O que é descriptografia SSL?
O que é a descriptografia SSL?
O protocolo SSL (Secure Sockets Layer) e seu substituto moderno e mais seguro, o TLS (Transport Layer Security), são usados para criptografar o tráfego da web. Criptografar dados em trânsito é uma prática padrão, e aproximadamente 90% das páginas da web já são criptografadas. Embora isso ajude a evitar violações de dados, os cibercriminosos usam esses canais criptografados para disseminar malware e exfiltrar dados, sabendo que podem contornar soluções tradicionais de inspeção de segurança que não descriptografam o tráfego.
Ferramentas de inspeção de segurança, como firewalls de próxima geração (NGFW), sistemas de prevenção contra perda de dados (DLP), sistemas de detecção/prevenção de intrusões (IDS/IPS), gateways da Web, entre outras, são excelentes para detectar ameaças no tráfego. No entanto, elas não descriptografam o tráfego de forma eficiente antes de inspecioná-lo. Isso impede que as ferramentas de inspeção de segurança detectem ameaças criptografadas e permite que malwares ou dados de propriedade intelectual trafeguem sem serem inspecionados ou bloqueados quando necessário. A descriptografia SSL, também conhecida como visibilidade SSL, é o processo de descriptografar o tráfego em grande escala e encaminhá-lo para diversas ferramentas de inspeção, que identificam ameaças tanto no tráfego de entrada destinado às aplicações quanto no tráfego de saída dos usuários para a Internet.
O que está impulsionando o aumento do uso da criptografia SSL/TLS?
O uso da criptografia SSL/TLS no tráfego da web aumentou drasticamente por vários motivos:
- Disponibilidade de certificados baratos ou gratuitos: A Let’s Encrypt é uma autoridade certificadora (AC) gratuita, automatizada e aberta. A Let’s Encrypt é facilmente acessível a operadores de sites pequenos, para os quais o custo antes era um obstáculo, e a desenvolvedores de sites/aplicativos que desejam automatizar a implementação de certificados em seus aplicativos. No entanto, criminosos podem obter esses mesmos certificados com a mesma facilidade para fazer com que seus sites falsos pareçam legítimos. Em seguida, eles usam esses sites para phishing, ataques man-in-the-middle, envenenamento de cache DNS e outros ataques.
- Avisos do navegador Google Chrome: Desde julho de 2018, os sites que não usam criptografia SSL/TLS são automaticamente sinalizados como não seguros.
- Classificação nos resultados da Pesquisa Google: O Google posiciona melhor nos resultados de pesquisa os sites que usam criptografia SSL/TLS.
- Maior foco na privacidade dos usuários: O grande número de violações de dados noticiadas aumentou o interesse do público pela privacidade dos dados e dos usuários. Leis e regulamentações como o GDPR da União Europeia e a nova Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia também incentivaram as organizações a implementar SSL/TLS.
Quais são os desafios para descriptografar o tráfego SSL/TLS?
Além das ameaças ocultas na criptografia, você precisa estar ciente de outros desafios ao projetar ou manter uma arquitetura para inspecionar o tráfego. Entre eles estão:
- Maior complexidade: Muitas empresas usam várias ferramentas de inspeção de segurança para detectar e bloquear diferentes tipos de ameaças. Algumas dessas ferramentas não descriptografam o tráfego, enquanto outras não conseguem descriptografá-lo em grande escala. Isso resulta em uma arquitetura de inspeção imprevisível e torna mais complexo rotear o tráfego de forma eficiente entre os dispositivos. Além disso, falhas nas ferramentas de inspeção podem causar latência ou interrupções no fluxo do tráfego. A existência de vários pontos de descriptografia e criptografia também torna muito mais complexas alterações simples em um dispositivo, pois elas podem afetar toda a cadeia de inspeção.
- Impactos no desempenho: Descriptografar e criptografar novamente o tráfego exige muitos recursos computacionais, o que pode afetar o desempenho dos dispositivos de inspeção. Como resultado, muitas vezes apenas parte do tráfego é inspecionada em busca de ameaças, enquanto o tráfego que excede o limite de processamento de uma ferramenta é encaminhado sem inspeção.
- Criptografia moderna: Sem uma forma centralizada de descriptografar e criptografar, é difícil gerenciar o uso de cifras padrão quando são necessárias alterações. Além disso, como as organizações preferem usar cifras com sigilo de encaminhamento perfeito na maioria dos casos, não é possível simplesmente compartilhar uma chave de criptografia com dispositivos de inspeção fora de banda para realizar uma inspeção passiva.
- Regulamentações de privacidade: A falta de uma classificação de tráfego personalizável e baseada em políticas pode fazer com que todo o tráfego seja descriptografado, o que pode violar a privacidade dos seus usuários. Embora a descriptografia do tráfego seja essencial para detectar malware e outras ameaças, ter tamanha visibilidade sobre as informações bancárias ou de saúde dos seus usuários pode violar leis ou regulamentações.
Como proteger sua organização contra ameaças criptografadas?
Ao aplicar a descriptografia baseada em políticas e o direcionamento de tráfego tanto ao tráfego de entrada quanto ao de saída, você obtém visibilidade do tráfego criptografado, além de aumentar a eficiência e a resiliência de todo o seu conjunto de ferramentas de inspeção.
Ao escolher uma solução SSL/TLS com gerenciamento centralizado, você pode simplificar o processo de seleção e atualização dos conjuntos de cifras que ajudam a proteger as conexões de rede que usam SSL/TLS. Isso melhora o desempenho das suas ferramentas de segurança para inspeção de tráfego e, ao mesmo tempo, proporciona maior flexibilidade no gerenciamento das cifras usadas na criptografia de ponta a ponta.
