À medida que a IA se torna essencial para a forma como as organizações operam, o trabalho de protegê-la nunca foi tão importante. Nesta nova edição da nossa série de perguntas e respostas Life at F5, que destaca os F5ers que estão moldando a IA, conversamos com Mark Toler, gerente de marketing de produtos para segurança de IA, sobre impacto, storytelling e o que é necessário para ajudar as organizações a adotar a IA de forma segura e responsável.
P: O que inicialmente atraiu você para a F5 — e o que fez você permanecer aqui?
Mark: O foco da minha carreira sempre foi causar impacto. Durante toda a minha vida, quis servir, e passei três anos sob contrato com o Exército dos EUA em treinamento para oficiais, concluindo o Curso Básico para Oficiais em Fort Knox, até que uma mudança de política resultou em uma desqualificação médica e interrompeu esse caminho. Depois disso, tive uma passagem como cantor profissional de música country. À primeira vista, essas trajetórias podem parecer desconectadas da minha função atual, mas hoje percebo que ambas me levaram ao mesmo lugar: atuar na interseção entre servir e contar histórias.
A IA é uma tecnologia empolgante com um enorme potencial. Mas, sem uma segurança específica e com agentes mal-intencionados buscando ativamente explorar suas vulnerabilidades, muitas vezes são as pessoas comuns que acabam pagando o preço. Na minha função atual como gerente de marketing de produto para segurança de IA, posso usar a narrativa com um propósito. Muitas organizações ainda estão começando do zero quando se trata de segurança de IA. Portanto, se o meu trabalho ajuda a impulsionar a adoção e a conscientização, acredito que estamos contribuindo de forma positiva para o bem-estar geral.

O que me mantém na F5 é a cultura. Existe uma convicção profunda de que uma boa ideia pode vir de qualquer pessoa. Trabalho com profissionais da F5 muito mais experientes ou inteligentes do que eu, mas ninguém usa isso para se impor. As ideias são avaliadas por seus méritos, não por quem as apresentou nem pelo que consta no currículo de alguém.
P: Como você descreveria a cultura da F5 em três palavras?
Mark: Agilidade, senso de responsabilidade e experimentação. A F5 dá autonomia para que as pessoas ajam com rapidez e assumam a responsabilidade por suas ideias. É uma cultura em que experimentar coisas novas é incentivado, não penalizado.
P: O que sua função na F5 envolve e como ela contribui para a missão da F5?
Mark: Como gerente de marketing de produto para segurança de IA, sou responsável pelas principais mensagens e pela narrativa que levamos ao mercado para nossas soluções de segurança de IA. Meu foco principal é nosso produto de segurança de IA carro-chefe, F5 AI Guardrails.
Na prática, isso significa criar muito conteúdo para públicos internos e externos, realizar análises competitivas para entender nosso posicionamento em relação a outros fornecedores e colaborar estreitamente com as equipes de gestão de produtos, capacitação de vendas, equipes de campo e marketing corporativo.

O marketing de produtos é, em grande parte, um trabalho em equipe. Minha função é coletar insights de pessoas de toda a empresa — cada uma com sua própria especialidade — e sintetizá-los em mensagens que gerem identificação com os clientes. O objetivo é criar aqueles momentos de “clareza” em que os clientes percebem que a F5 deve ser sua consultora de confiança em segurança de IA.
P: O que mais entusiasma você no papel que a IA desempenha na construção do futuro da tecnologia da F5?
Mark: Acredito que a IA tenha o potencial de promover a maior democratização do conhecimento desde o surgimento da Internet. Para pessoas curiosas ou ambiciosas, ela acelera o aprendizado, ajuda a validar a compreensão e facilita a transformação de ideias em realidade.
Ao mesmo tempo, a IA pode ser facilmente explorada. Sem a segurança adequada, ela pode se tornar um veículo para desinformação, projetos inseguros e violações de privacidade. Com o F5 AI Guardrails, posso ajudar a construir um futuro em que o potencial positivo da IA seja muito mais comum do que os resultados negativos.
P: Como sua equipe está usando a IA para solucionar desafios ou facilitar a vida de clientes ou funcionários?
Mark: Treinei um modelo de IA para analisar o sentimento dos nossos principais perfis de clientes. Nós o chamamos de OTTR, sigla em inglês para opiniões, tendências, monitoramento e relatórios. Mas, para ser sincero, eu só acho as lontras legais e queria usar esse acrônimo.
Considerando a rapidez com que a IA está avançando, o OTTR tem sido uma forma muito eficaz de acompanhar como os profissionais de segurança estão se sentindo e onde estão surgindo os principais pontos problemáticos. Ele nos ajuda a ouvir melhor e responder mais rapidamente.
P: Qual é um equívoco comum que as pessoas costumam ter sobre IA — e qual é a realidade na sua perspectiva?
Mark: O maior equívoco é pensar que a IA é mais bem utilizada como substituta, e não como complemento.
Os seres humanos têm uma capacidade incrível de recuperar contextos relevantes a partir de trilhões de memórias e experiências — o que muitas vezes chamamos de intuição. A IA ainda tem dificuldade para reproduzir essa capacidade. Quando deixada por conta própria, ela tende a produzir resultados medianos, em vez de trabalhos realmente excepcionais.
Se a IA faz 90% do trabalho e uma pessoa apenas aprimora os 10% finais, o resultado principal ainda é mediano. Hoje, a IA realmente se destaca no cenário inverso: quando as pessoas fazem 90% do trabalho criativo ou estratégico e a IA ajuda a refinar os 10% finais.
P: Você pode compartilhar um momento em que a IA surpreendeu você ou mudou sua forma de pensar sobre o seu trabalho?
Houve momentos em que usei a IA apenas como uma ferramenta de brainstorming, só para ver o que ela sugeria. E, às vezes, o resultado é realmente bom. Isso me levou a usar a IA como referência.
Agora eu me pergunto: O que criei é claramente melhor do que aquilo que a IA consegue gerar? Se não for, provavelmente não é excepcional o bastante. A IA tornou o conteúdo mediano mais acessível do que nunca, elevando o nível necessário para produzir um trabalho que realmente se destaque.
P: Se você pudesse criar uma IA para facilitar algum aspecto da sua vida, o que ela faria?
Eu criaria uma IA que escolhesse alguém dos meus contatos para eu ligar durante o trajeto. É difícil manter contato com as pessoas e lembrar com quem você não fala há algum tempo. Eu adoraria ter uma IA que organizasse esse rodízio e me obrigasse a fazer ligações aleatórias enquanto estou preso no trânsito.
Criando IA com impacto e propósito
Para Mark, moldar o futuro da segurança de IA na F5 se resume a impacto e propósito. À medida que a IA continua evoluindo, o que mais importa permanece o mesmo: contar histórias com propósito, trabalhar ao lado de pessoas que valorizam ideias mais do que cargos e desenvolver soluções de segurança que ajudem as organizações a adotar a IA com responsabilidade. É essa combinação que faz da F5 um lugar onde o trabalho relevante — e o progresso significativo — acontecem.
Quer desenvolver tecnologias relevantes ao lado de pessoas que lideram com integridade? Confira as vagas disponíveis na F5.
Fique de olho em nosso próximo post no blog, que destacará os F5ers que estão moldando a IA. Não deixe também de conferir o post anterior desta série:
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