Recentemente, argumentei que evitar novas dívidas técnicas exige um plano estratégico e intencional para a migração para a nuvem. A palavra-chave aqui é plano. Uma área que considero esclarecedora nesse sentido é o planejamento urbano. Tenho um interesse casual pelo assunto e, como muitas pessoas, adoro uma boa lista das melhores e piores cidades. Essas listas costumam se basear em uma grande variedade de fatores, desde acessibilidade, custo de vida e emprego até trânsito, cultura e restaurantes. E aqui está o ponto interessante: todos esses fatores são fortemente influenciados — para o bem e para o mal — pelo planejamento. No caso de algo tão complexo quanto uma grande cidade, isso significa planejar não apenas para hoje, mas também para o futuro. É preciso pensar de forma holística sobre onde as pessoas moram, trabalham e se divertem, bem como sobre a infraestrutura necessária para dar suporte a tudo isso.
A Arquitetura de Nuvem Segura foi concebida para funcionar de maneira muito semelhante. Trata-se, essencialmente, de um “plano” que permite escolher as ferramentas mais adequadas para alcançar os resultados desejados. Em outras palavras: é um plano para alcançar resultados, resultados DE NEGÓCIO. Como profissionais de tecnologia, é disso que precisamos nos lembrar. Estamos aqui para atender às necessidades do negócio, não para implantar tecnologia por si só nem para nos deixar levar pela última tendência de TI. Assim como no planejamento urbano, a diferença entre o sucesso e o caos está nas decisões inteligentes tomadas desde o início com base em objetivos bem definidos.
Vamos discutir os objetivos da Arquitetura de Nuvem Segura. Como afirmei acima, a TI existe para atender às necessidades do negócio, então vamos começar pelos resultados de negócio. A F5 acredita que qualquer arquitetura projetada hoje precisa levar em consideração, no mínimo, os seguintes aspectos:
- Eficiência operacional, de governança e de conformidade
- Flexibilidade para se adaptar às necessidades da empresa
- Otimização de gastos
- Viabilizar uma plataforma para inovação
Esses pontos são bastante autoexplicativos, mas a questão aqui é que, ao projetar um sistema, você deve considerar plenamente, desde o início, os objetivos e as possíveis variáveis. Pergunte a si mesmo: como essa escolha favorece ou prejudica a eficiência operacional? Uma decisão pontual tomada hoje dificulta a conformidade agora ou no futuro? Quando perceberei o valor dessa decisão? Estou preso a ela ou posso fazer ajustes, evoluir ou me adaptar às mudanças? Por fim, quantas vezes devo comprar, alugar ou consumir algo em um projeto, ou a melhor opção é criar uma vez e reutilizar?
Começar com essas perguntas ajudará a orientar o projeto e garantirá que você mantenha o foco na prioridade mais importante: os resultados de negócio. Uma arquitetura bem projetada e planejada também permite que vocês, especialistas técnicos, se adaptem mais rapidamente aos objetivos e resultados de negócio. Se todos compreenderem a estrutura, os resultados desejados e o PORQUÊ das decisões, vocês viabilizarão uma inovação escalável. Como disse Alan Lakein, conhecido autor sobre gestão pessoal do tempo: “Planejar é trazer o futuro para o presente, para que você possa fazer algo a respeito agora.” No fim das contas, o tempo é a única coisa que não podemos recuperar; portanto, usá-lo com sabedoria desde o início pode poupar ainda mais tempo no futuro. Para quem ainda se sente tentado a ir direto para a tecnologia sem compreender os resultados de negócio, faça isso por sua conta e risco, pois você pode acabar em uma lista dos “piores” mais rápido do que imagina.
Sobre o autor
Publicações relacionadas no blog

Entrega e proteção de agentes de IA em fábricas de IA: F5 para a arquitetura de referência NVIDIA OpenShell para agentes de IA seguros
As soluções da F5 ampliam a Arquitetura de Referência NVIDIA OpenShell para agentes de IA seguros.
Como medir – e minimizar – o custo total de propriedade do seu Kubernetes
O Kubernetes pode ser baixado e executado gratuitamente, mas sua manutenção está longe de não ter custos. Assim como outras grandes plataformas de código aberto que são “gratuitas” apenas em um sentido simplista, o Kubernetes quase certamente exigirá investimentos para ser implantado e operado.
As-Code: a pilha de TI contínua
Infraestrutura, configuração, pipeline, operações. De repente, tudo é “como código”. Lori MacVittie busca esclarecer a terminologia e identificar os diferentes componentes de uma stack contínua de TI.
O estado da entrega de aplicações em 2017: automação, APIs e DevOps
Explore o relatório State of Application Delivery de 2017. Leia o blog retrospectivo da F5 sobre o início da ascensão das redes declarativas e dos pipelines de DevOps.
DevOps Summit: onde a rede foi convidada para a festa
No DevOps Summit NY, falou-se muito não apenas sobre DevOps, mas também sobre contêineres, IoT e microsserviços. As sessões se concentraram não só na mudança cultural necessária para crescer em escala com uma abordagem DevOps, mas também fizeram questão de incluir...
F5 e Nutanix convergem em infraestrutura no .NEXT
Aplicações empresariais como Microsoft SharePoint e Exchange, juntamente com a VDI, continuam sendo a espinha dorsal da sua empresa. A produtividade, embora não seja tão atraente quanto o lucro, é um fator essencial para o sucesso das operações empresariais atuais. Deixar de...