Uma abordagem API-first é um modelo de desenvolvimento no qual o design da aplicação começa pela API, antes mesmo de qualquer código ser escrito. Em vez de serem tratadas como algo secundário, as APIs são fundamentais e vistas como produtos distintos, com o desenvolvimento começando pela especificação da API e as aplicações sendo inicialmente concebidas como uma API. Isso contrasta com a abordagem tradicional “code-first”, na qual o código monolítico tem prioridade e o design da API só vem depois, quando chega a ser considerado.

Uma estratégia API-first é ideal para arquiteturas de microsserviços porque garante que os ecossistemas de aplicações comecem como sistemas modulares e reutilizáveis. Ao priorizar as APIs desde o início, a estrutura das solicitações de API e dos dados ganha destaque. Isso permite que a API ofereça o que os desenvolvedores mais precisam e evita que eles gastem tempo com funcionalidades que, mais tarde, se mostram desnecessárias.

Por que adotar um modelo API-first?

Quando uma empresa adota um modelo API-first (tornando-se, assim, uma “empresa API-first”), ela prioriza as APIs — sejam elas internas ou externas — e reconhece como o ciclo de vida das APIs pode afetar seus negócios. Para as empresas, a abordagem API-first geralmente significa lançar produtos no mercado mais rapidamente, pois facilita a atualização e a alteração dos serviços de backend.

Além de aumentar a velocidade de produção, adotar uma abordagem API-first também resulta em softwares mais robustos. Os desenvolvedores podem se concentrar no design, pois as equipes não precisam começar do zero e podem reutilizar suas APIs e seu código em diferentes projetos. Como consequência, a redução do trabalho necessário nas etapas posteriores gera economia, já que a maioria dos problemas é resolvida antes mesmo de o código ser escrito.

Os modelos API-first também simplificam a governança de APIs, proporcionando, por padrão, mais controle e observabilidade às equipes de operações. Ter maior controle e visibilidade sobre a API permite que as equipes vejam tanto o estado atual quanto o potencial futuro da API.

Riscos de segurança da abordagem API-first

As APIs são, por natureza, abertas, o que lhes confere grande capacidade, mas também significa que qualquer desenvolvedor pode acessá-las. E, infelizmente, nem todo desenvolvedor tem boas intenções.

Definir centralmente as políticas de segurança de APIs e incorporar essa segurança em todo o ciclo de vida das APIs é essencial para criar um modelo API-first bem-sucedido. Além disso, com uma mentalidade voltada à segurança, um modelo API-first pode ter um perímetro de segurança ainda mais robusto do que os modelos anteriores, focados em código.

Saiba mais sobre a importância de garantir que sua estratégia API-first não se transforme em uma vulnerabilidade por deixar a segurança em último plano no blog da F5 Receita para o desastre: estratégias API-first que deixam a segurança por último.

Como o NGINX pode ajudar?

API Connectivity Manager, parte do F5 NGINX Management Suite, foi desenvolvido tendo como foco a experiência dos desenvolvedores de APIs. Com o API Connectivity Manager, as equipes de infraestrutura podem implantar gateways de API de alto desempenho e portais para desenvolvedores. Além disso, os desenvolvedores podem publicar e gerenciar rapidamente APIs e documentação, bem como descobrir e integrar APIs a aplicações.

O API Connectivity Manager também viabiliza modelos API-first ao:

  • Usar a Especificação OpenAPI para publicar e gerar documentação automaticamente
  • Fornecimento de espaços de trabalho separados para que as equipes publiquem e gerenciem seus serviços
  • Capacitar os desenvolvedores a gerenciar o ciclo de vida de suas APIs e serviços

O API Connectivity Manager é uma parte essencial da solução Conectividade segura de APIs da NGINX, que oferece os seguintes benefícios:

  • Escalabilidade – Ofereça desempenho, confiabilidade e segurança sem concessões com o NGINX Plus como gateway de API
  • Observabilidade – Monitore o tráfego de APIs entre equipes e ambientes para identificar erros de configuração e ameaças à segurança
  • Governança – Garanta uma supervisão consistente e, ao mesmo tempo, permita que os desenvolvedores de APIs gerenciem suas APIs com controles granulares
  • Segurança – Proteja as APIs contra ameaças comuns e avançadas com proteção pronta para uso contra o OWASP API Security Top 10

Comece uma avaliação gratuita de 30 dias do NGINX Management Suite, que inclui o API Connectivity Manager e o Instance Manager.