Está chegando aquela época tão mágica do ano, quando mais de cem milhões de fãs ao redor do mundo assistirão à disputa para ver quem será coroado campeão do Super Bowl LVII da NFL no State Farm Stadium, na ensolarada Glendale, Arizona.
Agora, se você é como eu, tem sentimentos contraditórios em relação ao Super Bowl.
Como o Detroit Lions não conseguiu chegar ao Super Bowl pelo 57ºº ano consecutivo (sim, eu sei, que surpresa…), vou ser sincero: não me importo muito com o jogo em si.
Mas ainda assim vou assistir ao Philadelphia Eagles e ao Kansas City Chiefs se enfrentarem no domingo, 12 de fevereiro. Afinal, o Super Bowl não é só futebol.
Comida
O Super Bowl é o evento dos sonhos para quem ama petiscos. Vou me concentrar em quantos enroladinhos de salsicha consigo devorar e quantos chips consigo mergulhar nos molhos. E, na verdade, em todas as outras comidas deliciosas e nada saudáveis que eu conseguir aguentar antes de partir para uma travessa em formato de bola de futebol americano, repleta de sobremesas que você nem imaginava que poderiam ser transformadas em bolas de futebol americano — mas, de algum modo, foram.
Show do intervalo
O show do intervalo existe desde o primeiro Super Bowl, em 1967. A apresentação do ano passado, com lendas da música como Snoop Dogg e Mary J. Blige, fez história, e LeBron James a considerou o melhor show do intervalo que já viu. Este ano, Rihanna assume o centro do palco, e eu vou ficar torcendo em segredo para que haja um mashup de “Lift Me Up” com um toque de “Umbrella” e “Diamonds”.
Comerciais
Em qualquer outro dia, os comerciais são uma desculpa para fazer uma pausa no que você está assistindo. Mas, quando se trata do Super Bowl, os comerciais são uma atração à parte que você não vai querer perder. Alguns são bons. Outros são ruins. E alguns fazem você se perguntar: “quem aprovou isso?”. Vou ficar de olho, na esperança de ver um comercial com cachorro daqueles de tocar o coração e o reencontro de Bryan Cranston e Aaron Paul.
Ataques cibernéticos
Os cibercriminosos também estão se preparando para se divertir à sua maneira neste domingo de Super Bowl.
Assim como na Copa do Mundo, o Super Bowl é um evento esportivo de primeira grandeza, no qual invasores mal-intencionados aguardam ansiosamente nas sombras para fazer sua próxima vítima.
Os golpistas adoram se aproveitar da distração. E o Super Bowl oferece muitas oportunidades para isso.
Com as emoções à flor da pele e o nível de atenção mais baixo, os agentes de ameaças lançarão mão de algumas de suas táticas favoritas, como campanhas de phishing e ataques de ransomware, na tentativa de fazer com que até mesmo as pessoas mais conscientes dos riscos cibernéticos cometam um deslize.
Sua organização está participando de algum bolão do Super Bowl? Ou você está tentando assistir a trailers e teasers antecipados entre uma reunião e outra? E quanto aos sorteios? Na esperança de conseguir um ingresso de última hora ou algum brinde autografado do Super Bowl?
Como o phishing continua predominando entre as técnicas de engenharia social e segue sendo um dos principais pontos de entrada criptografados para violações de dados, basta um clique errado para que sua organização acabe sendo a maior perdedora do Super Bowl deste ano.
Como 82% das violações de dados envolvem o fator humano e 90% do tráfego atual da web é criptografado, tenha cuidado. Um malware pode estar à espreita para estragar a sua diversão (ou a da sua organização) no Super Bowl por meio do download de um arquivo infectado ou de um link malicioso.
Uma gangue de ransomware pode estar especialmente interessada em fazer de você sua próxima vítima e ganhar as manchetes — assim como aconteceu no último Super Bowl, quando o San Francisco 49ers foi atacado pelo BlackByte — depois que o FBI obteve uma grande vitória contra o notório grupo de ransomware Hive.
Os cibercriminosos certamente têm à disposição um arsenal de táticas digno do manual de jogadas de Andy Reid. E, à medida que o cenário de ameaças de ransomware continua evoluindo e as campanhas de phishing obtêm sucesso, é fundamental fazer tudo o que estiver ao seu alcance para reforçar suas defesas contra ameaças criptografadas.
Com o tempo se esgotando para o domingo do Super Bowl, o que você está esperando?
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