Até agora, o setor tem considerado que todos os componentes da entrega de aplicações — DNS, balanceadores de carga, controle de ingresso, WAAP etc. — operam, em grande parte, de forma independente. No entanto, continuar dessa maneira prejudica as jornadas de transformação digital das organizações. A entrega de aplicações deve ser considerada no contexto mais amplo dos serviços digitais para viabilizar negócios digitais bem-sucedidos. Isso significa que a entrega e a segurança de aplicações devem estar em primeiro plano nos negócios digitais. Elas devem ser reconhecidas como um domínio próprio nas arquiteturas empresariais modernas.
Tradicionalmente, os aplicativos eram projetados e criados individualmente e, somente depois de concluídos, os componentes de entrega eram considerados. Como usarei a fotografia para ajudar na explicação, podemos comparar isso a tirar todas as fotos com uma câmera descartável, mandar revelar o filme e depois enviar o envelope inteiro de fotos aos seus avós. A forma de entregar as fotos era uma decisão tomada posteriormente, fosse levá-las pessoalmente, enviá-las pelo correio ou esperar que seus avós viessem buscá-las.
À medida que a tecnologia avançava continuamente, o design e o desenvolvimento de aplicações mudavam, enquanto os métodos de entrega também evoluíam, oferecendo novas formas de distribuir as aplicações aos usuários finais, fossem eles pessoas, máquinas ou softwares. Agora, as fotos podem ser visualizadas na tela da câmera antes de serem impressas (ou não) e, depois, entregues ao destinatário em formato físico ou digital.
Chegamos a um ponto em que as empresas correm o risco de proporcionar experiências digitais ruins se não adotarem uma abordagem holística e sistêmica para integrar a entrega e a segurança de aplicativos ao planejamento e à preparação dos serviços digitais. Agora, peço um pouco de paciência enquanto ajusto ligeiramente minha analogia.
As fotos despertam emoções e, embora a experiência de cada pessoa com uma fotografia possa variar, há etapas que os fotógrafos profissionais consideram antes de preparar uma sessão, buscando moldar a experiência que desejam proporcionar ao público. A iluminação não é acrescentada depois que a foto é tirada; as ferramentas e o posicionamento são planejados com antecedência, assim como a composição do ambiente, os objetos de cena e a escolha da câmera e da lente que serão usadas para fazer a foto. (E, se você quiser argumentar que a edição digital pode modificar a foto, o resultado será trabalho adicional para tentar reproduzir uma experiência, aumentando a complexidade e tornando o processo mais lento, em vez de facilitá-lo.) Portanto, o planejamento prévio é o que faz a diferença entre pegar um celular e tirar uma selfie ou ter um retrato profissional para seu portfólio de atuação, suas páginas nas redes sociais ou seu perfil corporativo.
Da mesma forma, as organizações precisam preparar suas aplicações considerando quais ambientes, tecnologias e processos proporcionarão à empresa o maior controle sobre a segurança, a disponibilidade e a velocidade de seus serviços digitais.
Essa necessidade de incorporar a entrega de aplicações ao processo de design é, de certa forma, semelhante ao conceito de “shift left” adotado na área de segurança. Ou seja, envolver as equipes de segurança mais cedo no processo de desenvolvimento para reduzir riscos e acelerar os lançamentos. Essa mesma abordagem deve ser ampliada para incluir a entrega de aplicações e seus componentes, reduzindo o risco de falhas na oferta da experiência digital excepcional que os clientes esperam.
Ao preparar o ambiente e garantir que os serviços e sistemas adequados estejam implementados, as organizações poderão eliminar atrasos na implantação e reduzir o risco de falhas em produção.
Para conhecer os principais recursos de um domínio moderno de entrega e segurança de aplicações e a adaptabilidade resultante que permitirá o sucesso das empresas digitais, leia “Da maratona às mensagens”, capítulo escrito por Lori MacVittie, evangelista-chefe e engenheira ilustre, em nosso livro da O’Reilly, Arquitetura empresarial para negócios digitais.
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