Como afirmei em meu blog de dezembro de 2018, hoje em dia a modernização de aplicações é impulsionada principalmente pela pressão da área de negócios. Quando recebemos e começamos a analisar os resultados de O Estado dos Serviços de Aplicações de 2019, examinamos atentamente alguns dos itens nas agendas das organizações. (Para um breve resumo das conclusões, consulte este blog.) O relatório é global, mas também há uma versão voltada para a região da Ásia-Pacífico. Ele mostra que, embora nossa região tenha muito em comum com o restante do planeta, existem algumas diferenças importantes. Permita-me destacar as três principais conclusões.
Algumas regiões da Ásia-Pacífico superam a média global na transição para a economia digital
O relatório global constatou que 67% dos entrevistados têm projetos de transformação digital em andamento. Na região Ásia-Pacífico, identificamos três mercados que estão avançando mais rapidamente do que essa média.

Isso não chega a ser uma grande surpresa. A Austrália e a Nova Zelândia são amplamente conhecidas por seu alto índice de implantações em nuvem, impulsionado pelas tendências de transformação de TI e DevOps. A iniciativa Índia Digital está em andamento há mais de três anos e, atualmente, muito se fala sobre o crescimento da economia digital do país. A ASEAN também está crescendo rapidamente e explorando oportunidades para saltar etapas no desenvolvimento tanto da infraestrutura quanto dos serviços.
Economia digital de ponta: os dois lados da moeda
A economia digital é, sem dúvida, uma oportunidade para as equipes de TI contribuírem de novas maneiras para suas organizações. Mas ela também traz desafios. Veja um exemplo extraído do relatório:

Você certamente concordará que os negócios digitais exigem TI e aplicações enxutas e ágeis, o que significa que as aplicações que dão suporte às empresas precisam estar preparadas para atualizações, upgrades e mudanças frequentes. Fica claro que essas quatro regiões — cada uma com um índice superior à média global — estão avançadas em termos de modernização dos ciclos de desenvolvimento de aplicações. Ao mesmo tempo, porém, isso significa que elas sofrem mais pressão das equipes de negócios.
O interesse por tecnologias emergentes é comum em todo o mundo
Nem todos os países da região Ásia-Pacífico estão à frente da média global em suas transformações digitais. No entanto, adotar uma postura menos agressiva não significa que não tenham interesse em novas tecnologias. Confira:

Cada país tem seu próprio foco quando se trata de tecnologias emergentes. No resultado global, a análise de big data foi considerada a mais importante do ponto de vista estratégico, mas alguns países do Norte da Ásia demonstraram um interesse ainda maior por ela e também por tecnologias como aprendizado de máquina e inteligência artificial. Acreditamos que isso evidencia que, embora esses países enfrentem dificuldades para implementar projetos de transformação digital, provavelmente já estão investigando essas tecnologias e até mesmo realizando testes de prova de conceito (PoC) para se prepararem para a evolução de suas plataformas de TI.
A infraestrutura automatizada de autoatendimento é inevitável
Uma observação final sobre temas muito importantes: automação e orquestração, em conjunto com a TI de autoatendimento. Não é possível avançar com a modernização da arquitetura de aplicações, lançamentos frequentes e uma infraestrutura centrada em aplicações para a economia digital sem antes implementar uma infraestrutura automatizada de autoatendimento.
As expectativas da área de negócios definitivamente mudaram. As empresas não vão esperar pela TI. Sem dúvida, agora são elas que determinam o ritmo da TI. E, considerando isso, esta estatística é reveladora para as equipes de operações:

É bom ver que muitas regiões da Ásia-Pacífico demonstram uma receptividade acima da média à implantação de soluções de autoatendimento — e, embora isso não esteja indicado no gráfico acima, a média da Ásia-Pacífico também é ligeiramente superior à média global (37% contra 35,8%). No entanto, é fundamental que as equipes de TI preparem suas plataformas digitais para operar no ritmo dos negócios digitais. Especialmente agora, quando se espera que façamos mais com menos, automatizar processos e viabilizar o autoatendimento de TI para as empresas é um fator-chave de sucesso na área, tanto para as equipes de rede quanto para os desenvolvedores de aplicações.
Conclusão
Neste ano, identificamos correlações nas regiões da Ásia-Pacífico entre vários elementos: economia digital, tecnologias emergentes, aplicações e infraestrutura automatizada de autoatendimento. As tendências variam, mas, no fim, o objetivo deve ser o mesmo: todos estamos explorando a evolução dos negócios, independentemente da região geográfica e do setor em que atuamos. Em que fase sua organização está hoje? Esperamos que o relatório completo sobre a Ásia-Pacífico estimule uma discussão construtiva em sua organização sobre sua própria jornada de transformação digital.
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