A conectividade de APIs refere-se ao uso de APIs modulares e reutilizáveis para conectar dados e aplicações em ambientes nativos da nuvem. Diferentemente do gerenciamento de APIs, que se concentra em gerenciar o ciclo de vida de APIs individuais, a conectividade de APIs abrange ambientes de microsserviços fracamente acoplados, nos quais muitas APIs se comunicam entre si, e permite proteger e controlar APIs em escala nessas arquiteturas.

Embora as APIs já tenham sido vistas apenas como uma ferramenta para desenvolvedores, hoje elas são ativos estratégicos de negócios, gerando receita e promovendo a agilidade empresarial. À medida que as organizações inovam e adotam APIs, surgem novos desafios relacionados à visibilidade, à segurança e à governança. As empresas precisam de novos tipos de soluções de conectividade de APIs que complementem tanto as arquiteturas tradicionais quanto as de microsserviços, estejam alinhadas às práticas de DevOps e ofereçam suporte a APIs de alto desempenho.

Tipos de APIs e a experiência de conectividade de APIs

No passado, as soluções de gerenciamento de APIs de ciclo de vida completo eram projetadas principalmente para gerenciar o tráfego norte-sul (do cliente para o backend) de APIs internas ou externas. Agora, com as infraestruturas nativas da nuvem gerando mais tráfego leste-oeste (entre microsserviços na infraestrutura de aplicações de uma organização), os tipos de APIs também aumentaram.

Atualmente, a maioria das empresas trabalha com quatro tipos de APIs:

  • APIs internas – Expostas apenas a outros aplicativos (e seus desenvolvedores) dentro de uma empresa, e não a usuários externos. As APIs internas ajudam a disponibilizar dados e promovem a colaboração entre as unidades funcionais de uma empresa.
  • APIs externas – Expostas a usuários de fora da sua empresa. As APIs externas permitem estabelecer parcerias com desenvolvedores terceirizados e com todo o ecossistema de negócios da sua empresa, além de poderem ser fontes de receita.
  • APIs de parceiros – Expostas a parceiros comerciais. Essas APIs não estão disponíveis publicamente – elas podem ser acessadas por desenvolvedores selecionados que atendam aos requisitos de autenticação (AuthN) e autorização (AuthZ) de ambas as empresas.
  • APIs de terceiros – Disponibilizadas por terceiros e hospedadas em seus servidores. Essas APIs geralmente oferecem um serviço amplamente necessário (como mapas) e são desenvolvidas especificamente para uso por outras empresas, normalmente mediante pagamento.

Outros elementos essenciais da conectividade de APIs são um gateway de API (um proxy reverso ou controlador de Ingress) e um portal para desenvolvedores de APIs. Um gateway de API recebe solicitações de API dos clientes, direciona-as aos serviços apropriados e combina os resultados em uma experiência síncrona para o usuário. O portal para desenvolvedores é um ambiente on-line no qual você publica recursos que facilitam a rápida integração dos consumidores da sua API, como um catálogo das suas APIs externas, documentação abrangente e exemplos de código. Ele também permite que desenvolvedores terceirizados registrem seus aplicativos e obtenham credenciais para acessar as APIs.

O desafio da multinuvem

Hoje, APIs e microsserviços estão sendo implantados em vários ambientes — nuvem pública, nuvem privada, infraestrutura local e edge computing. E, à medida que os microsserviços se tornam uma ferramenta essencial para empresas com alto volume de tráfego escalarem suas aplicações, o volume de tráfego interno de APIs também aumenta significativamente.

A proliferação de endpoints de API em ambientes complexos e multicloud exige uma nova abordagem para o gerenciamento, a governança e a segurança de APIs. Esses ambientes distribuídos exigem abordagens automatizadas e com pouca intervenção, que deem autonomia aos desenvolvedores e permitam às equipes de Operações de Plataforma definir controles de segurança e de recursos em diferentes áreas de negócios.

Garantir a confiabilidade e a segurança de arquiteturas multinuvem representa um desafio para as equipes de Operações de Plataforma. Elas precisam de visibilidade global do tráfego de aplicações e APIs, além da capacidade de aplicar políticas consistentes de segurança e conformidade em diferentes ambientes. As ferramentas nativas de cada plataforma funcionam de maneiras distintas e oferecem diferentes níveis de visibilidade e controle. Em última análise, as equipes de Operações de Plataforma precisam de um modelo diferente para criar e aplicar a governança em equipes e ambientes distribuídos.

Dois modelos — centralizado e descentralizado — têm sido comuns na governança de APIs. No entanto, nas estratégias modernas de APIs, especialmente nos modelos API-first, um novo conceito de “governança adaptativa” dá autonomia aos desenvolvedores de APIs e, ao mesmo tempo, permite que as equipes de Operações de Plataforma mantenham o controle sobre a confiabilidade e a segurança.

Para saber mais, leia A governança adaptativa dá aos desenvolvedores de APIs a autonomia de que precisam em nosso blog.

A importância das ferramentas API-first

Ambientes nativos da nuvem são sistemas com baixo acoplamento, geralmente criados com contêineres, malhas de serviços e microsserviços. Esses recursos se comunicam entre si por meio de APIs e, normalmente, também são gerenciados por meio de APIs declarativas. Essas técnicas possibilitam sistemas resilientes, gerenciáveis e observáveis.

A conectividade de APIs enfatiza o uso de tecnologias nativas da nuvem e, em particular, uma abordagem API-first para o gerenciamento da infraestrutura e do ciclo de vida das APIs. Isso é especialmente importante para automatizar o trabalho em escala usando práticas de integração contínua e entrega contínua (CI/CD). A CI/CD ajuda a gerenciar APIs e aplicações durante todo o ciclo de vida — criação, entrega e atualização — por meio da automação. Ela também ajuda a antecipar a segurança ao integrar e incorporar políticas de segurança desde as etapas iniciais, que podem então ser aplicadas a futuras APIs, permitindo que a segurança faça parte de todo o processo de desenvolvimento, até a produção.

Para saber mais, leia Deslocando as ferramentas de segurança para o início do processo para criar aplicativos mais seguros em nosso blog.

Qual é a diferença entre conectividade de APIs e uma estratégia de conectividade orientada por APIs?

A conectividade orientada por APIs é uma abordagem arquitetural específica para a transformação digital e a implementação da estratégia geral de APIs de uma organização. Ela utiliza uma abordagem em camadas para classificar as APIs de uma organização por função:

  • As APIs de sistema são usadas para buscar dados brutos em um sistema de registro e disponibilizá-los de forma confiável para uma API de nível superior
  • As APIs de processo orquestram várias APIs de sistema downstream para agregar os dados e aplicar lógica de negócios a eles
  • As APIs de experiência permitem interações voltadas ao usuário e podem ser reutilizadas em aplicativos móveis e web

A conectividade de APIs é uma abordagem abrangente para governar e operar APIs em ambientes nativos da nuvem, independentemente do padrão arquitetural usado para classificá-las.

Como o NGINX pode ajudar?

API Connectivity Manager, parte do F5 NGINX Management Suite, foi desenvolvido tendo como foco a experiência dos desenvolvedores de APIs. Com o API Connectivity Manager, as equipes de infraestrutura podem implantar gateways de API de alto desempenho e portais para desenvolvedores. Além disso, os desenvolvedores podem publicar e gerenciar rapidamente APIs e documentação, bem como descobrir e integrar APIs a aplicações.

diagrama de conectividade de APIs

O API Connectivity Manager é uma parte essencial da solução NGINX Secure API Connectivity, que oferece os seguintes benefícios:

  • Escalabilidade – Ofereça desempenho, confiabilidade e segurança sem concessões com o NGINX Plus como gateway de API
  • Observabilidade – Monitore o tráfego de APIs entre equipes e ambientes para identificar erros de configuração e ameaças à segurança
  • Governança – Garanta uma supervisão consistente e, ao mesmo tempo, permita que os desenvolvedores de APIs gerenciem suas APIs com controles granulares
  • Segurança – Proteja as APIs contra ameaças comuns e avançadas com proteção pronta para uso contra o OWASP API Security Top 10

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