O sistema de nomes de domínio (DNS) é um dos protocolos mais importantes da Internet. Ele costuma ser chamado de “a lista telefônica da Internet” (embora a maioria dos especialistas em DNS deteste essa descrição).
Em termos simples, o DNS facilita a navegação na Internet, permitindo que os usuários digitem nomes de domínio em vez de endereços IP numéricos. Por exemplo, se você quiser acessar o site da F5, em vez de memorizar o endereço físico (endereço IP) do servidor web da F5, basta digitar "www.f5.com " no navegador, e o DNS fornecerá ao seu sistema operacional o endereço IP do site da F5.
O DNS é uma criatura interessante: trata-se de um protocolo antigo (a primeira RFC data de 1987) que permaneceu inalterado por algum tempo, mas que, nos últimos anos, recebeu diversas mudanças interessantes destinadas a reforçar a segurança, com recursos como DNS sobre TLS (DoT) e DNS sobre HTTPS (DoH).
Prevenção de interrupções de DNS
Outro ditado bastante conhecido entre os profissionais de DNS é: “É sempre o DNS.” Embora, é claro, nem sempre seja esse o caso, é verdade que, quando o DNS apresenta alguma instabilidade, isso é percebido imediatamente.
As recentes interrupções de DNS, como as enfrentadas pelo Zoom (abril de 2025) ou pela Cloudflare (julho de 2024) confirmam claramente que interrupções em geral, e de DNS em particular, acontecem, independentemente do nível de redundância dos sistemas. Seja por um problema de roteamento, um bug de software ou uma configuração incorreta causada por humanos, é praticamente impossível garantir que um sistema permaneça sempre em funcionamento.
Como podemos mitigar isso?
A maneira mais fácil de evitar que uma interrupção de DNS tire completamente do ar sua presença online é usar vários provedores de DNS.
O DNS, como protocolo, possui mecanismos integrados que permitem adicionar serviços de DNS secundários por meio de transferências de zona.
Isso significa que, sempre que uma alteração for feita no seu provedor de DNS primário, uma mensagem de notificação (NOTIFY) será enviada aos seus provedores secundários, que então solicitarão as alterações mais recentes.

Vantagens de ter vários provedores de DNS
Além de ter um “Plano B” caso ocorra algum problema com um dos seus provedores de DNS, contar com outros provedores de DNS em seu ambiente oferece os seguintes benefícios:
- Diversidade de software: É provável que o provedor B use um software de DNS diferente do provedor A — se um bug afetar o provedor A, ele (espera-se) não afetará o B.
- Redundância de rede: Os provedores de DNS atendem às solicitações de DNS por meio de suas próprias redes, o que significa que, mesmo que o DNS continue funcionando, uma interrupção na rede o deixará indisponível. Ter um segundo provedor de DNS que use uma rede/ASN (sistema autônomo) diferente ajuda a reduzir esse risco.
- Latência: Uma baixa latência é essencial para obter respostas rápidas de DNS. No entanto, algumas redes apresentam melhor latência em determinadas regiões do que outras — contar com outro provedor pode ajudar a garantir uma boa latência em todo o mundo.
Como a F5 pode ajudar
Não espere pela próxima indisponibilidade de DNS para descobrir o que você pode fazer! A F5 oferece serviços de DNS primário e secundário por meio de nossa rede Anycast, protegida pelo F5 Distributed Cloud Services. Confira este artigo para saber mais: O poder do &: solução de DNS híbrido da F5 | DevCentral
Sobre o autor
Publicações relacionadas no blog

Entrega e proteção de agentes de IA em fábricas de IA: F5 para a arquitetura de referência NVIDIA OpenShell para agentes de IA seguros
As soluções da F5 ampliam a Arquitetura de Referência NVIDIA OpenShell para agentes de IA seguros.
Como medir – e minimizar – o custo total de propriedade do seu Kubernetes
O Kubernetes pode ser baixado e executado gratuitamente, mas sua manutenção está longe de não ter custos. Assim como outras grandes plataformas de código aberto que são “gratuitas” apenas em um sentido simplista, o Kubernetes quase certamente exigirá investimentos para ser implantado e operado.
As-Code: a pilha de TI contínua
Infraestrutura, configuração, pipeline, operações. De repente, tudo é “como código”. Lori MacVittie busca esclarecer a terminologia e identificar os diferentes componentes de uma stack contínua de TI.
O estado da entrega de aplicações em 2017: automação, APIs e DevOps
Explore o relatório State of Application Delivery de 2017. Leia o blog retrospectivo da F5 sobre o início da ascensão das redes declarativas e dos pipelines de DevOps.
DevOps Summit: onde a rede foi convidada para a festa
No DevOps Summit NY, falou-se muito não apenas sobre DevOps, mas também sobre contêineres, IoT e microsserviços. As sessões se concentraram não só na mudança cultural necessária para crescer em escala com uma abordagem DevOps, mas também fizeram questão de incluir...
F5 e Nutanix convergem em infraestrutura no .NEXT
Aplicações empresariais como Microsoft SharePoint e Exchange, juntamente com a VDI, continuam sendo a espinha dorsal da sua empresa. A produtividade, embora não seja tão atraente quanto o lucro, é um fator essencial para o sucesso das operações empresariais atuais. Deixar de...