À medida que o movimento de finanças abertas transforma o setor de serviços financeiros, a F5 vem trabalhando em estreita colaboração com nossos clientes e parceiros do setor em todo o mundo para implementar e proteger adequadamente as APIs relacionadas a finanças abertas. Um exemplo desse esforço é a participação da F5 como membro da Financial Data Exchange (FDX), uma organização sem fins lucrativos formada por representantes das maiores organizações de serviços financeiros da América do Norte e dedicada ao desenvolvimento do padrão de API FDX como um padrão comum e interoperável de dados. Membros importantes da equipe de engenharia da F5 participam regularmente das reuniões da FDX e estiveram recentemente no FDX Global Summit Spring 2023, em Raleigh, Carolina do Norte.
Este artigo apresentará os principais aprendizados do evento, incluindo as conclusões de nossos engenheiros sobre algumas de nossas sessões favoritas, entre elas:
- Demonstrando o valor das finanças abertas para a sua organização
- Como os bancos hipotecários podem aproveitar a tecnologia de open banking para alcançar e atender melhor a próxima geração de proprietários de imóveis
- Como empresas e órgãos reguladores podem aproveitar os padrões e as certificações da FDX para aprimorar processos internos e garantir uma supervisão eficaz
- Jornada do OAuth ao FAPI – Introdução
A importância contínua da segurança de APIs nas finanças abertas
Com os princípios fundamentais da FDX centrados na segurança e na confiabilidade dos dados financeiros, as sessões do FDX Global Summit não decepcionaram. Está claro que as APIs continuam se destacando em relação a outras tecnologias de compartilhamento de dados nos ecossistemas de serviços financeiros em constante evolução, que conectam instituições financeiras, provedores terceirizados, agregadores e clientes.
O escopo das APIs e como garantir a segurança de todas elas foram temas abordados em muitas sessões. O uso dos protocolos de segurança adequados para diferenciar corretamente bots de seres humanos, juntamente com ferramentas de autenticação, esteve entre os principais tópicos de discussão. Especificamente, a forma como perfis de segurança, como o FAPI, se alinham a iniciativas regulatórias e de conformidade emergentes e em constante evolução continua sendo um ponto central.
Os diversos cenários específicos em que a segurança das APIs de finanças abertas deve ser considerada foram um dos principais aprendizados de um de nossos engenheiros no evento. É fácil pensar nas situações mais comuns de finanças abertas, como proteger adequadamente as transações P2P, mas há muitas outras a considerar, especialmente com o surgimento de novas FinTechs. Um dos temas discutidos foi como os bancos hipotecários agora podem alcançar e atender melhor a próxima geração de proprietários de imóveis por meio de aplicações modernas. Foi interessante imaginar os novos desafios de segurança, como os relacionados à autenticação, que podem surgir nessas transações de alto valor. Sem dúvida, um tipo de desafio para os consumidores bem diferente da experiência tradicional, em que a mão começa a doer de tanto assinar páginas e mais páginas!
Open Finance não se resume apenas à tecnologia
Como nossos engenheiros são especialistas em tecnologia neste mundo digital em constante evolução, é fácil que eles acabem se concentrando demais na arquitetura e nas ferramentas relacionadas às finanças abertas. Sem dúvida, há muito a explorar nesse sentido. No FDX Global Summit, isso certamente aconteceu, mas outra conclusão importante de um de nossos engenheiros foi que as finanças abertas não se resumem apenas à tecnologia. Esse tema foi abordado em uma das palestras principais com Michael Hsu, intitulada Controlador Interino da Moeda (“Acting Comptroller of the Currency”). Mais especificamente, a sessão analisou os efeitos macroeconômicos de permitir determinados comportamentos dos consumidores em larga escala e o impacto geral decorrente disso sobre a saúde do setor financeiro.
O exemplo apresentado que despertou o interesse do nosso engenheiro foi a facilidade de portabilidade de contas entre consultores de investimentos. Muitos de nós certamente nos identificamos com a ideia de trocar de operadora de telefonia móvel. Afinal, como é fácil mudar da Verizon para a T-Mobile e manter o mesmo número de telefone, não é? Assim, durante a sessão, levantou-se a questão: por que os consumidores não poderiam fazer algo semelhante entre consultores de investimentos?
O problema está relacionado à rapidez da mudança e à pressão que isso pode exercer sobre as instituições financeiras. Se muitos consumidores retirassem seus recursos da noite para o dia por meio de processos de portabilidade de conta com troca rápida, isso imporia uma enorme pressão financeira sobre uma instituição. Sem dúvida, é um ponto interessante a considerar à medida que todos nós adotamos essas modernas ofertas de serviços financeiros. Isso me lembra uma das minhas citações favoritas do sucesso de bilheteria de 1993, Jurassic Park: “Seus cientistas estavam tão preocupados em saber se conseguiriam fazer isso que não pararam para pensar se deveriam.”
O que vem a seguir nas finanças abertas?
À medida que o open finance evolui, surge uma oportunidade empolgante de ampliar a inovação e a colaboração no setor de serviços financeiros. É muito positivo contar com organizações como a FDX, com as quais instituições e fornecedores de tecnologia podem firmar parcerias e liderar o desenvolvimento de padrões de API. Eventos como o FDX Global Summit contribuem, em última análise, para APIs mais seguras, que permitem aos consumidores consentir e autorizar o acesso seguro e granular de terceiros a dados financeiros específicos (por exemplo, saldos e transações) e a determinadas funcionalidades (por exemplo, pagamentos).
Com os novos desafios de segurança das APIs de finanças abertas e as regulamentações que se aproximam, como a regulamentação sobre Direitos de Dados Financeiros Pessoais anunciada no ano passado pelo CFPB nos EUA, as organizações de serviços financeiros terão de lidar com grandes complexidades. Independentemente das possíveis mudanças, há muitas forças impulsionadoras promissoras por trás das finanças abertas, como os serviços de valor agregado oferecidos por FinTechs para melhorar nossa vida financeira, incluindo:
- Agregação de contas/serviços de várias instituições em um só lugar
- Iniciação de pagamentos
- Comparação de produtos financeiros
- Serviços bancários ainda não oferecidos pela instituição
- Tomada de decisões e insights com base em dados financeiros — como verificação de identidade, avaliação da capacidade de pagamento de crédito etc.
A F5 fez uma parceria com a empresa de análise de mercado Twimbit para produzir uma pesquisa global relevante sobre finanças abertas. Confira este infográfico para saber mais sobre O panorama das finanças abertas.
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