Não existe uma solução única para todos quando se trata de entrega e segurança de aplicações. É o que aponta nossa pesquisa mais recente.
Lá nos primórdios da história da Internet — quando eu ainda era bem pequena —, todo o setor de entrega e segurança de aplicações era baseado em hardware. Quando a computação em nuvem começou a crescer exponencialmente, o foco passou para o software. As máquinas virtuais se tornaram o novo formato e, pouco tempo depois, vieram os contêineres!
A rápida digitalização impulsionou o setor em direção ao SaaS, com foco na oferta de serviços que não apenas abrangem vários locais, mas também alcançam um público global.
Cada nova geração de soluções de entrega e segurança de aplicações geralmente oferecia suporte apenas ao mais recente formato disponível na época em que surgiu. Além disso, algumas gerações nunca evoluíram para oferecer suporte a formatos mais recentes. Com isso, o mercado conta com uma combinação de opções que, em geral, oferece suporte apenas a um subconjunto de todos os formatos disponíveis.
O problema é que não existe uma solução única que sirva para tudo quando se trata de... qualquer coisa no ambiente empresarial.
TI híbrida significa tudo híbrido
Todas as nossas pesquisas realizadas nos últimos dez anos, sejam elas abrangentes ou específicas, continuam apontando para a mesma conclusão. As organizações são híbridas, por dentro e por fora. Seus portfólios de aplicações são híbridos, assim como seus ambientes de TI. Tudo é híbrido, inclusive os requisitos de entrega e segurança de aplicações.
Em um projeto de pesquisa recente, fizemos algumas perguntas bastante específicas sobre serviços de entrega e segurança de aplicações, como em que parte das arquiteturas de aplicações eles eram implantados e em qual formato eram preferidos.
Os resultados foram claros: as organizações ainda tomam decisões sobre tudo, desde a localização até a entrega e a segurança de aplicações, principalmente com base na aplicação, e isso gera a necessidade de uma combinação de serviços de entrega e segurança em hardware, software e SaaS.
É mais provável que as aplicações tradicionais estejam localizadas no ambiente local e utilizem um formato de hardware para a entrega e a segurança de aplicações. Da mesma forma, as aplicações modernas impulsionam a demanda por um formato de software — seja máquina virtual ou contêineres e, às vezes, ambos — em todos os locais. Quando essas aplicações modernas estão na nuvem, elas levam as organizações a optar por soluções SaaS.
E as arquiteturas emergentes de aplicações de IA? Elas estão impulsionando a adoção de entrega e segurança baseadas em SaaS.

Isso se aplica independentemente do ponto de inserção dos serviços de entrega e segurança nessas arquiteturas de aplicações. Seja no tráfego norte-sul, leste-oeste ou em um dos pontos de inserção emergentes no novo complexo de computação de IA, as organizações claramente usam o tipo de aplicação para orientar as decisões sobre qual formato adotar para atender às necessidades de escalabilidade, desempenho e segurança dessa aplicação.
Além disso, nossa pesquisa indica que isso se aplica independentemente do serviço de entrega e segurança que estejam implantando. Perguntamos sobre as preferências de formato para doze serviços diferentes de entrega e segurança, e os resultados foram os mesmos. Segurança de APIs para aplicações modernas? Software. Gateways de IA para aplicações de IA? SaaS, por favor. Qualquer serviço para aplicações tradicionais? Eles querem hardware.
Há exceções? Claro. Mas, de modo geral, a tendência é clara: o portfólio empresarial de entrega e segurança de aplicações será tão híbrido quanto seus portfólios de aplicações. E, embora as aplicações modernas finalmente tenham atingido um ponto de inflexão e ultrapassado 50% dos portfólios, ainda levará algum tempo até que as aplicações tradicionais desapareçam — se é que isso acontecerá. E, claro, as aplicações de IA só tendem a crescer daqui para a frente. Isso significa que, no futuro próximo, as organizações usarão uma combinação de hardware, software e SaaS para entregar e proteger suas aplicações.
Portanto, se você já se perguntou por que a F5 mantém as três opções em suas ofertas de entrega e segurança de aplicações — ou seja, hardware, software e serviço — agora já sabe. Porque os clientes querem e precisam de todas elas para entregar e proteger seus portfólios heterogêneos de aplicações.
Sobre o autor

Lori MacVittie é engenheira distinta e evangelista-chefe no Escritório do CTO da F5, com ampla experiência em entrega de aplicações, estratégia de automação e infraestrutura. Ela é conhecida por transformar complexidade em clareza, seja definindo diretrizes para agentes de IA, analisando arquiteturas multinuvem frágeis ou investigando os limites de sistemas escaláveis. Ela acumula mais de trinta anos de experiência no setor, abrangendo desenvolvimento de aplicações, arquitetura de TI e operações de redes e sistemas. Antes de ingressar na F5, atuou como editora de tecnologia e recebeu diversos prêmios. MacVittie tem mestrado em Ciência da Computação e é uma autora prolífica, com publicações que abrangem segurança, nuvem e arquitetura empresarial. Ela também é uma entusiasta de jogos de tabuleiro e videogames, além de ter opiniões assumidamente fortes sobre queijos.
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