Durante sua palestra principal na conferência AppWorld, realizada em fevereiro em Las Vegas, o diretor de inovação da F5, Kunal Anand, apresentou a F5 Application Study Tool (AST), uma ferramenta leve e modular projetada para se integrar perfeitamente aos ecossistemas F5 BIG-IP existentes, a fim de rastrear e visualizar dados e fornecer uma base para insights avançados e personalizáveis.
“O AST é uma janela para a essência de como você usa o BIG-IP”, disse Anand. “Não se trata apenas de métricas superficiais, mas de insights profundos e relevantes… Usar essa ferramenta é como passar de uma imagem desfocada para um vídeo em tempo real e em alta definição do seu ambiente BIG-IP.”
O AST usa ferramentas modernas de código aberto, incluindo OpenTelemetry, Prometheus, Grafana e Docker, para visualizar dados em painéis predefinidos, porém personalizáveis, permitindo que os usuários obtenham mais informações sobre suas implantações do BIG-IP sem grandes investimentos em uma nova infraestrutura. “O que torna o AST tão especial não são apenas seus recursos, mas também seu DNA. Ele utiliza as melhores ferramentas de telemetria de código aberto da categoria e pode ser executado em qualquer lugar”, disse Anand.
Visibilidade aprofundada das implantações do BIG-IP
Dado o papel essencial que o BIG-IP desempenha no fornecimento de aplicações e dados em muitas organizações, é fundamental manter a visibilidade do que acontece no ecossistema do BIG-IP. Contar com dados operacionais detalhados é muito importante para responder a questões técnicas e de negócios que podem surgir tanto durante as operações normais quanto em momentos de dificuldade. No entanto, as ferramentas tradicionais de telemetria muitas vezes não oferecem análises aprofundadas e personalizáveis nem uma visualização completa do que acontece nos bastidores do BIG-IP.
“O AST permite que as equipes de operações passem de uma postura reativa para uma postura proativa, o que representa uma mudança significativa não apenas para as operações, mas também para a empresa como um todo, pois pode ajudar a gestão a prever quando poderão surgir problemas.”
O AST oferece ampla visibilidade das implantações do BIG-IP, reduzindo significativamente a complexidade e o esforço necessários para fornecer métricas e insights em escala e criar uma base sólida para a observabilidade e o monitoramento contínuos. Os painéis predefinidos e os gráficos configuráveis do AST apresentam claramente os dados de telemetria do BIG-IP, ajudando a identificar rapidamente gargalos, acompanhar métricas de desempenho e diagnosticar interrupções em toda a infraestrutura. A ferramenta analisa o comportamento dos aplicativos, os padrões de uso e outros dados para embasar a solução de problemas e identificar a causa raiz dos problemas nos aplicativos antes que eles se agravem.
Uma base sólida para a observabilidade
Embora o AST tenha sido desenvolvido para ajudar equipes técnicas e administradores a usar ferramentas de código aberto de telemetria e visualização para aprimorar seus fluxos de trabalho de monitoramento, diagnóstico e análise, ele também oferece diversos benefícios comerciais às organizações.
Pedimos a Mike Waechter, gerente sênior de engenharia de soluções da F5, e a Chris Hain, tecnólogo ilustre da F5, que explicassem alguns dos recursos do AST e descrevessem como a ferramenta oferece uma base sólida para a observabilidade e o monitoramento de ambientes BIG-IP.
“O AST transforma dados brutos em insights acionáveis”, afirmou Waechter. “Ele fornece informações sobre o desempenho, a segurança e a confiabilidade de toda a infraestrutura BIG-IP.” Isso é obviamente essencial para as equipes técnicas e de infraestrutura, mas também é importante para os líderes de negócios. O AST oferece uma visão clara dos detalhes técnicos ao longo do tempo e permite que os responsáveis pelas aplicações colaborem de forma mais eficaz com as equipes de infraestrutura e segurança, inserindo essas conversas em um fluxo de trabalho fácil de entender.
Uma única fonte da verdade
O AST oferece uma fonte única e confiável de informações para várias equipes e diferentes níveis de responsabilidade. Os dados são apresentados em painéis claros e fáceis de entender, tornando os detalhes técnicos acessíveis até mesmo para públicos sem conhecimentos técnicos aprofundados.
“Você não precisa ser especialista para obter valor com o AST”, afirmou Hain. “Os dados podem ser exibidos de forma simples, em uma escala de verde ou vermelho, e os responsáveis pelos aplicativos podem consultar as informações por conta própria e descobrir o desempenho do BIG-IP.” O AST também reduz o tempo necessário para solucionar problemas. Como a ferramenta apresenta o histórico de desempenho, os usuários podem consultar relatórios e métricas anteriores para identificar onde e quando os problemas ocorreram.
Como os dados são exibidos de forma tão clara, a ferramenta também é muito útil para apresentar os resultados de investigações ou análises pós-incidente a líderes empresariais que, de outra forma, talvez não compreendessem os dados brutos.
A AST também é muito útil para a análise pós-configuração do Dia 2, que consiste no processo de revisar, otimizar e validar a configuração de um sistema após a implantação e a configuração iniciais (que ocorrem durante a fase do “Dia 1”).
Essa análise é importante para garantir que o sistema funcione conforme o esperado, permaneça seguro e esteja alinhado às necessidades operacionais. E, como o AST apresenta dados e métricas de todo o ambiente BIG-IP, ele permite que as equipes de plataforma sejam mais proativas na antecipação de problemas que possam reduzir o desempenho e a disponibilidade do sistema.
“Ter dados históricos e em tempo real é importante para o monitoramento e a solução de problemas no Dia 2”, afirmou Hain. “Isso nos permite ser muito mais proativos, pois, com métricas fáceis de acompanhar, não somos pegos de surpresa se algo falhar ou ficar mais lento. Se uma parte do sistema estiver se aproximando da largura de banda máxima, será muito mais fácil resolver a situação se houver uma visibilidade clara dos dados.”
Como todos os dados operacionais e de desempenho do BIG-IP são reunidos em um pequeno conjunto de painéis, o AST também aumenta a eficiência e a eficácia do monitoramento. “Para quem trabalha em um centro de operações de segurança, o AST pode fornecer análises avançadas para investigar possíveis problemas ou anomalias”, afirma Waechter. Se determinados indicadores de desempenho apresentarem uma alteração repentina — por exemplo, se os aplicativos passarem a usar muito mais recursos no BIG-IP —, haverá dados históricos sobre o desempenho anterior do aplicativo, e as equipes de segurança poderão usar essas informações para realizar uma análise.
“E embora todas essas métricas sempre tenham estado disponíveis, no passado era preciso escrever algum script maluco para extrair os dados desses equipamentos”, acrescentou Hain. Agora, com o AST, os dados aparecem em um banco de dados prático e fácil de consultar. “Basta acessar um local centralizado para encontrar todas as informações”, afirmou.
Uma ferramenta totalmente personalizável
O AST também é totalmente personalizável e configurável. Esqueça as ferramentas de monitoramento estáticas e rígidas: os usuários podem adaptar os painéis e as integrações de código aberto do AST às suas necessidades específicas. Além de modificar o próprio painel, eles podem alterar os componentes e personalizar as cores ou exportar os dados do AST para as ferramentas de monitoramento de operações de produção que já utilizam.
“Nada é realmente imutável”, disse Waechter. “Isso é realmente poderoso, porque você não fica preso à forma de visualizar dados de um fornecedor proprietário. É verdadeiramente aberto, e você pode exibir suas métricas com as soluções gráficas que preferir, facilitando a compreensão das correlações entre os dados por qualquer um de seus públicos.”
Os usuários também podem personalizar os painéis para destacar métricas específicas necessárias para uma função ou um público específico, sem sobrecarregá-los com informações irrelevantes.
“Todo mundo tem uma opinião sobre como os dados devem ser apresentados, e todas são válidas”, disse Hain. “Com o AST, as pessoas conseguem acessar os dados por conta própria e apresentá-los da maneira mais adequada aos seus fluxos operacionais e prioridades. Então, fiquem à vontade para explorar.”
O AST permite que as equipes operacionais passem de uma postura reativa para uma proativa, o que representa uma mudança significativa não apenas para as operações, mas também para a empresa como um todo, pois pode ajudar a gestão a prever quando poderão surgir problemas. “Ter acesso fácil a dados históricos que mostram o desempenho dos sistemas ao longo do tempo permite que as empresas desenvolvam análises preditivas e se preparem com antecedência para possíveis problemas”, afirmou Waechter.
Para mais informações e para baixar gratuitamente a F5 Application Study Tool, acesse o GitHub.
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