Uma segurança robusta para aplicações web é de importância crítica para qualquer organização moderna que dependa de serviços digitais, lide com informações confidenciais ou interaja com usuários por meio de plataformas web ou móveis. Isso ocorre porque as aplicações web são alvos prioritários de hackers: elas lidam rotineiramente com dados pessoais de alto valor, como informações financeiras, prontuários médicos e credenciais de acesso. Para organizações que prestam serviços ou realizam negócios pela internet, uma segurança sólida para aplicações web é essencial para preservar a confiança dos clientes, manter a conformidade regulatória, evitar violações de dados e garantir a continuidade das operações diante da constante evolução das ameaças cibernéticas.
Aplicações web e APIs estão se proliferando. Atualmente, uma organização típica gerencia 226 aplicações e 404 APIs, o que, somado à crescente diversidade de opções de implantação, ampliou significativamente a superfície de ataque potencial e a complexidade enfrentada pelas equipes de defesa, dando aos invasores mais oportunidades de explorar vulnerabilidades. (Uma pesquisa da F5 mostra que 94% das organizações gerenciam aplicações em vários locais ou modelos de implantação).
“Uma solução robusta de segurança para aplicações web simplifica as operações de segurança e, ao mesmo tempo, reforça a proteção em ecossistemas de aplicações complexos.”
Dada a amplitude desse desafio, é importante que as estratégias de segurança de aplicações web sejam baseadas em riscos e se concentrem nas ameaças mais graves e prováveis. Isso exige identificar os tipos de ataque que podem ter como alvo suas aplicações e/ou seu setor, determinar os possíveis danos caso cada ameaça se concretize e avaliar a probabilidade de ocorrência de um ataque. Use essas informações para direcionar os recursos de segurança primeiro às questões de maior risco — aquelas com maior impacto potencial — a fim de maximizar a proteção com o tempo e o orçamento disponíveis.
Confira a seguir as 10 principais práticas recomendadas de segurança para aplicações web:
1. Conheça os principais riscos de segurança de aplicações web
A organização sem fins lucrativos Open Worldwide Application Security Project (OWASP) desenvolveu uma lista dos 10 riscos mais críticos de segurança de aplicações web. A lista OWASP Top 10 serve como guia para desenvolvedores, profissionais de segurança e organizações priorizarem seus esforços para identificar e mitigar riscos de segurança de aplicações web.
Os 10 principais riscos da OWASP para a segurança de aplicações web são:
- Controles de acesso inadequados. Essa vulnerabilidade ocorre quando a aplicação insuficiente dos controles de acesso e de autorização permite que invasores acessem funcionalidades ou dados sem autorização.
- Falhas criptográficas. Esse risco ocorre devido à proteção inadequada de dados confidenciais em trânsito e em repouso. Falhas criptográficas podem resultar em violações de dados, acesso não autorizado a informações confidenciais e descumprimento das normas de privacidade de dados.
- Ataques de injeção. As falhas de injeção ocorrem quando invasores inserem dados não confiáveis ou maliciosos em linguagens de comando ou consulta, ou quando os dados fornecidos pelo usuário não são validados, filtrados ou sanitizados pelo aplicativo, levando à execução não intencional de comandos maliciosos.
- Design inseguro. Isso se refere a controles de segurança ausentes ou ineficazes e a falhas arquitetônicas que podem ocorrer quando um aplicativo é projetado para depender de processos inerentemente inseguros ou quando os controles de segurança necessários para a proteção contra ataques específicos não são implementados.
- Configuração incorreta de segurança. A falta de reforço de segurança em frameworks de aplicações web, plataformas, servidores ou controles de segurança pode resultar em acesso não autorizado, exposição de informações confidenciais ou outras vulnerabilidades de segurança.
- Componentes vulneráveis e desatualizados. O uso de componentes desatualizados, sem correções ou vulneráveis, como bibliotecas, frameworks ou plugins, pode expor os aplicativos a falhas de segurança conhecidas, aumentando o risco de exploração.
- Falhas de identificação e autenticação. Vulnerabilidades na autenticação e no gerenciamento de identidades e sessões podem permitir que invasores comprometam contas de usuários, senhas e tokens de sessão ou explorem o gerenciamento inseguro de sessões. Vulnerabilidades relacionadas a senhas são a fonte mais comum desses riscos.
- Falhas de integridade de software e dados. Essas vulnerabilidades resultam de códigos de aplicativos e infraestruturas que não oferecem proteção contra violações da integridade de dados e software e podem ocorrer quando um aplicativo depende de plugins, atualizações de software, bibliotecas ou módulos provenientes de fontes, repositórios e CDNs não confiáveis.
- Falhas no registro e monitoramento de segurança. Registros e monitoramento inadequados podem impedir a detecção e a resposta rápidas a incidentes de segurança, dificultando a identificação e a mitigação de ataques ou atividades não autorizadas.
- Falsificação de solicitação do lado do servidor (SSRF). Essas vulnerabilidades ocorrem quando um aplicativo não valida nem sanitiza uma URL inserida por um usuário antes de obter dados de um recurso remoto, permitindo que invasores acessem maliciosamente destinos da Web, mesmo que estejam protegidos por um firewall ou outra defesa.
2. Comece com práticas de codificação segura
Codificação segura é a prática de projetar e escrever código em conformidade com as práticas recomendadas de segurança, tornando-o mais resistente a ataques e explorações por agentes mal-intencionados ou malware. A maneira mais eficiente e eficaz de melhorar a segurança do código é incorporá-la ao processo de desenvolvimento, garantindo que a segurança faça parte da aplicação desde o início, em vez de ser adicionada posteriormente. Configurações incorretas de segurança ou outros erros podem ser detectados no início do processo, antes que invasores possam explorá-los em um ambiente de produção. A codificação segura também possibilita uma modelagem de ameaças e uma automação mais robustas, necessárias para viabilizar defesas proativas e proteger contra ameaças de dia zero. A Lista de verificação de práticas de codificação segura da OWASP é um guia de referência rápida que ajuda a garantir que o código esteja em conformidade com as práticas recomendadas de codificação.
3. Não negligencie a segurança das APIs
As APIs desempenham um papel fundamental nas arquiteturas de aplicações modernas, permitindo que diferentes componentes de software, serviços e sistemas se comuniquem e troquem dados com eficiência. As APIs são essenciais para microsserviços, desenvolvimento nativo em nuvem, integração entre plataformas e ambientes baseados em IA. De acordo com o Relatório sobre o Estado da Estratégia de Aplicações da F5 de 2025, 68% das organizações usam APIs para gerenciar a entrega e a segurança de aplicações, enquanto 58% consideram a proliferação de APIs um problema significativo.
No entanto, devido à sua onipresença nos ecossistemas digitais modernos, as APIs têm se tornado cada vez mais um alvo para invasores. Por sua própria natureza, as APIs expõem lógicas de negócios críticas e informações confidenciais, como dados de usuários e credenciais de autenticação, além de viabilizar e oferecer suporte a experiências digitais, incluindo acesso e compras online, operações bancárias e transações financeiras, bem como serviços de login.
A lista OWASP Top 10 de Riscos de Segurança de APIs foi publicada pela primeira vez em 2019 para destacar os possíveis riscos enfrentados pelas APIs e mostrar como eles podem ser mitigados. Com base nas informações da OWASP sobre segurança de APIs, apresentamos quatro estratégias essenciais que oferecem uma abordagem holística para a proteção de APIs.
- Descoberta. Identifique, mapeie e documente todas as APIs em seu ambiente — incluindo APIs conhecidas, desconhecidas, obsoletas e ocultas — para compreender plenamente sua superfície de ameaças de API
- Monitoramento. Mantenha visibilidade contínua sobre o uso e o comportamento das APIs ao longo do tempo. O monitoramento ajuda a detectar anomalias que possam indicar possíveis ataques, uso indevido ou comprometimento.
- Detecção: use testes automatizados e análise em tempo de execução para identificar vulnerabilidades antecipadamente, tanto na pré-produção quanto após a implantação em produção. APIs não monitoradas e desprotegidas podem expor as organizações a riscos graves.
- Proteção: implemente controles de segurança em linha e em tempo real, como firewalls de aplicações web (WAFs), limitação de taxa, mascaramento de dados confidenciais e regras de proteção específicas para APIs, a fim de aplicar políticas, mitigar atividades maliciosas ou indesejadas (incluindo ameaças automatizadas) e impedir a exposição de dados confidenciais por meio de APIs.
4. Adote práticas robustas de monitoramento e registro de logs
O monitoramento e o registro de logs eficazes são essenciais para manter a segurança robusta das aplicações web. Essas práticas recomendadas permitem detectar rapidamente vulnerabilidades e ameaças, rastrear as ações de um invasor e agilizar a resposta e a correção, seja por meio de atualizações de código ou da aplicação de controles de segurança adicionais.
As práticas recomendadas para o registro seguro de logs incluem a proteção de dados confidenciais: garanta que todos os dados confidenciais sejam mascarados ou totalmente excluídos dos logs. Nunca registre informações confidenciais, como senhas, números de cartão de crédito ou informações de identificação pessoal (PII). Além disso, evite revelar detalhes em excesso nas mensagens de erro. Limite o nível de detalhes nas mensagens de erro exibidas publicamente para evitar a exposição de informações que invasores possam usar para explorar vulnerabilidades.
5. Planeje-se com antecedência para responder a incidentes
Desenvolva um plano abrangente de resposta a incidentes para garantir que sua organização possa agir de forma rápida e eficaz quando ocorrer um incidente de segurança. Um plano bem elaborado deve incluir funções e responsabilidades claramente definidas para cada integrante da equipe de resposta a incidentes, além de uma estrutura de classificação de riscos de segurança para avaliar o alcance, a gravidade e o possível impacto de um incidente. Inclua diversas estratégias de mitigação adaptadas a diferentes tipos de ameaça, com procedimentos de contenção de danos para evitar maiores prejuízos enquanto o incidente é tratado. Forneça diretrizes para comunicação interna, elaboração de relatórios e ações pós-incidente, incluindo lições aprendidas e atualizações para evitar ocorrências futuras.
Além de desenvolver o plano e as estratégias internas de resposta a incidentes da sua organização, lembre-se de que seu provedor de segurança provavelmente também oferece serviços de resposta a incidentes. A equipe de resposta a incidentes de segurança da F5 (F5 SIRT) oferece resposta emergencial a incidentes em todos os contratos de suporte, com atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana, realizado por engenheiros de segurança experientes, além de mitigação abrangente com planos de proteção imediata e de longo prazo.
6. Implemente o princípio do menor privilégio
O princípio do privilégio mínimo estabelece que usuários, sistemas, aplicações e processos devem ter apenas o nível mínimo de acesso necessário para realizar um trabalho ou uma tarefa específica, e nada além disso. Restringir o acesso reduz a superfície de ataque ao limitar o número de pontos de acesso que podem ser explorados e minimiza o risco de exposição acidental de dados ou de seu manuseio inadequado pelos usuários. Quando aplicado a processos ou sistemas, como APIs, o privilégio mínimo garante que cada API, serviço ou usuário que interage com uma API tenha apenas o acesso mínimo necessário para desempenhar sua função prevista, limitando os possíveis danos causados por um ataque mal-intencionado a esses sistemas. O privilégio mínimo de acesso também contribui para a conformidade regulatória com normas como o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR), o Padrão de Segurança de Dados do Setor de Cartões de Pagamento (PCI-DSS) e a Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde (HIPAA), que frequentemente exigem políticas rigorosas de controle de acesso a dados pessoais e confidenciais.
7. Mantenha o software atualizado
Softwares desatualizados são alvos fáceis para hackers, pois vulnerabilidades conhecidas costumam ser documentadas publicamente e podem ser facilmente exploradas. As correções de segurança incluídas nas atualizações de software solucionam falhas críticas e protegem os sistemas contra ameaças emergentes. Verifique regularmente se há atualizações e correções para todos os componentes de uma aplicação web, incluindo o servidor web, o sistema operacional, o banco de dados e bibliotecas e frameworks de terceiros. Remova softwares não utilizados para reduzir a superfície de ataque e substitua aplicações desatualizadas ou sem suporte que não recebem mais atualizações de segurança.
8. Siga uma lista de verificação de segurança para aplicações web
Desenvolver e seguir uma lista de verificação de segurança de aplicações web é essencial para manter uma postura de segurança robusta. As organizações podem criar sua própria lista, adaptada ao seu ambiente específico, ou adotar um recurso consolidado, como o Guia de Testes de Segurança Web da OWASP, que apresenta práticas recomendadas e procedimentos de teste abrangentes.
Os principais objetivos dos testes de segurança incluem verificar as práticas de codificação segura, identificar e corrigir configurações de segurança inadequadas e garantir que os mecanismos de autenticação, autorização e gerenciamento de identidades sejam implementados corretamente. Outros objetivos incluem testar as regras de validação de entrada, confirmar o uso de criptografia robusta, submeter a lógica de negócios a testes de estresse para identificar possíveis cenários de abuso e localizar e proteger minuciosamente todas as APIs, garantindo que estejam devidamente protegidas.
9. Defina uma estratégia de IA
À medida que as tecnologias de IA se integram cada vez mais às experiências digitais modernas, torna-se cada vez mais essencial definir e desenvolver uma estratégia clara de IA como parte das práticas recomendadas de segurança de aplicações web. Essa estratégia deve abranger tanto a proteção de aplicações baseadas em IA contra ameaças emergentes quanto o uso de IA e aprendizado de máquina para aprimorar sua postura geral de segurança.
Os aplicativos de IA generativa, em particular, apresentam riscos de segurança específicos, como vazamento de informações, comportamento não intencional ou imprevisível e a possibilidade de injeção de código malicioso nos dados de treinamento. Para mitigar esses riscos, as organizações devem aplicar princípios padrão de segurança de aplicativos — incluindo codificação segura, controle de acesso e testes de vulnerabilidade — e, ao mesmo tempo, abordar questões específicas de IA. Isso inclui verificar a integridade das cadeias de fornecimento de dados de treinamento e implementar medidas de proteção, como sanitização de prompts, validação de entradas e filtragem de prompts, para se defender contra ataques de injeção.
A IA também pode desempenhar um papel importante no aprimoramento da segurança de aplicações web. Ela permite que as organizações detectem ameaças com mais rapidez e precisão, identifiquem e corrijam vulnerabilidades de forma proativa e automatizem tarefas de segurança repetitivas para aumentar a eficiência operacional das equipes de TI e segurança.
10. Use uma solução completa de proteção de aplicações web e APIs (WAAP)
À medida que as aplicações se tornam mais descentralizadas e os invasores mais sofisticados, é cada vez mais essencial implementar uma solução completa de proteção de aplicações web e APIs (WAAP) para garantir uma proteção robusta das aplicações web e simplificar as operações de segurança em ambientes de aplicações complexos.
Uma solução de WAAP integra vários recursos essenciais de segurança para a proteção completa de aplicações, incluindo um WAF para protegê-las contra explorações comuns em aplicações web. Ela também oferece segurança abrangente para APIs, incluindo descoberta e monitoramento de APIs, detecção de ameaças e proteção em tempo de execução. Uma solução de WAAP também fornece mitigação de DDoS nas camadas de rede e de aplicação (camadas 3, 4 e 7), além de proteção e gerenciamento contra bots, detectando, classificando e bloqueando tráfego automatizado malicioso, ao mesmo tempo que permite que bots legítimos operem sem interrupções.
Os principais benefícios de uma WAAP incluem o gerenciamento centralizado de políticas de segurança, que permite uma proteção consistente em todos os ambientes, independentemente da arquitetura ou do local de implantação, além de um conjunto unificado de controles de segurança para aplicações e APIs. Uma WAAP também proporciona maior visibilidade e detecção de anomalias em todo o cenário de ameaças, com trilhas de auditoria detalhadas e correlação de eventos para auxiliar na conformidade regulatória e na resposta a incidentes.
Uma solução WAAP completa simplifica as operações de segurança e, ao mesmo tempo, aprimora a proteção em ecossistemas de aplicações cada vez mais complexos.
Segurança de aplicações web e APIs da F5
A F5 Application Delivery and Security Platform reúne os serviços essenciais necessários para garantir que todas as aplicações web, APIs e a infraestrutura subjacente — da borda à nuvem — tenham segurança consistente e abrangente, alta disponibilidade e orquestração inteligente para as cargas de trabalho mais intensivas. Com uma arquitetura baseada em plataforma, a Application Delivery and Security Platform incorpora todo o portfólio de produtos da F5 e pode ser implantada em qualquer lugar.
Para mais informações, assista a este vídeo.
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