Levantem a mão: quem está lendo isto e usa o OpenStack em seu ambiente de produção? Prometheus? Talvez você esteja criando painéis no Grafana? GitHub. GitLab. Nagios. Jenkins. Ansible. Puppet Enterprise?
Pronto, podem abaixar as mãos. Sério, eu não consigo vê-las mesmo, sabe.
O objetivo desta lista incompleta é mostrar que provavelmente há uma dúzia ou mais de soluções de código aberto responsáveis por implantar, gerenciar e monitorar os aplicativos em seu ambiente de produção.
Entre os projetos de código aberto mais populares de 2017, a categoria de operações de TI ficou entre as três primeiras, atrás de dados e análises e de ferramentas que viabilizam o DevOps. Tendências de 2018 entre os principais softwares de código aberto voltados para ML, IA e aplicativos responsivos? Softwares projetados para automatizar: Ansible (3º lugar), gerenciar a segurança: Vault (7º lugar), e dimensionar/rotear aplicativos em tempo de execução: Kubernetes (9º lugar). Softwares com foco operacional.
Parte do motivo da crescente popularidade das operações de código aberto é, naturalmente, a influência do DevOps e a adoção de arquiteturas nativas da nuvem. Estas exigem a integração entre infraestrutura e aplicações para produzir uma aplicação totalmente operacional e escalável. Já o DevOps precisa ser adotado como forma de integrar perfeitamente a entrega contínua à implantação contínua, a fim de alcançar o retorno sobre o investimento no prazo esperado pelas empresas para seu crescente portfólio de ativos de aplicações.
Veja, por exemplo, o NGINX Ingress Controller. Ele é, literalmente, gratuito e de código aberto. Sim, faz parte de uma aplicação nativa da nuvem, mas sua finalidade é rotear solicitações de aplicações — normalmente, uma função operacional na maioria das arquiteturas de rede empresariais. Na verdade, se você consultar os resultados mais recentes da pesquisa semestral da CNCF, verá que o NGINX é o controlador de entrada mais usado (64%) por um grupo de participantes no qual 36% atuam na área de operações.
Mas isso é operação de infraestrutura, certo? E quanto às operações de rede? Bem, elas também fazem parte de "operações" e usam código aberto. Veja, por exemplo, o Ansible — mais uma vez, literalmente — como um software operacional que executa pipelines e automatiza a implantação da infraestrutura e dos serviços de aplicativos. De acordo com nossa própria pesquisa sobre o Estado dos Serviços de Aplicativos, o uso do Ansible para automação por profissionais de todas as funções — incluindo NetOps — cresceu de 20% em 2018 para 23% em 2019. Isso sem contar soluções concorrentes de código aberto, como Chef, Puppet e OpenStack.
A realidade é que o software de código aberto está devorando o software que está devorando a TI. E a TI inclui operações.
Um impacto significativo desse movimento em direção ao código aberto não se limita ao software usado nas operações diárias de TI. Ele também abrange o impacto cultural de uma comunidade na qual ideias e soluções são compartilhadas, desenvolvidas de forma colaborativa, e, por fim, utilizadas por outros profissionais. Isso fica evidente no crescimento de repositórios abertos que hospedam modelos, configurações e scripts desenvolvidos e aprimorados por comunidades de mente aberta interessadas em ajudar outras pessoas a prosperar.
A colaboração nas comunidades em torno dos artefatos de implantação necessários para acelerar e dimensionar a entrega de aplicações representa uma extensão do DevOps para o ambiente corporativo tanto quanto as metodologias associadas a essa abordagem (por exemplo, Agile). Essa colaboração acabará resultando em práticas recomendadas desenvolvidas organicamente e em padrões de fato para a implantação de arquiteturas completas que abranjam a segurança, o desempenho e a disponibilidade das aplicações.
Dada a enorme complexidade dos ambientes operacionais atuais, esse tipo de colaboração e suporte é fundamental para que as equipes de operações atinjam seus objetivos de implantar aplicações com mais rapidez e segurança.
As equipes de operações estão adotando — e devem adotar — soluções de código aberto. No entanto, para aproveitar plenamente os benefícios, elas também devem participar ativamente e contribuir com as comunidades que criam configurações, modelos e práticas recomendadas para a implementação dessas soluções.
O código aberto não se resume mais apenas à criação de código; ele também envolve a forma como esse código é empacotado, implantado e operado ao ser disponibilizado aos clientes.
O código aberto também é, sem dúvida, para as operações.
Sobre o autor

Lori MacVittie é engenheira distinta e evangelista-chefe no Escritório do CTO da F5, com ampla experiência em entrega de aplicações, estratégia de automação e infraestrutura. Ela é conhecida por transformar complexidade em clareza, seja definindo diretrizes para agentes de IA, analisando arquiteturas multinuvem frágeis ou investigando os limites de sistemas escaláveis. Ela acumula mais de trinta anos de experiência no setor, abrangendo desenvolvimento de aplicações, arquitetura de TI e operações de redes e sistemas. Antes de ingressar na F5, atuou como editora de tecnologia e recebeu diversos prêmios. MacVittie tem mestrado em Ciência da Computação e é uma autora prolífica, com publicações que abrangem segurança, nuvem e arquitetura empresarial. Ela também é uma entusiasta de jogos de tabuleiro e videogames, além de ter opiniões assumidamente fortes sobre queijos.
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