Seis motivos pelos quais a nuvem híbrida e multinuvem são o novo normal para as empresas

Ecossistema F5 | 22 de novembro de 2024

Há apenas alguns anos, o setor de tecnologia estava em polvorosa com a ideia de que as organizações migrariam totalmente para a nuvem pública. Essa previsão não só não se concretizou, como também uma abordagem híbrida e multinuvem vem se tornando cada vez mais popular com o passar do tempo.

De acordo com o relatório State of Application Strategy (SOAS) da F5, quase 90% das organizações operam com modelos de implantação híbridos. Isso significa que aplicativos e APIs estão distribuídos entre nuvens públicas e privadas, locais de borda, data centers locais e outros ambientes — sendo que mais de um terço (38%) opera aplicativos implantados em seis modelos diferentes. Considerando que, ainda em 2020, apenas 18% utilizavam cinco modelos, a tendência rumo a essa nova realidade está se acelerando, com os aplicativos mais amplamente distribuídos do que nunca.

Os dados mostram que tanto as pequenas quanto as grandes empresas estão usando diversos modelos de implantação. Então, por que organizações de todos os portes estão optando por operar seus aplicativos e APIs em um ambiente de TI tão complexo e distribuído? A resposta é simples: as vantagens superam as possíveis desvantagens.

Benefícios da implantação de aplicações em várias nuvens
Benefícios da implantação de aplicações em várias nuvens (Fonte: Relatório sobre o Estado da Estratégia de Aplicações da F5 de 2024)

Veja seis benefícios de adotar uma abordagem híbrida e multinuvem:

1. Redução dos gastos gerais com a nuvem

Cada carga de trabalho é diferente. O provedor de nuvem mais econômico para uma pode não ser o mais adequado para outra. Uma estratégia híbrida e multinuvem oferece às organizações a flexibilidade de escolher a melhor plataforma ou nuvem para cada aplicação ou carga de trabalho. Por exemplo, uma aplicação legada estática obteria pouco ou nenhum benefício econômico com uma migração direta para a nuvem, enquanto uma aplicação web moderna que precisa aumentar ou reduzir dinamicamente sua capacidade de acordo com os padrões de tráfego é ideal para uma nuvem pública.

As organizações podem aproveitar os diferentes modelos de preços e estruturas de custos oferecidos pelos provedores para otimizar o retorno sobre o investimento (ROI). A abordagem híbrida e multinuvem também ajuda a evitar os custos indiretos inerentes à manutenção de toda a infraestrutura própria, que precisa ser dimensionada para lidar com momentos de pico e aumentos repentinos de tráfego.

2. Manter a conformidade com as regulamentações

À medida que as organizações crescem, suas cargas de trabalho também aumentam. As implantações híbridas e multinuvem ajudam as organizações a lidar com a soberania de dados em diferentes regiões e a cumprir regulamentações específicas, como o GDPR e as leis estaduais, à medida que evoluem. Além disso, muitas regulamentações exigem que as organizações busquem reduzir os riscos relacionados aos dados. Quando apropriado, os dados podem ser armazenados localmente em um provedor de nuvem privada, enquanto os dados menos confidenciais podem permanecer na nuvem pública.

3. Alinhando as necessidades das aplicações à nuvem certa

Nem todos os serviços de nuvem são iguais. Alguns se destacam em determinadas tarefas, enquanto outros podem ser mais adequados para diferentes tipos de cargas de trabalho.

Ao distribuir suas cargas de trabalho entre várias nuvens, as organizações podem evitar uma dependência excessiva de um único provedor de nuvem. Uma abordagem caso a caso oferece a flexibilidade necessária para atender a requisitos empresariais específicos, permitindo, por exemplo, trocar de provedor caso o atual não ofereça determinados recursos e associar cada carga de trabalho ao serviço mais adequado.

Gráfico de modelos de implantação de aplicativos
O número de modelos de implantação de aplicativos continua crescendo. (Fonte: Relatório sobre o Estado da Estratégia de Aplicações de 2024)

4. Aprimoramento da resiliência e da recuperação de desastres

Dizem que não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta. Isso também se aplica ao mundo dos aplicativos e dos dados, no qual desastres naturais ou causados pelo ser humano, ataques cibernéticos, interrupções e erros humanos ameaçam a continuidade dos negócios e podem causar períodos de inatividade.

Uma abordagem híbrida e multicloud pode aumentar a resiliência e aprimorar a recuperação de desastres ao distribuir aplicações e dados entre vários locais. A adoção de provedores de backup pode mitigar problemas caso ocorra um desastre. Por exemplo, se um provedor ficar indisponível, a carga de trabalho poderá ser transferida para outro, minimizando o tempo de inatividade e a perda de dados.

5. Apoio a fusões e aquisições

Quando empresas se fundem ou adquirem outros negócios, muitas vezes precisam integrar sistemas de TI distintos. Pode ser um caso extremo, em que a Empresa A opera tudo localmente e a Empresa B faz tudo na nuvem. Ou pode simplesmente significar que são usados diferentes provedores de nuvem.

Adotar uma estratégia híbrida e multinuvem, em vez de “escolher um lado”, pode facilitar essa etapa de transição, oferecendo uma maneira de consolidar e integrar os sistemas sem precisar desfazer tudo e começar de novo.

6. Facilitando a implantação de aplicações de IA

As organizações estão buscando implementar inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML) em um ritmo sem precedentes para obter insights mais aprofundados, aproveitar a inovação e otimizar a eficiência. Mas a IA também está evoluindo rapidamente.

Adotar uma abordagem híbrida e multinuvem proporciona às organizações maior flexibilidade e liberdade para se adaptar às tendências emergentes e buscar provedores que ofereçam as melhores tecnologias de IA disponíveis.

O surgimento da IA também está impulsionando o atual ambiente híbrido e multinuvem, principalmente porque as cargas de trabalho de IA geralmente são divididas em várias partes e precisam ser implantadas o mais próximo possível dos dados de que necessitam. Isso significa que os dados estão sendo distribuídos entre diferentes ambientes, com 80% das organizações mantendo aplicações de IA na nuvem pública e 54% em ambientes locais para maximizar a precisão, a eficiência de custos, os insights, o desempenho e a segurança.

Navegando pelo novo normal

Embora um ambiente híbrido de múltiplas nuvens seja complexo, os benefícios que ele oferece em termos de economia de custos, flexibilidade, resiliência e acesso a tecnologias avançadas fazem dele uma opção atraente para a maioria das organizações.

As ferramentas certas de segurança e entrega de aplicações ajudarão as organizações a superar a complexidade, aproveitar com segurança os diversos benefícios das implantações distribuídas e adotar uma arquitetura necessária para sustentar o crescimento futuro.

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Sobre o autor

Bart Salaets
Bart SalaetsDiretor de Tecnologia de Campo | F5

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