É hora de adotar uma abordagem inteligente para a segurança de aplicações na nuvem

Ecossistema F5 | 30 de setembro de 2020

Em 2018, o Escritório de Gestão e Orçamento apresentou uma nova estratégia destinada a fornecer às organizações um roteiro para migrar suas aplicações para a nuvem. Denominada Cloud Smart, a orientação deu continuidade à Estratégia Federal de Computação em Nuvem (popularmente conhecida como “Cloud First”), lançada em 2017, oferecendo aos órgãos públicos “orientações práticas de implementação para concretizar plenamente as promessas e o potencial das tecnologias baseadas em nuvem”.

Enquanto a Cloud First basicamente autorizava os órgãos públicos a começar a explorar suas primeiras iniciativas na nuvem, a Cloud Smart busca reduzir as barreiras de entrada para migrações para a nuvem. Ela oferece orientações sólidas e eficazes em três áreas importantes: segurança, aquisições e força de trabalho.

Segurança do Cloud Smart: três coisas que você precisa saber

Vamos nos concentrar no componente de segurança do Cloud Smart. Há vários aspectos que merecem ser mencionados.

O Cloud Smart enfatiza a necessidade de Conexões de Internet Confiáveis (TICs). No entanto, reconhece que as TICs tradicionais se tornaram “relativamente inflexíveis e incompatíveis com os requisitos de muitas agências”. Essas agências precisam de uma solução mais ágil e flexível para gerenciar o fluxo do tráfego da Internet e oferecer uma segurança ainda melhor.

O Cloud Smart também recomenda que as organizações façam um inventário completo dos aplicativos presentes em seus ambientes. Elas devem avaliar a necessidade desses aplicativos, onde estão hospedados, quais serviços são necessários para que funcionem de forma adequada e segura (balanceamento de carga, firewalls de aplicações Web etc.), entre outros aspectos.

Por fim, o Cloud Smart defende a proteção contínua dos dados e a conscientização sobre o tema. Especificamente, as diretrizes sugerem que os órgãos implementem “proteções na camada de dados, além das camadas de rede e de infraestrutura física”. Para isso, o Cloud Smart recomenda a adoção do Federal Risk and Authorization Management Program (FedRAMP), que oferece uma forma padronizada de avaliar a segurança e monitorar continuamente possíveis ameaças.

A mensagem do Cloud Smart é clara: a definição tradicional de perímetro de rede perdeu força; os aplicativos são a nova borda da rede. De fato, entramos em uma nova fase da transformação digital, dominada por serviços de nuvem e aplicativos multinuvem. Esses aplicativos dependem de dados altamente confidenciais que circulam livremente entre ambientes locais e externos. Esse fluxo de informações atrai hackers, que buscam continuamente maneiras de explorar possíveis vulnerabilidades nesse ambiente. Os dados devem ser protegidos a todo custo, estejam eles em ambientes locais ou externos, em repouso ou em trânsito.

Cloud Smart: mais descritivo do que prescritivo

No entanto, embora o Cloud Smart ofereça orientações sólidas para a segurança de aplicações e dados na nuvem, ele é, na verdade, mais descritivo do que prescritivo. Ele não entra em detalhes sobre como os órgãos devem implementar suas medidas de segurança nem sobre as ferramentas que podem usar para proteger seus dados. Isso dá às organizações bastante liberdade para escolher as tecnologias que podem usar para proteger seus dados.

Muitos clientes da F5 — especialmente aqueles que usam uma combinação de data centers locais e externos — contam com Cloud Access Points (CAPs) e Virtual Data Center Security Stacks (VDSS). Essas tecnologias são aprovadas pela Defense Information Systems Agency (DISA), que as tornou componentes essenciais de sua Secure Cloud Computing Architecture (SCCA). Juntas, elas garantem que as aplicações hospedadas em um data center na nuvem recebam o mesmo nível de proteção daquelas mantidas localmente.

Os CAPs conectam data centers locais a ambientes de nuvem hospedados, criando, essencialmente, um canal seguro entre eles. Os usuários contam com conectividade dedicada aos aplicativos, independentemente de onde estejam hospedados.

Uma VDSS é uma zona segura na qual os clientes hospedam toda a sua infraestrutura de segurança. Normalmente, ela é composta por firewalls de aplicações Web (WAFs) e firewalls de próxima geração para proteger aplicações e dados hospedados fora do local. O tráfego da Web passa por essa zona de segurança antes de acessar a aplicação propriamente dita. A zona protege a aplicação contra tráfego mal-intencionado ou possíveis danos.

Soluções inteligentes para iniciativas Cloud Smart

As organizações precisam de diferentes soluções para aplicar políticas de segurança em CAPs e VDSS. Elas necessitam de conjuntos de soluções capazes de fornecer WAFs bidirecionais que utilizem análise comportamental, defesa contra bots e criptografia de dados para proteger aplicações hospedadas e locais. Essas soluções são ideais para proteger e gerenciar o tráfego de entrada e saída de aplicações hospedadas em data centers de colocation.

Em resumo, as organizações precisam de soluções que reforcem suas posturas de segurança e as ajudem a atender à exigência da iniciativa Cloud Smart de garantir “a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade das informações federais durante sua transmissão pelas redes e seu armazenamento nos sistemas, independentemente de esses ambientes serem gerenciados localmente, fora das instalações, por uma entidade governamental ou por uma empresa contratada”. Clique aqui para saber mais sobre como a F5 ajuda seus clientes a proteger aplicações, dados e sites.

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Tags: 2020

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