Depois de palestrar em conferências, muitas vezes me perguntam qual é exatamente o interesse da F5 nessa questão. Ultimamente, o assunto costuma ser DevOps ou algo relacionado a DevOps.
A realidade é que serviços vinculados a aplicações, como o balanceamento de carga, estão sendo direcionados para as aplicações, para o ambiente mais ágil, orientado por software e automatizado que compõe a rede de aplicações. É nesse ambiente que sistemas centrados em computação e aplicações, como caches (por exemplo, memcached e redis), bancos de dados e contêineres, estão sendo implantados por meio de metodologias de CI/CD (integração contínua/entrega contínua) que dependem de muita automação e orquestração.
A F5 – e, mais especificamente, o BIG-IP – é praticamente sinônimo de balanceamento de carga. Fazemos isso desde antes da virada do século e muitos dos principais algoritmos e conceitos de balanceamento de carga que você usa hoje com outros balanceadores foram, na verdade, inventados aqui. Portanto, dizer que entendemos uma coisa ou outra sobre balanceamento de carga de aplicações é pouco. E fazemos isso com software implantado em hardware desenvolvido sob medida ou até mesmo na nuvem.
Esse software conta com uma API. Ela se chama iControl e está disponível nas versões SOAP e REST, para sua conveniência de programação. Essa API permite que qualquer pessoa (até eu) provisione, configure e controle os serviços de balanceamento de carga (e outros) de um BIG-IP para qualquer aplicação.
Agora, como eu disse, os serviços vinculados às aplicações estão se aproximando cada vez mais delas. A escalabilidade — o balanceamento de carga — é um desses serviços. Hoje, ela é um componente essencial para qualquer aplicação e, cada vez mais, para os microsserviços que compõem as aplicações modernas. Como apontado pela Microsoft em um artigo de 2015 sobre escalabilidade de serviços:
“Diante da disponibilidade de máquinas numerosas e diversificadas, o desenvolvedor é obrigado a pensar no particionamento da carga de trabalho da aplicação, bem como na conectividade de rede necessária para dar suporte a cada esquema de particionamento. Um aspecto muito importante da conectividade é a conexão entre os usuários externos e o próprio serviço. Com exceção dos serviços menores, é necessário algum tipo de mecanismo de balanceamento de carga para distribuir a carga das conexões de entrada entre as máquinas de front-end (FE). Muitos megasserviços também têm subserviços que, por sua vez, contam com balanceamento de carga. [ênfase adicionada] ”
O balanceamento de carga não é algo a ser considerado posteriormente; ele é um complemento natural para as aplicações e os serviços atuais, permitindo alcançar a escala (e a confiabilidade) necessária para manter os usuários satisfeitos e a empresa em operação. Por isso, é cada vez mais evidente que o balanceamento de carga faz parte da arquitetura geral da aplicação. E é assim que deve ser, pois a inclusão de qualquer componente em uma arquitetura de aplicação pode gerar problemas ou dificuldades de integração que precisam ser superados. Questões que precisam ser resolvidas antes de a aplicação entrar em produção, e não depois. O tempo necessário para identificar e corrigir problemas em produção é muitas vezes maior do que em ambientes de desenvolvimento ou teste. Portanto, incluir o balanceamento de carga na arquitetura da aplicação proporciona uma transição mais tranquila (e rápida) para a produção e para as mãos dos usuários.
Mas isso significa que você precisa ser capaz de integrar o balanceador de carga aos processos automatizados pela cadeia de ferramentas de DevOps, que impulsionam cada vez mais a integração e a entrega nos ambientes de desenvolvimento e teste. Isso significa disponibilizar um conjunto abrangente de ferramentas programáticas, como APIs e modelos, que permitam tratar a infraestrutura como código e automatizar seu provisionamento e sua configuração. É isso que o iControl (REST ou SOAP) faz para a F5.
Um BIG-IP pode ser integrado ao DevOps nas fases de implantação, teste e lançamento, aproveitando suas APIs nativas com praticamente qualquer linguagem de sua preferência (aqui estão exemplos em Powershell, Python e Perl) ou por meio de frameworks como Chef e Puppet e ferramentas como o Ansible e o SaltStack. iApps, nossos modelos que descrevem a configuração de um serviço de aplicação, podem ser tratados como código: armazene-os no Github, recupere-os e implante-os como estão ou personalize-os com um script.
Basicamente, os serviços de aplicação do BIG-IP, como balanceamento de carga e muitos de seus serviços de desempenho de aplicações e serviços de segurança devem ser integrados mais cedo ao processo de CI/CD, para garantir que esses serviços essenciais funcionem perfeitamente em conjunto com a aplicação, conforme esperado.
Com o tempo, veremos cada vez mais dispositivos tradicionalmente considerados “de rede” se integrarem ao universo de DevOps, à medida que a pressão para disponibilizar aplicações com mais rapidez, maior frequência e menos interrupções continua levando líderes empresariais e de TI a mergulhar de cabeça na economia dos aplicativos.
Para saber mais sobre as ferramentas de DevOps que você pode usar com o BIG-IP, confira esta publicação no DevCentral: "F5 Friday: ferramentas de DevOps e F5"
Sobre o autor

Lori MacVittie é engenheira distinta e evangelista-chefe no Escritório do CTO da F5, com ampla experiência em entrega de aplicações, estratégia de automação e infraestrutura. Ela é conhecida por transformar complexidade em clareza, seja definindo diretrizes para agentes de IA, analisando arquiteturas multinuvem frágeis ou investigando os limites de sistemas escaláveis. Ela acumula mais de trinta anos de experiência no setor, abrangendo desenvolvimento de aplicações, arquitetura de TI e operações de redes e sistemas. Antes de ingressar na F5, atuou como editora de tecnologia e recebeu diversos prêmios. MacVittie tem mestrado em Ciência da Computação e é uma autora prolífica, com publicações que abrangem segurança, nuvem e arquitetura empresarial. Ela também é uma entusiasta de jogos de tabuleiro e videogames, além de ter opiniões assumidamente fortes sobre queijos.
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