Open Finance é a porta de entrada para a inovação financeira global

Ecossistema F5 | 28 de julho de 2025

As blogueiras convidadas Varnika Goel, cofundadora e diretora de pesquisa da Twimbit, e Shrestha Patodia, analista sênior de consultoria da Twimbit, discutem seu relatório, “Panorama global das finanças abertas em 2025”, desenvolvido em colaboração com a F5.

O mundo financeiro está entrando em uma nova fase — definida não por sistemas fechados ou canais isolados, mas pela abertura, interoperabilidade e inteligência integrada. Está ocorrendo uma transformação global na qual consumidores e empresas podem compartilhar seus dados financeiros com segurança entre plataformas, aplicativos e serviços para ter acesso a experiências melhores e mais personalizadas.

Desde aprovações instantâneas de crédito no checkout de lojas virtuais até ferramentas completas de gestão financeira, o open finance está facilitando o acesso a serviços financeiros para todos. Ele se baseia em uma arquitetura de confiança, regida por APIs que levam em conta as políticas aplicáveis.

Nosso relatório, Panorama global das finanças abertas em 2025, analisa como as finanças abertas estão evoluindo em diferentes regiões, com o objetivo de ajudar as empresas a tomar decisões mais bem fundamentadas sobre o tema na era da IA.

Um movimento global com realidades locais

Em todo o mundo, muitos governos e órgãos reguladores estão avançando na implementação de estruturas de finanças abertas, cada uma adaptada às prioridades locais:

  • A iniciativa de Open Banking do Reino Unido deu início a uma onda de compartilhamento regulamentado de dados.
  • O Brasil foi além com o Pix e uma regulamentação abrangente de Open Finance.
  • A estrutura de Agregadores de Contas da Índia integra serviços bancários, seguros, previdência e investimentos mediante o consentimento do usuário.

Essa atividade global está gerando resultados. As instituições financeiras estão disponibilizando um número significativo de APIs, com mais de 137 bilhões de transações financeiras realizadas por meio de APIs a cada ano.

No entanto, hoje, mais de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a serviços bancários tradicionais — um sinal de quanto potencial ainda não foi explorado. Com a projeção de que as finanças integradas gerem US$ 7,2 trilhões em novo valor, é fundamental construir uma infraestrutura capaz de ganhar escala em diferentes mercados e proteger os dados.

As APIs, que atuam como uma camada fundamental das finanças abertas, evoluíram da conectividade para o controle. As integrações tradicionais dependiam de conectores personalizados frágeis; já as APIs de finanças abertas são projetadas para oferecer interoperabilidade, auditabilidade e resiliência.

Por exemplo: uma plataforma de crédito pode agregar dados de renda e gastos de cinco bancos para avaliar o risco. Ou um aplicativo fintech de poupança pode acessar dados de seguros e previdência para oferecer orientação sobre investimentos.

Segurança de APIs: o que viabiliza confiança e escala

Toda API no ecossistema aberto deve validar, em tempo real, o uso dos dados, os controles e as permissões. Isso significa que adotar os princípios de confiança zero é fundamental, não apenas para terceiros externos, mas também entre sistemas e serviços internos.

  • Gateways de API gerenciam o tráfego e aplicam políticas.
  • Proxies de autorização gerenciam permissões granulares e verificações de identidade.
  • Sistemas de monitoramento detectam anomalias e auxiliam em auditorias de conformidade.

Em regiões onde a regulamentação ainda está se atualizando, esses recursos muitas vezes avançam mais rapidamente do que os requisitos de conformidade. Eles oferecem às instituições uma forma de inovar com segurança e se preparar para a interoperabilidade futura.

A IA agora é essencial para a inovação nos serviços financeiros, com potencial para viabilizar a avaliação de riscos em tempo real, interações mais personalizadas e uma detecção de fraudes mais eficaz — tudo isso dependendo de APIs seguras e de alto desempenho. As APIs estão evoluindo de simples conectores para camadas de controle de agentes inteligentes. Seja um CFO virtual tomando decisões de liquidez ou um bot de pagamentos internacionais otimizando rotas de câmbio, esses agentes atuarão por meio de APIs.

Para explorar com segurança o potencial da IA nas finanças abertas, as APIs precisam ir além de disponibilizar funcionalidades. Elas devem incorporar confiança, aplicar controles em tempo real e garantir a responsabilização em todas as interações.

Mapeando o avanço: Índice Global de Maturidade em Finanças Abertas

Apresentado no relatório mencionado anteriormente, o Índice Global de Maturidade em Finanças Abertas da Twimbit, desenvolvido em colaboração com a F5, avalia 32 mercados com base em dois pilares principais: iniciativas regulatórias e inovação impulsionada pelo mercado. Juntos, esses pilares oferecem uma visão abrangente de como os ecossistemas financeiros estão evoluindo.

Cada país se enquadra em uma das quatro categorias:

  • Líderes como o Reino Unido e a Coreia do Sul demonstram forte liderança tanto no âmbito regulatório quanto no mercado.
  • Entusiastas, incluindo os EUA e a China, apresentam uma inovação vibrante no setor de fintechs, mas ainda estão desenvolvendo seus modelos regulatórios.
  • Intermediários, como Nigéria e Tailândia, estão avançando de forma constante em ambas as dimensões.
  • Iniciantes, como Vietnã e África do Sul, estão nos estágios iniciais, preparando as bases para o crescimento futuro.
O Índice Global de Maturidade em Finanças Abertas da Twimbit, desenvolvido em colaboração com a F5, avalia como os ecossistemas financeiros de 32 países estão evoluindo em termos de iniciativas regulatórias e inovação impulsionada pelo mercado.

O Índice Global de Maturidade em Finanças Abertas da Twimbit, desenvolvido em colaboração com a F5, avalia como os ecossistemas financeiros de 32 países estão evoluindo em termos de iniciativas regulatórias e inovação impulsionada pelo mercado.

Essa estrutura destaca os diferentes pontos de partida e as estratégias adotadas pelos países para modernizar o setor financeiro — cada qual moldado por objetivos específicos de políticas públicas, pelo nível de preparação da infraestrutura e por culturas de inovação próprias. À medida que os padrões globais convergem, surge a oportunidade de acelerar a interoperabilidade segura e formular políticas que acompanhem o ritmo da inovação. A jornada rumo à liderança em finanças abertas não é linear — mas está acontecendo em toda parte. E cada avanço contribui para um futuro financeiro mais inclusivo e orientado por APIs.

Para entender como diferentes regiões estão conduzindo essa transição e o que isso significa para sua arquitetura, conformidade e estratégia competitiva, confira nosso relatório em colaboração com a Twimbit: Panorama global do Open Finance em 2025.

Além disso, não deixe de saber mais sobre como proteger melhor seu ecossistema de finanças abertas.

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