O que é segurança contra bots? Protegendo sua infraestrutura
Proteja sua infraestrutura contra ataques de bots maliciosos e fortaleça sua postura de cibersegurança com controles defensivos de segurança contra bots.
Segurança contra bots é a prática de se proteger contra bots mal-intencionados e garantir a integridade e a disponibilidade dos recursos online, sem afetar os bots legítimos que ajudam a viabilizar o comércio eletrônico, atuam como assistentes pessoais, como Alexa ou Siri, ou funcionam como chatbots para automatizar o atendimento ao cliente em sites.
O que é segurança contra bots?
Ameaças representadas por bots maliciosos
Bots maliciosos representam ameaças significativas aos ecossistemas digitais, comprometendo dados, interrompendo serviços e prejudicando empresas de diversas maneiras.
Bots podem ser programados para invadir sistemas e extrair informações confidenciais, como dados pessoais, registros financeiros ou propriedade intelectual; os bots são a principal ferramenta digital usada em ataques baseados em credenciais. Os bots também podem manipular ou alterar dados em bancos de dados ou sistemas de armazenamento, causando perdas financeiras ou registros imprecisos.
Os bots também são usados para interromper serviços e sistemas online. Criminosos podem controlar um grande número de bots a partir de vários dispositivos conectados para sobrecarregar sites, servidores ou redes com ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS), tornando esses serviços inacessíveis aos usuários legítimos.
A atividade de bots também pode prejudicar seriamente o desempenho financeiro de uma empresa ao afetar a reputação da marca, manipular o estoque e viabilizar a tomada de controle de contas (ATO), o que pode levar a fraudes financeiras.
Tipos de bots em cibersegurança
No contexto da cibersegurança, existem dois tipos principais de bots: maliciosos e defensivos.
Bots maliciosos
Os cibercriminosos programam bots maliciosos para lançar uma ampla variedade de ataques criativos, complexos e furtivos, que buscam explorar superfícies de ataque em propriedades e aplicações web. Projetados para operar sem intervenção humana, esses bots geralmente executam tarefas como disseminar malware, realizar ataques DDoS, roubar informações confidenciais ou praticar atividades fraudulentas. Bots maliciosos podem se infiltrar em redes, comprometer a integridade dos dados e interromper serviços, representando ameaças significativas à segurança cibernética. Suas ações vão desde a exploração de vulnerabilidades de software até a realização de ataques de engenharia social, com o objetivo final de causar danos, prejuízos financeiros ou obter acesso não autorizado a sistemas e informações confidenciais.
Controles de defesa contra bots
Controles defensivos contra bots são programas e mecanismos automatizados projetados para proteger sistemas de computadores, redes e plataformas web contra diversas ameaças e ataques à segurança. Esses bots atuam de várias maneiras para proteger ativos digitais e garantir a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade das informações.
Essas automações defensivas incluem bots antivírus, que usam detecção baseada em assinaturas, análise comportamental e heurística para identificar padrões e comportamentos associados a malwares conhecidos. Os bots defensivos também são usados como parte das proteções de firewall, nas quais monitoram o tráfego de rede de entrada e saída, analisando pacotes de dados e aplicando regras de segurança predefinidas para determinar se o tráfego deve ser permitido ou bloqueado. Os firewalls de aplicações web (WAFs), em particular, incorporam análise comportamental e podem ser integrados a controles sofisticados de gerenciamento de bots que oferecem proteção automatizada por meio de aprendizado de máquina.
Sistemas de Detecção e Prevenção de Intrusões (IDPS) também empregam bots defensivos para identificar e prevenir proativamente incidentes de segurança, automatizando respostas e utilizando inteligência de ameaças, como bloquear determinados endereços IP, modificar regras de firewall ou alertar a equipe de segurança. Os bots defensivos também podem filtrar e desviar o tráfego malicioso relacionado a botnets, identificando padrões associados a ataques DDoS e implementando contramedidas para manter a disponibilidade do serviço. Essas ações podem incluir a atualização dinâmica das regras de firewall para bloquear o tráfego proveniente da origem do ataque, impedindo que os bots maliciosos obtenham mais acesso à rede.
Exemplos de bots em cibersegurança
Os ataques de bots podem assumir diversas formas e ter como alvo vários tipos de organizações.
- Preenchimento de credenciais. Uma das formas mais comuns de ataques de bots é o preenchimento de credenciais, que leva à tomada de conta (ATO), um dos principais vetores de vários tipos de fraude. Esse golpe cibernético em duas etapas começa com o roubo ou a coleta de credenciais de usuários, geralmente pares de nome de usuário e senha. Essas credenciais podem ser roubadas por meio de diversos outros ataques cibernéticos e técnicas de crimes cibernéticos ou compradas em mercados da dark web. Depois de acumular um conjunto de credenciais válidas, os invasores podem iniciar o processo de preenchimento de credenciais, muitas vezes em grande escala, testando um grande número de credenciais comprometidas nos formulários de login do site de terceiros. Como cerca de dois terços dos consumidores reutilizam os mesmos nomes de usuário e senhas em vários sites, essas credenciais vazadas são facilmente exploradas por criminosos cibernéticos e seus exércitos de bots automatizados: uma parcela significativa delas também permite acessar contas em outros sites. Depois de assumir o controle das contas, os invasores podem alterar as credenciais para impedir o acesso do titular legítimo, esvaziar os ativos e usar as contas para cometer outros atos de fraude.
- Raspagem de conteúdo. O uso de bots para a raspagem de conteúdo pode ter impactos tanto legítimos quanto prejudiciais. A raspagem de conteúdo utiliza bots automatizados para coletar grandes volumes de conteúdo de um site-alvo a fim de analisar ou reutilizar esses dados em outro lugar. Embora a coleta de conteúdo possa ser usada para fins legítimos, como otimização de preços e pesquisa de mercado, ela também pode ser usada de forma maliciosa, inclusive para manipular preços e roubar conteúdo protegido por direitos autorais. Além disso, níveis elevados de atividade de raspagem de conteúdo também podem afetar o desempenho do site e impedir que usuários legítimos o acessem.
- Ataques DDoS. O objetivo dos ataques DDoS é prejudicar o desempenho de sites. Nesses ataques, criminosos mobilizam um grande número de bots provenientes de diversas fontes ou de uma botnet, que é uma rede de computadores ou dispositivos comprometidos sob o controle do invasor. O invasor coordena essas diversas fontes para atacar o alvo simultaneamente, sobrecarregando-o e tornando-o indisponível. Os ataques DDoS podem ter consequências graves, comprometendo a disponibilidade e a integridade dos serviços online e causando transtornos significativos, além de possíveis perdas financeiras, extorsão e danos à reputação.
- Retenção de estoque. Às vezes chamados de bots de compra, os bots de revenda são usados para comprar produtos ou serviços online em grandes quantidades assim que são colocados à venda. Ao concluir o processo de checkout instantaneamente, os criminosos passam a controlar grande parte de um estoque valioso, que geralmente é revendido em mercados secundários com um ágio significativo. Esses bots permitem que os criminosos controlem o estoque ou os preços, gerando escassez artificial, indisponibilidade de produtos e frustração entre os consumidores.
- Criação de contas falsas. Os cibercriminosos usam bots para automatizar o processo de criação de contas e utilizam contas falsas para cometer fraudes, como manipular avaliações de produtos, divulgar informações falsas, disseminar malware, explorar indevidamente programas de incentivos ou descontos e criar e enviar spam. Da mesma forma, os criminosos podem programar bots para solicitar cartões de crédito ou empréstimos a fim de fraudar instituições financeiras.
- Quebra de cartões-presente. Os invasores usam bots para testar milhões de variações de números de cartões-presente e identificar aqueles que possuem saldo. Depois de identificar cartões com saldo positivo, eles os resgatam ou vendem antes que o cliente legítimo tenha a oportunidade de usá-los. Programas de fidelidade dos setores de viagens e hotelaria também são alvos desses ataques baseados em bots.
O que os ataques de bots fazem
Ataques de bots podem causar impactos negativos profundos nas redes de uma organização e provocar danos significativos às suas operações comerciais.
O roubo de dados é uma das possíveis consequências mais graves de um ataque de bots, pois eles podem ser programados para coletar dados sistematicamente de sites, bancos de dados ou APIs. Esses dados podem incluir propriedade intelectual, segredos comerciais ou outras informações proprietárias, o que pode resultar na perda de vantagem competitiva ou em danos à reputação da marca. O roubo de informações de clientes também pode comprometer a conformidade com as normas de proteção de dados e resultar em multas ou consequências legais.
Ataques de bots podem causar danos significativos às organizações ao interromper serviços, resultando em perdas financeiras e comprometendo a confiança dos clientes. Uma consequência grave de ataques realizados por bots sem a devida mitigação é o DDoS, que ocorre quando criminosos direcionam botnets para sobrecarregar os recursos da rede e causar interrupções nos serviços.
Interrupções de serviço também podem resultar de ataques de preenchimento de credenciais e tomada de contas, nos quais clientes legítimos ficam sem acesso às suas contas e impossibilitados de realizar transações. Além de impedir que os clientes acessem suas contas, os criminosos que assumem o controle das contas comprometidas podem usá-las para realizar transações fraudulentas.
Como configurar um bot de segurança
A configuração de defesas com bots de segurança para proteger contra ataques de bots maliciosos envolve várias etapas importantes.
1. Identifique o tráfego de bots
Realize uma análise completa para identificar possíveis ameaças de bots específicas ao seu sistema e ao seu setor. Use técnicas como a análise de IP para examinar as características do tráfego de entrada com base no endereço IP de origem. Isso ajuda a identificar padrões associados a endereços IP maliciosos conhecidos ou a comportamentos suspeitos, além de diferenciar o tráfego de bots da atividade de usuários legítimos. Mantenha listas de bloqueio de endereços IP maliciosos conhecidos associados à atividade de bots.
Analise a geolocalização dos endereços IP para detectar anomalias; um aumento repentino no tráfego proveniente de uma região incomum pode indicar uma botnet. Além disso, sabe-se que muitos Números de Sistema Autônomo (ASNs) são usados por invasores para criar uma infraestrutura distribuída para suas campanhas, ajudando-os a evitar a detecção. Por meio da análise do agente do usuário, examine as assinaturas de agente do usuário para identificar o tipo de cliente que está fazendo a solicitação. Os bots costumam usar agentes do usuário genéricos ou modificados que fogem dos padrões típicos, o que permite diferenciá-los de usuários legítimos.
2. Realize uma análise comportamental
Use a análise comportamental para avaliar o tráfego de entrada e identificar padrões ou anomalias que possam indicar atividade de bots. Esse método é particularmente eficaz contra bots sofisticados que tentam imitar o comportamento humano. Analise a duração e o fluxo das sessões dos usuários, pois os bots geralmente têm sessões mais curtas e menos variadas do que os usuários legítimos ou podem apresentar padrões repetitivos, rápidos ou não humanos em suas interações com um site ou aplicativo. Alguns mecanismos avançados de análise comportamental monitoram os movimentos e cliques do mouse para diferenciar interações humanas de interações automatizadas.
3. Configure um firewall de aplicações web (WAF)
Um WAF atua como uma barreira de proteção entre uma aplicação web e a Internet, protegendo dados e aplicações web contra diversas ameaças cibernéticas e impedindo que dados não autorizados saiam da aplicação. Os WAFs incluem recursos para detectar e mitigar o tráfego de bots mal-intencionados, evitando atividades maliciosas como web scraping, preenchimento de credenciais e ataques automatizados. Os WAFs também incluem mecanismos de limitação de taxa e controle de tráfego que restringem o número de solicitações provenientes de um endereço IP específico dentro de um período definido, ajudando a mitigar o impacto de ataques DDoS. Os WAFs também podem proteger aplicações e sistemas web contra outros ataques maliciosos e automatizados, incluindo injeção de SQL, cross-site scripting (XSS) e falsificação de solicitação entre sites (CSRF).
Um WAF pode ser implantado de várias maneiras — tudo depende de onde seus aplicativos estão implantados, dos serviços necessários, de como você deseja gerenciá-lo e do nível de flexibilidade arquitetônica e desempenho de que precisa. Um WAF também pode ser integrado a controles especializados de gerenciamento de bots que mantêm a eficácia e a resiliência, independentemente de como os invasores redirecionem suas campanhas maliciosas. Confira este guia para escolher o WAF e o modo de implantação ideais para você.
4. Implemente uma solução especializada de gerenciamento de bots
A segurança deve se adaptar à reformulação das estratégias dos invasores que tentam contornar as contramedidas — independentemente das ferramentas, técnicas ou intenções utilizadas — sem frustrar os usuários com solicitações de login, CAPTCHA e MFA. Isso inclui proteção omnicanal para aplicações web, aplicativos móveis e interfaces de API, inteligência contra ameaças em tempo real e análise retrospectiva orientada por IA.
A visibilidade em diferentes nuvens e arquiteturas e a telemetria durável e ofuscada, aliadas a uma rede de defesa coletiva e a modelos de aprendizado de máquina altamente treinados, proporcionam uma precisão incomparável na detecção e dissuasão de bots, ataques automatizados e fraudes. Isso permite que as medidas de mitigação mantenham total eficácia à medida que os invasores reformulam suas ferramentas e se adaptam às contramedidas, detendo até mesmo os cibercriminosos e agentes estatais mais avançados sem causar transtornos aos seus clientes reais.
Práticas recomendadas de segurança contra bots
A seguir, apresentamos as diretrizes de práticas recomendadas para manter uma segurança eficaz contra bots.
- Monitore proativamente o tráfego de bots e responda rapidamente às ameaças. O monitoramento regular permite que as organizações estabeleçam uma linha de base do comportamento normal do tráfego da Web. Assim, quaisquer desvios ou anomalias nos padrões podem ser detectados precocemente, indicando uma possível atividade de bots. A detecção precoce possibilita uma resposta rápida antes que os bots possam causar danos significativos. Além disso, o cenário de ameaças está em constante evolução, com o surgimento frequente de novas técnicas de ataque por bots. O monitoramento regular permite que as equipes de segurança se mantenham informadas sobre as tendências mais recentes e identifiquem novas ameaças à medida que surgem. Uma combinação de inteligência em tempo real e análise retrospectiva com IA orientada por humanos permite que os defensores ajustem as contramedidas e neutralizem os invasores, frustrando suas tentativas de reformulação.
- Configure alertas em tempo real para atividades suspeitas de bots. Use sistemas de registro e alerta para receber notificações imediatas sobre comportamentos suspeitos. Analise os registros regularmente para identificar padrões e possíveis incidentes de segurança. Desenvolva um plano abrangente de resposta a incidentes que descreva as medidas a serem tomadas em caso de um ataque relacionado a bots. Muitos fornecedores oferecem monitoramento contínuo e relatórios periódicos sobre ameaças para ajudar as organizações a analisar riscos e adotar as proteções necessárias.
- Desenvolva práticas sistemáticas para a aplicação de patches de segurança. Ao aplicar prontamente patches de segurança e atualizações de sistema, as organizações reduzem o risco de exploração por bots mal-intencionados que visam vulnerabilidades conhecidas. A aplicação regular de patches nos sistemas também reduz a superfície de ataque e dificulta a exploração de vulnerabilidades não divulgadas por bots, aumentando a proteção contra ataques de dia zero. É importante observar que muitos bots visam vulnerabilidades inerentes e abusam de lógicas de negócios críticas — como as funções de login, criação de conta e redefinição de senha — em vez de explorar uma vulnerabilidade ou falha de software.
Como a F5 pode ajudar
À medida que os ataques de bots mal-intencionados se tornam cada vez mais sofisticados, nocivos e perigosos, a segurança contra bots também continua avançando para se manter à frente e preservar a resiliência em uma corrida armamentista cada vez maior entre cibercriminosos e equipes de segurança, com a compreensão de que as ameaças (e as medidas de mitigação) nunca deixarão de evoluir.
A melhor maneira de mitigar as ameaças de bots é adotar uma abordagem de segurança em camadas para gerenciar vetores de ataque em constante mudança, além de identificar e corrigir vulnerabilidades e ameaças antes que possam ser exploradas. Preparar sua organização de forma proativa para lidar com o impacto dos bots ajudará a proteger sua propriedade intelectual, os dados dos clientes e os serviços essenciais contra ataques automatizados.
F5 Distributed Cloud Bot Defense fornece monitoramento e inteligência em tempo real para proteger as organizações contra ataques automatizados, incluindo proteção omnicanal para aplicações web, aplicações móveis e interfaces de API. Distributed Cloud Bot Defense usa inteligência de ameaças em tempo real, análise retrospectiva orientada por IA e monitoramento contínuo do centro de operações de segurança (SOC) para oferecer mitigação de bots com resiliência capaz de impedir os ataques cibernéticos mais avançados. A solução da F5 mantém sua eficácia independentemente de como os invasores reformulem suas estratégias, seja migrando os ataques de aplicações web para APIs, seja tentando contornar as defesas contra automação por meio da falsificação de telemetria ou do uso de pessoas para resolver CAPTCHAs.
A F5 também oferece proteção contra DDoS em várias camadas para segurança on-line avançada, na forma de um serviço gerenciado de mitigação fornecido pela nuvem, que detecta e mitiga, em tempo real, ataques de grande escala direcionados à rede, aos protocolos e às aplicações. As mesmas proteções também estão disponíveis como soluções locais de hardware e software, além de soluções híbridas. O F5 Distributed Cloud DDoS Mitigation protege contra ataques volumétricos e específicos a aplicações nas camadas 3 e 4, bem como contra ataques avançados na camada 7, antes que eles atinjam sua infraestrutura de rede e suas aplicações.

