra DDoS (57%) aparece em uma posição surpreendentemente baixa na lista, considerando o aumento desse tipo de ataque nos últimos anos.
Olhando para o futuro
Curiosamente, embora a adoção de aplicativos de segurança já implantados seja relativamente baixa, os entrevistados colocaram a proteção contra DDoS no topo da lista de prioridades entre os serviços de segurança que provavelmente serão terceirizados nos próximos dois anos, talvez refletindo a preocupação com uma forma de ataque cibernético que cresceu 180% no terceiro trimestre de 2015.
Considerando os gastos gerais com TI em 2016, os aplicativos móveis, a nuvem privada e a consolidação de data centers físicos são os três principais impulsionadores dos gastos com soluções de TI nos próximos 12 meses. Enquanto isso, os aplicativos móveis, a nuvem privada e o SaaS são vistos como as três tendências estrategicamente mais importantes para os próximos 2 a 5 anos.
A Internet das Coisas, considerada por muitos como algo revolucionário, ficou entre as quatro últimas posições (de um total de doze), o que sugere que muitos profissionais do setor de TI acreditam que ainda levará alguns anos até que as empresas possam aproveitar efetivamente os benefícios de um mundo habilitado pela IoT.
Tudo muda
Em meio a todas essas mudanças, uma conclusão é clara: os serviços de aplicações continuarão sendo o elo que permite às organizações de TI atender às demandas mais essenciais para os negócios. Os serviços de desempenho, segurança e disponibilidade garantem a produtividade dos funcionários, promovendo uma interação positiva com os clientes e, em última análise, o crescimento da receita.
Gary Newe, Diretor Técnico, F5 Networks
A F5 Networks estará na Cisco Live! a partir de 15 de fevereiro, em Berlim. Entre os destaques estão soluções conjuntas com a Cisco para operacionalizar a rede e automatizar, de ponta a ponta, a entrega de aplicações das camadas L2 a L7, tanto para data centers existentes quanto para os de próxima geração
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