O que são violações de segurança?

Descubra o impacto das violações de segurança e saiba como proteger seus dados com estratégias de proteção eficazes.

Uma violação de segurança refere-se ao acesso, à divulgação ou à manipulação não autorizados de dados confidenciais, sistemas de computador, aplicativos, redes ou dispositivos. Violações de segurança representam riscos à privacidade, à confidencialidade e à integridade dos dados, podendo resultar em roubo de dados, prejuízos financeiros e danos a indivíduos ou organizações.

Quais são os riscos de violações de segurança e de dados?

Para muitas pessoas, as atividades mais fundamentais da vida agora são realizadas online. De compras, serviços bancários e planejamento de viagens a entretenimento e relacionamentos, as pessoas recorrem cada vez mais ao mundo digital para facilitar sua vida pública e privada. Elas confiam em suas ferramentas digitais para manter informações e dados pessoais — e talvez alguns de seus segredos — seguros, privados e protegidos.

No entanto, como contas online, aplicativos e sistemas de computador agora armazenam grandes volumes de informações pessoais e financeiras, eles se tornam alvos prioritários de violações de segurança, nas quais criminosos tentam comprometer sistemas para acessar contas de clientes e coletar dados, abrindo caminho para fraudes e outros crimes cibernéticos. Para as empresas, essas violações também podem resultar em multas regulatórias, responsabilidades legais, danos à reputação e perda da confiança dos clientes.

Uma violação de segurança pode resultar de uma ampla variedade de ameaças e vulnerabilidades em constante evolução, incluindo senhas fracas, malware, phishing, ransomware e engenharia social. A implementação de medidas de segurança de dados é essencial tanto para indivíduos quanto para organizações, a fim de proteger a privacidade pessoal e resguardar dados confidenciais, pois informações sigilosas têm grande valor para criminosos. A dark web é um mercado onde nomes de usuário, senhas, números de cartão de crédito e outros dados financeiros podem ser comprados e vendidos, além de utilizados para roubo de identidade ou fraude.

A ameaça de violações de segurança é real: de acordo com a Enterprise Apps Today, a cada 39 segundos ocorre uma violação em algum lugar do mundo, e estima-se que os danos causados por cibercriminosos somente em 2022 tenham chegado a US$ 6 trilhões.

Quais são as causas mais comuns de violações de segurança e de dados?

As violações de dados resultam de diversos fatores, incluindo vulnerabilidades tecnológicas, erros humanos ou atividades maliciosas. Algumas causas comuns incluem:

  • Ataques de malware e phishing, nos quais cibercriminosos atacam sistemas usando e-mails e mensagens enganosos para induzir os usuários a revelar informações confidenciais ou clicar em links maliciosos.
  • Senhas e autenticação fracas, em que práticas de segurança inadequadas permitem que invasores descubram senhas fáceis de adivinhar ou se passem por usuários legítimos, abrindo caminho para o acesso não autorizado a dados e sistemas confidenciais.
  • Vulnerabilidades de software não corrigidas, quando a falta de atualizações regulares de software expõe vulnerabilidades conhecidas que podem ser exploradas por invasores. Assim que uma vulnerabilidade é divulgada, os invasores usam ferramentas automatizadas para procurar sistemas suscetíveis.
  • Erro humano, quando as pessoas criam vulnerabilidades inadvertidamente por falta de conscientização ou são vítimas de golpes de engenharia social que podem resultar em violações de dados.
  • APIs ocultas e zumbis, que são interfaces de programação de aplicações (APIs) desconhecidas pelas equipes de segurança ou que não recebem manutenção, ficando vulneráveis à exploração e ao uso indevido.

Quais são alguns exemplos de violações de segurança?

As violações de segurança ocorrem quando os controles de segurança são invadidos ou contornados de alguma forma; as maiores e mais poderosas empresas do mundo são regularmente alvo de cibercriminosos. Na verdade, instituições financeiras, empresas de comércio eletrônico e órgãos governamentais estão entre as entidades mais visadas devido aos enormes volumes de dados pessoais e financeiros que esses sites armazenam.

Tanto indivíduos quanto organizações, de pequeno ou grande porte, correm o risco de sofrer violações de segurança e ataques cibernéticos. Hackers e criminosos cibernéticos, alguns com o apoio de poderosos interesses nacionais ou corporativos, são extremamente criativos e estão sempre desenvolvendo novas formas de burlar as proteções de segurança existentes. Isso lhes dá a oportunidade de roubar informações confidenciais ou dados pessoais que podem vender ou manipular para obter vantagem competitiva, ou usar para cometer fraudes, roubar identidades ou disseminar desinformação.

De acordo com o site de notícias secureworld.io, os maiores vazamentos de dados de todos os tempos incluem os seguintes:

  • Yahoo (2013-2014), em que mais de 3 bilhões de contas de usuários foram comprometidas depois que invasores usaram técnicas de phishing para invadir a rede do Yahoo. Os invasores obtiveram acesso a informações confidenciais, incluindo nomes, endereços de e-mail, datas de nascimento, números de telefone e senhas criptografadas. Além das multas de US$ 35 milhões aplicadas pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos e dos US$ 80 milhões pagos em acordos decorrentes de uma ação coletiva federal envolvendo valores mobiliários, o Yahoo foi obrigado a reduzir seu preço de venda em US$ 350 milhões durante a aquisição pela Verizon, em 2016. Em março de 2017, o FBI indiciou quatro pessoas pelo ataque, incluindo dois agentes do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB).
  • Equifax (2017), em que invasores obtiveram as informações pessoais de 147 milhões de consumidores nos EUA, incluindo nomes, números do Seguro Social, datas de nascimento, endereços e, em alguns casos, números de carteiras de habilitação. Além dessas informações pessoais, a violação também expôs os números de cartões de crédito de cerca de 209 mil clientes. Os invasores obtiveram acesso à rede da Equifax por meio de uma vulnerabilidade em uma aplicação web, e a segmentação inadequada do sistema permitiu que eles se movimentassem lateralmente com facilidade dentro do ambiente. A violação teve graves repercussões, resultando em perda da confiança dos consumidores, investigações legais, processos judiciais, multas regulatórias e audiências no Congresso. A Equifax também pagou cerca de US$ 700 milhões para ajudar as pessoas afetadas pela violação de dados. Em 2020, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou acusações contra quatro hackers apoiados pelas Forças Armadas chinesas em conexão com o ataque cibernético à Equifax.
  • Marriott International (2014-2018), em que aproximadamente 500 milhões de registros de hóspedes foram comprometidos, incluindo nomes, endereços, números de telefone, números de passaporte, endereços de e-mail, informações de viagem e, em alguns casos, números de cartões de pagamento. O ataque começou quando a Marriott adquiriu a Starwood Hotels and Resorts em 2016 e integrou o sistema de reservas da Starwood ao seu próprio sistema. O sistema da Starwood estava comprometido desde pelo menos 2014 (provavelmente devido a credenciais roubadas de funcionários da Starwood) e, em pouco tempo, todas as propriedades do grupo Marriott International foram infectadas. O Gabinete do Comissário de Informação do Reino Unido (ICO) aplicou à Marriott uma multa de US$ 23,8 milhões. Autoridades dos EUA afirmam que o ataque cibernético fazia parte de uma operação chinesa de coleta de informações de inteligência; a Marriott é a principal rede hoteleira utilizada por funcionários do governo e militares dos Estados Unidos.
  • T-Mobile (2022-2023), em que invasores manipularam uma API para violar 37 milhões de contas de usuários e obter nomes de clientes, endereços de cobrança, endereços de e-mail, números de telefone, números de conta e datas de nascimento. O invasor, que teve acesso não autorizado aos sistemas da T-Mobile por mais de um mês antes que a violação fosse descoberta, não foi identificado.

Quais são os diferentes tipos de violações de segurança?

Existem vários tipos de violações de segurança, caracterizados pelos métodos usados pelo invasor para obter acesso ao sistema.

  • Ataques de malware são uma técnica comum usada por criminosos para realizar violações de segurança. O malware costuma ser disseminado por meio de anexos de e-mail maliciosos, muitas vezes como parte de um ataque de phishing que induz os destinatários a clicar em links ou baixar anexos que contêm malware ou levam a páginas de login falsas. O malware também pode ser disseminado por meio do acesso a sites infectados ou do download de softwares comprometidos. Ele pode ser projetado para executar diversas funções que resultam em violações de dados, como registrar as teclas digitadas, monitorar a atividade do usuário ou criar pontos de acesso de “backdoor” que permitem aos invasores acessar redes. Outros tipos de malware podem coletar credenciais de login salvas ou roubar dados confidenciais de autenticação, que os invasores podem usar para obter acesso não autorizado a contas e sistemas. O malware também pode realizar a exfiltração, enviando dados roubados para servidores remotos controlados pelos invasores, o que resulta em vazamento não autorizado e possível exposição de dados. Ataques de ransomware também podem causar violações de segurança, pois o ransomware é um tipo de malware que criptografa os dados da vítima, tornando-os inacessíveis. Durante o processo de criptografia, o invasor obtém acesso aos dados da vítima e, em muitos casos, ameaça divulgar publicamente os dados confidenciais da vítima ou vendê-los na dark web caso o resgate não seja pago. Isso transforma o incidente de ransomware em uma violação de dados, expondo as informações comprometidas a pessoas não autorizadas.
  • Ataques de engenharia social recorrem à manipulação psicológica para induzir as pessoas a revelar informações confidenciais, realizar ações ou tomar decisões que comprometam a segurança. Em alguns casos, os invasores podem se passar por pessoas de confiança, como colegas, supervisores ou profissionais de TI, para convencer as vítimas a compartilhar dados confidenciais ou revelar nomes de usuário, senhas ou outras credenciais de autenticação. Com essas informações, os invasores podem obter acesso não autorizado a sistemas, contas e dados confidenciais. Os ataques de engenharia social costumam usar táticas de phishing para manipular as pessoas, levando-as a realizar ações ou revelar dados que normalmente não revelariam.
  • Explorações de software aproveitam vulnerabilidades ou falhas em softwares, firmwares ou configurações de sistemas para obter acesso não autorizado, manipular dados ou realizar ações maliciosas em um sistema de computador ou uma rede. Softwares desatualizados ou sem as devidas correções são um ponto de entrada comum para explorações de sistemas, mas elas também podem estar associadas a ataques de escalonamento de privilégios ou explorações de execução remota de código.

Quais são os impactos das violações de segurança nas empresas?

As consequências de uma violação de dados podem ser graves e abrangentes, incluindo:

  • Perdas financeiras, devido a despesas relacionadas à resposta a incidentes, honorários advocatícios e processos judiciais, multas regulatórias e indenizações às partes afetadas.
  • Danos à reputação, pois violações divulgadas publicamente podem gerar publicidade negativa e causar danos de longo prazo a uma marca.
  • Perda de confiança, pois as violações podem abalar a confiança na capacidade da empresa de proteger os dados, fazendo com que clientes (e parceiros) hesitem em estabelecer relações comerciais, o que leva à perda de fidelidade e à evasão de clientes.
  • Implicações jurídicas e regulatórias, pois as empresas podem enfrentar ações judiciais e multas regulatórias devido ao descumprimento de leis e regulamentos de proteção de dados, como o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) da UE e a Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde (HIPAA) dos EUA.

Quais são os sinais de uma violação de segurança?

Reconhecer precocemente os sinais de uma violação de segurança é fundamental para minimizar possíveis danos e responder de forma eficaz. A seguir, estão alguns indicadores comuns de que uma violação de segurança pode estar em andamento.

  • Atividades incomuns na rede, como aumentos repentinos no tráfego, transferências de dados atípicas ou picos inesperados no uso da largura de banda, podem indicar acesso não autorizado ou exfiltração de dados.
  • Comportamentos inesperados do sistema, como períodos de inatividade sem explicação, desempenho lento ou falhas frequentes, podem indicar a presença de malware ou atividades não autorizadas.
  • Atividades estranhas em contas, como contas de usuário desconhecidas, horários de login incomuns ou várias tentativas de login malsucedidas, podem ser sinais de comprometimento ou de tentativas de acesso não autorizado.
  • Anomalias nos dados e acessos não autorizados, como dados ausentes ou alterados e registros que indiquem acesso não autorizado a bancos de dados críticos ou informações confidenciais, podem sugerir uma violação de segurança.

Quais são as melhores práticas para prevenir violações de segurança?

Prevenir violações de segurança exige uma abordagem proativa e abrangente à segurança cibernética, incluindo as seguintes práticas recomendadas.

Implemente medidas de segurança robustas

  • Imponha políticas de senhas fortes. Restrinja o uso de informações fáceis de adivinhar, como datas de aniversário, nomes ou palavras comuns, e exija o uso de senhas que combinem sequências aleatórias de letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Considere incentivar o uso de frases-senha, que são mais longas e fáceis de lembrar, mas mais difíceis de decifrar.
  • Implemente a autenticação multifator (MFA). A MFA exige que o usuário apresente dois ou mais fatores de verificação para obter acesso a um aplicativo, recurso, conta online ou outro serviço. Na prática, isso geralmente envolve inserir em um smartphone ou navegador um código de acesso de uso único recebido por e-mail ou mensagem de texto, ou fornecer dados biométricos, como impressão digital ou reconhecimento facial.
  • Atualize regularmente os softwares e sistemas. Mantenha os sistemas operacionais, aplicativos e patches de segurança atualizados para corrigir vulnerabilidades conhecidas. Desenvolva um processo robusto de gerenciamento de patches para aplicar prontamente atualizações e correções de segurança.
  • Implemente a segmentação de rede. Dividir uma rede maior em segmentos menores e isolados pode ajudar a reforçar a segurança e reduzir o possível impacto de violações de segurança, criando zonas ou sub-redes separadas com acesso controlado. Essa prática ajuda a isolar ativos críticos, reduz a superfície de ataque e limita a movimentação lateral dentro da rede, contribuindo para conter violações.
  • Utilize criptografia e proteção de dados. Criptografe dados confidenciais tanto em trânsito quanto em repouso para protegê-los contra acessos não autorizados. A aplicação de políticas de proteção de dados, como controles de acesso rigorosos e princípios de privilégio mínimo, reduz o risco de acesso não autorizado aos dados.
  • Faça um inventário das APIs e dos scripts de terceiros. Descubra dinamicamente endpoints de API e integrações de terceiros para garantir que sejam incluídos nos processos de gestão de riscos e protegidos por controles de segurança adequados.

Ofereça treinamento de conscientização em segurança aos funcionários

  • Reconheça tentativas de phishing. Certifique-se de que os funcionários aprendam a reconhecer e-mails de phishing e links maliciosos, reduzindo a probabilidade de caírem em golpes de phishing que podem levar a violações de dados.
  • Oriente sobre senhas fortes. Ensine aos funcionários a importância de usar senhas fortes e adotar práticas rigorosas de segurança de senhas.
  • Denuncie atividades suspeitas. Ensine os funcionários a denunciar prontamente atividades suspeitas ou possíveis incidentes de segurança, permitindo uma resposta e mitigação mais rápidas. Treinamentos regulares mantêm os funcionários atualizados sobre riscos emergentes e sobre como reconhecê-los.

Realize avaliações regulares de vulnerabilidades

  • Avalie regularmente a postura de segurança da sua organização. Use testes de penetração, varreduras de vulnerabilidades e auditorias de segurança para identificar e corrigir pontos fracos em seus sistemas, aplicativos e redes antes que invasores possam explorá-los. As avaliações de vulnerabilidades também ajudam a identificar configurações incorretas que, se não forem corrigidas, podem resultar em violações de segurança.

Implemente planos de resposta a incidentes

  • Desenvolva um plano de resposta a incidentes. Isso pode desempenhar um papel significativo na mitigação de violações de segurança ao oferecer uma abordagem estruturada e proativa para identificar e responder a possíveis incidentes de segurança cibernética.
  • Identifique as partes interessadas e suas funções. Identifique as partes interessadas, defina suas funções e responsabilidades e estabeleça uma cadeia de comando clara para comunicar e escalar incidentes. Desenvolva procedimentos detalhados, passo a passo, para conter e mitigar violações e teste o plano regularmente para identificar pontos fracos e aprimorar as respostas.
  • Desenvolva estratégias de continuidade de negócios e recuperação de desastres (BCDR). Os planos de BCDR ajudam a garantir a continuidade das operações comerciais críticas diante de interrupções, como violações de segurança. Um elemento essencial dos planos de BCDR é a realização regular de backups dos dados, garantindo que eles possam ser restaurados para um estado anterior e íntegro em caso de violação ou corrupção de dados. Todos os planos de BCDR devem ser testados regularmente por meio de simulações e exercícios para confirmar sua eficácia e permitir que as empresas identifiquem pontos fracos e aprimorem as estratégias de resposta.

O papel da IA e da automação na segurança

A inteligência artificial oferece novas ferramentas e recursos poderosos que podem ser usados para detectar e prevenir violações de segurança. Em particular, a defesa contra bots baseada em IA pode manter a resiliência, independentemente de como os invasores tentem contornar as defesas, por meio da coleta contínua de telemetria, da análise comportamental e da adaptação das estratégias de mitigação. Os algoritmos de IA detectam anomalias que podem indicar atividades relacionadas a violações, como usuários acessando dados confidenciais em horários incomuns ou de locais desconhecidos, além de tentativas de falsificar sinais e usar dados comprometidos provenientes da dark web.

Esses sistemas podem ser configurados para bloquear ou sinalizar automaticamente atividades suspeitas e automatizar alguns elementos dos planos de resposta a incidentes, como iniciar ações de resposta predefinidas ou isolar sistemas comprometidos para ajudar a minimizar a propagação das violações. Como os sistemas de segurança baseados em IA aprendem com novos dados e se adaptam às mudanças no cenário de ameaças, sua precisão na detecção de violações melhora com o tempo e evolui para permanecer relevante em ambientes de ameaças dinâmicos.

As tecnologias de IA também podem analisar grandes volumes de dados e detectar padrões anômalos em tempo real, permitindo que esses sistemas respondam mais rapidamente e identifiquem ameaças com maior precisão do que programas manuais ou baseados em regras.

Embora as soluções de segurança baseadas em IA ofereçam benefícios significativos para a detecção e a prevenção de ameaças, elas funcionam melhor em conjunto com a experiência humana para validar alertas e interpretar dados ou informações complexas. Os modelos de segurança de IA podem gerar falsos positivos e falsos negativos, o que exige a atenção, o discernimento e a supervisão de pessoas, especialmente ao responder a ameaças complexas e inéditas.

O que fazer diante de uma violação de segurança?

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) fornece orientações sobre medidas de resposta a incidentes que as organizações devem considerar ao se depararem com uma violação de segurança. Essas etapas foram elaboradas para ajudar as organizações a responder e gerenciar incidentes de segurança de forma eficaz. Uma visão geral das orientações da FTC para lidar com uma violação de segurança inclui as seguintes ações:

  • Proteja suas operações. Aja rapidamente para proteger seus sistemas e mobilize imediatamente sua equipe de resposta a incidentes para evitar novas perdas de dados. Isso pode envolver o isolamento dos sistemas afetados, a desativação de contas comprometidas e a adoção de outras medidas para impedir novos acessos não autorizados.
  • Corrija as vulnerabilidades. Trabalhe com seus especialistas forenses para identificar e corrigir as vulnerabilidades que permitiram a ocorrência da violação. Aplique correções e atualize softwares, sistemas e configurações para evitar futuros incidentes. Analise quem atualmente tem acesso à rede (incluindo prestadores de serviços), determine se esse acesso é necessário e restrinja-o caso não seja.
  • Notifique as partes pertinentes. Notifique as autoridades policiais para relatar a situação e o possível risco de roubo de identidade. Dependendo da natureza da violação, informe as pessoas afetadas, os clientes ou os consumidores sobre o incidente. Forneça às pessoas afetadas informações claras, precisas e transparentes sobre o que aconteceu, quais dados foram expostos e quais medidas elas devem tomar para se proteger.

Como a F5 pode ajudar

Os ambientes de computação distribuída são o novo padrão, abrangendo desde data centers e nuvens até a borda da rede. Esses ambientes descentralizados oferecem grande flexibilidade para que as empresas digitais atuais implantem aplicações e serviços na arquitetura que melhor atenda às necessidades dos clientes e da empresa.

No entanto, para os agentes de ameaças, esses ambientes distribuídos representam uma superfície de ataque ampliada para possíveis ataques cibernéticos e violações de segurança. Aplicar políticas de segurança consistentes a ambientes que abrangem arquiteturas de aplicações tradicionais e modernas, várias nuvens, data centers locais e sites de borda é um grande desafio, e as redes corporativas são tão seguras quanto seu aplicativo, API, dependência de terceiros ou dispositivo conectado à rede mais vulnerável.

A F5 oferece um portfólio abrangente de soluções de segurança que proporcionam proteção robusta contra violações de segurança e outros crimes cibernéticos. As soluções da F5 maximizam a proteção ao automatizar políticas de segurança em todos os ambientes e reduzir os riscos para aplicações legadas e modernas, oferecendo um ponto de controle estratégico para garantir a visibilidade e a aplicação consistente de políticas necessárias para mitigar violações de segurança sofisticadas e tentativas de exploração.

Os novos recursos baseados em aprendizado de máquina das soluções de proteção de aplicações web e APIs (WAAP) da F5 protegem toda a superfície de ataque das aplicações modernas com proteções abrangentes que incluem WAF, segurança de APIs, mitigação de DDoS das camadas 3 a 7 e defesa contra bots para combater ameaças automatizadas e fraudes. A plataforma distribuída reduz a complexidade e aprimora a remediação ao implantar políticas consistentes e aplicar proteção automatizada em todo o seu portfólio de aplicações e APIs, independentemente de onde estejam hospedadas, além de integrar a segurança ao ciclo de vida das aplicações e a ecossistemas de segurança mais amplos. A F5 também lançou novos recursos de WAF baseados em IA, que facilitam o bloqueio de tráfego malicioso e reduzem o tempo que suas equipes de segurança gastam corrigindo falsos positivos ou criando novas regras. A solução utiliza inteligência contra ameaças em tempo real e detecção de usuários mal-intencionados baseada em aprendizado de máquina, oferecendo proteção contra ameaças emergentes e cibercriminosos sofisticados.

A F5 também oferece uma Equipe de Resposta a Incidentes de Segurança (F5 SIRT), composta por engenheiros de resposta a incidentes experientes, com amplo conhecimento sobre diversas ameaças à segurança e respaldados por toda a equipe global de suporte da F5. A F5 SIRT responde 24 horas por dia, 7 dias por semana, a ataques e violações de segurança e segue metodologias de resposta a incidentes reconhecidas pelo setor para garantir um escalonamento rápido por meio de um único ponto de contato.

Embora seja essencial contar com planos eficazes de resposta a incidentes e outras medidas de mitigação para lidar com possíveis violações de segurança, a melhor maneira de evitar as interrupções, os riscos e o impacto financeiro de uma violação é preveni-la. As soluções de segurança da F5 oferecem proteção abrangente contra violações de segurança e outras formas de exploração por cibercriminosos. As tecnologias WAAP e WAF da F5 usam IA e aprendizado de máquina para proteger integralmente os ambientes de computação distribuída, com proteções inteligentes e adaptáveis que evoluem para se antecipar a ameaças cibernéticas e explorações dinâmicas.