
Serviços de aplicativos. Quer nos refiramos a eles como SDAS (Serviços de Aplicativos Definidos por Software) ou simplesmente como os tradicionais serviços de aplicativos, estamos falando praticamente da mesma coisa: os serviços que ficam entre os aplicativos e seus usuários (sejam eles pessoas, dispositivos ou outros aplicativos) e garantem a segurança, a disponibilidade e a rápida troca de dados.
Esses são os “serviços de rede” que operam nas camadas 4 a 7; os serviços com estado presentes em todos os data centers, sejam eles reconhecidos ou não.
Esses são os serviços que a F5 leva muito a sério e se empenha em oferecer por meio de suas plataformas de hardware, virtuais e baseadas em nuvem.
Mas nem todos fazem isso. Muitas vezes descritos como “balanceamento de carga, otimização de WAN e outras coisas”, os serviços de aplicativos raramente recebem a atenção que merecem, considerando seu papel no caminho crítico que entrega aplicativos aos usuários a cada segundo do dia. Por isso, começamos a fazer perguntas sobre eles que ninguém mais faz. O que você está usando? O que pretende usar? Onde deseja implantá-los? Como deseja disponibilizá-los?

O resultado do ano passado foi o primeiro relatório State of Application Delivery, ao qual temos a satisfação de dar continuidade neste ano (e pretendemos continuar publicando anualmente). Ao analisarmos a fundo o cenário dos serviços de aplicações, podemos obter insights não apenas sobre esses serviços em si, mas também sobre os planos e as preocupações das organizações em todo o mundo em relação a arquiteturas, abordagens, tecnologias e tendências emergentes.
Por exemplo, ao analisarmos os serviços de aplicativos que mais crescerão em 2016 — aqueles que as organizações planejam implantar este ano —, podemos ver que elas estão concentradas em lidar com as preocupações relacionadas ao predomínio da nuvem híbrida em todos os setores.
A federação de identidades (26%), o SSO (24%) e o GSLB (24%) são serviços de aplicativos essenciais para lidar com as principais preocupações de segurança e produtividade relacionadas à nuvem híbrida, tanto para os profissionais de TI da alta administração quanto para os que atuam na linha de frente. Afinal, a federação de identidades é o principal meio de garantir a governança de aplicativos SaaS cada vez mais essenciais aos negócios, assegurando que o acesso seja baseado em identidades e responsabilidades corporativas, e não naquelas definidas pelos próprios usuários. O SSO (logon único) também desempenha um papel importante para garantir que os aplicativos distribuídos em vários ambientes (nuvem híbrida) não prejudiquem a produtividade dos usuários corporativos ao impor as limitações decorrentes de gerenciar (e lembrar) quinze senhas diferentes.

Até mesmo os dados sobre o cenário atual revelam em que os CIOs e as empresas estão se concentrando. Dos cinco principais serviços de aplicativos implantados atualmente, quatro são voltados à segurança: da rede, das comunicações e dos dados. E o quinto? Balanceamento de carga (disponibilidade), é claro. Porque segurança sem escalabilidade é como um piano sem teclas.
Você nunca ouviu essa comparação antes, não é?
E, assim como podemos tirar conclusões sobre tendências, tecnologias e preocupações com base nos serviços de aplicativos implantados atualmente, também podemos entender por que tantas funções nos diferentes silos de TI das organizações atribuem tanta importância a recursos como APIs e modelos inteligentes. Acontece que uma empresa de médio porte tem atualmente onze serviços de aplicativos diferentes implantados, muitos dos quais são encadeados para disponibilizar, proteger e otimizar cada aplicativo. A maioria das organizações utiliza dez ou mais dos vinte e quatro serviços sobre os quais perguntamos. E uma parcela significativa de 30% utiliza todos os serviços disponíveis para oferecer segurança, disponibilidade, mobilidade, desempenho e controle de acesso aos aplicativos em todo o data center. As que ainda não fazem isso talvez o façam no próximo ano, já que 25% planejam implantar quatro ou mais serviços de segurança em 2016, enquanto 55% afirmam que implantarão pelo menos um serviço de disponibilidade.
A conclusão? Todos os serviços de aplicativos — não apenas os três mencionados de passagem quando se fala em L4-7 — são utilizados pelas organizações para fornecer recursos essenciais aos aplicativos e aos negócios.
A importância deles provavelmente é mais bem compreendida no contexto de uma das minhas perguntas favoritas da pesquisa, que se concentra no que os entrevistados estariam dispostos a abrir mão se isso tornasse suas redes mais seguras. Considerando o número de violações de grande repercussão no último ano (sem falar nos últimos dez anos) e o impacto extremamente negativo que essas violações têm sobre a reputação das organizações e sua capacidade de fazer negócios, as organizações teriam de valorizar muito esses serviços para dizer: “Não, não abrirei mão disso, mesmo que isso torne minha rede mais segura.”
Então, quais serviços eram tão importantes assim?
Apenas 7% abririam mão da disponibilidade. Somente 10% abririam mão do desempenho. Um quarto (25%) preferiria abrir mão da capacidade de gerenciamento da infraestrutura em vez desses dois serviços de aplicativos.
Isso mostra o quanto eles são importantes não apenas para a disponibilização dos aplicativos, mas também para o sucesso e a segurança desses aplicativos para a empresa que depende deles.
Para mais detalhes sobre serviços de aplicações, bem como nuvem, segurança e SDN/DevOps, não deixe de conferir o relatório completo, disponível aqui em f5.com/SOAD.
Sobre o autor

Lori MacVittie é engenheira distinta e evangelista-chefe no Escritório do CTO da F5, com ampla experiência em entrega de aplicações, estratégia de automação e infraestrutura. Ela é conhecida por transformar complexidade em clareza, seja definindo diretrizes para agentes de IA, analisando arquiteturas multinuvem frágeis ou investigando os limites de sistemas escaláveis. Ela acumula mais de trinta anos de experiência no setor, abrangendo desenvolvimento de aplicações, arquitetura de TI e operações de redes e sistemas. Antes de ingressar na F5, atuou como editora de tecnologia e recebeu diversos prêmios. MacVittie tem mestrado em Ciência da Computação e é uma autora prolífica, com publicações que abrangem segurança, nuvem e arquitetura empresarial. Ela também é uma entusiasta de jogos de tabuleiro e videogames, além de ter opiniões assumidamente fortes sobre queijos.
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