O hardware viabiliza o software; portanto, o hardware viabiliza os negócios digitais. Sem o hardware, nenhum dos dois pode prosperar.
Utilizar o hardware certo deve ser tão importante para uma organização quanto a plataforma e a rede escolhidas. Por quê? Porque o desempenho continua sendo primordial, e o desempenho dos negócios digitais depende do uso da melhor tecnologia para atender à demanda. A escolha do hardware adequado proporciona eficiência em termos de custos, consumo de energia e agilidade.
A tecnologia xPU atual viabiliza economias de escala, pois melhora exponencialmente o desempenho e impulsiona a transformação digital por meio de um componente de hardware especializado que contém funções específicas de aceleração em silício, relevantes para redes e aplicações. No entanto, para aproveitar ao máximo a capacidade computacional e de processamento das xPUs, as organizações precisam modernizar sua arquitetura empresarial em torno de suas aplicações.
A xPU prolongará a vida útil da Lei de Moore
Se você está lendo isto, presumo que já tenha ouvido falar da Lei de Moore. No entanto, caso não tenha, é importante esclarecer que a Lei de Moore não é propriamente uma lei, mas sim uma previsão — que acabou se mostrando verdadeira por cerca de 50 anos. Em 1965, Gordon Moore, da Intel, calculou que o número de transistores por circuito integrado — uma CPU — dobraria a cada ano à medida que a tecnologia avançasse, proporcionando melhorias exponenciais na capacidade de processamento. Mais tarde, ele revisou essa estimativa para uma duplicação a cada dois anos, mas, com o tempo, os números acabaram indicando um intervalo mais próximo de 18 meses.
Ao longo da última década, aproximadamente, houve uma desaceleração nos avanços das CPUs proporcionados por atualizações de hardware, o que levou muitos a afirmar que a Lei de Moore está morta ou com os dias contados. No entanto, essas afirmações se baseiam de forma excessivamente direta na duplicação dos componentes no silício bruto e no aumento da capacidade de processamento geral.
É verdade que estamos nos aproximando de um ponto em que os componentes de hardware não poderão ficar menores — devido às leis da física —, mas isso não significa que os avanços na computação e no processamento estejam estagnados. A solução para a limitação das CPUs é o hardware especializado — xPU —, projetado para atender a necessidades específicas de software.
Pense em uma CPU como uma faca de chef comum. Ela é versátil e capaz de realizar todo o trabalho necessário para preparar e servir uma refeição, embora com algumas ineficiências. A computação especializada — as GPUs, DPUs e xPUs atuais — equivale aos utensílios de precisão encontrados em seu bloco de facas, como uma faca para filés, um cutelo e uma tesoura de cozinha. Quando usados em conjunto com as CPUs, esses recursos proporcionam mais velocidade e eficiência no processo de preparação e serviço de uma refeição, permitindo que o cozinheiro amplie a escala de suas opções.
Embora talvez não continuemos a observar a duplicação do número de transistores e da capacidade geral das CPUs a cada 18 meses após atingirmos determinados limites físicos, os recursos de desempenho de hardwares especializados ou “específicos para determinados domínios” continuam possibilitando avanços exponenciais. Na prática, isso estende a Lei de Moore para além da computação de uso geral, desde que o software e a arquitetura sejam projetados para aproveitar as funções aceleradas oferecidas por uma xPU.
A transformação digital precisa de uma arquitetura empresarial moderna
No passado, dobrar o número de transistores e a capacidade de processamento das CPUs de uso geral era suficiente para acelerar adequadamente o desempenho. Hoje, porém, é a combinação de hardware especializado com software projetado para aproveitar seus recursos computacionais específicos que aprimora a experiência operacional.
Projetar uma aplicação tendo a CPU em mente significa que os desenvolvedores precisam ter cuidado com as necessidades de dados, pois elas afetarão a velocidade, a qualidade e o desempenho da aplicação. No entanto, ao criar uma aplicação tendo uma DPU em mente, ela pode ser projetada para aproveitar um processamento de dados mais rápido e, ao mesmo tempo, consumir menos energia. Retomando nossa analogia anterior, é como um chef usar um cutelo para preparar uma costeleta em vez de uma faca de chef comum: ele economiza tempo e energia.
Mas inserir uma DPU de última geração em um data center não otimizará simultaneamente o processamento de dados nem viabilizará a observabilidade. A arquitetura corporativa deve ser projetada para maximizar os recursos do hardware para o software que ele hospeda, o que significa que o próprio hardware deve ser considerado um componente arquitetônico essencial.
Assista a uma série ou a um filme dos anos 90 em uma TV 4K UHD atual e você terá uma representação visual de um software que não foi projetado para aproveitar os recursos do hardware. Da mesma forma, instalar um dos processadores 4K atuais em uma antiga TV de tubo ou de retroprojeção não proporcionará aos espectadores a experiência aprimorada que desejam, pois o sistema não foi projetado para tirar proveito dessa tecnologia. Somente a combinação adequada oferecerá a melhor qualidade de imagem. De modo semelhante, as arquiteturas empresariais atuais não foram desenvolvidas para aproveitar os recursos do hardware xPU de hoje. Atualmente, as organizações estão se preparando para iniciar sua jornada de transformação digital com softwares modernos executados sobre hardwares do passado; isso só pode levar ao fracasso no futuro.
Para saber como modernizar a arquitetura para aproveitar os recursos do hardware atual e viabilizar um negócio digital em escala, leia “An Infrastructure Renaissance”, capítulo escrito por Joel Moses, CTO de Sistemas e engenheiro ilustre, em nosso novo livro da O’Reilly, Enterprise Architecture for Digital Business.
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