Acontece que a SDN ainda não morreu

Ecossistema F5 | 09 de março de 2017

A SDN, que começou com força total, foi vista pela última vez choramingando à beira da estrada da tecnologia, enquanto contêineres e DevOps passavam em alta velocidade rumo a uma festa exclusiva para convidados no mundo corporativo, sem sequer olhar para trás para a até então queridinha do momento no universo da tecnologia.

Pelo menos, era assim que parecia há apenas um ano.

A situação atual parece ser um pouco mais promissora. Embora a SDN possa estar perdendo importância estratégica (apenas 34% dos participantes pensam assim em nossa mais recente pesquisa Estado da Entrega de Aplicações), ela ganhou espaço nas implantações em produção, que cresceram de 3% em 2016 para 8% em 2017.

Mas, se você perguntar aos profissionais que atuam nas áreas de infraestrutura e redes se a SDN terá um impacto estratégico em suas organizações nos próximos anos, quase metade (44%) responderá com um enfático sim. Entre esses profissionais, a SDN ocupa o primeiro lugar, seguida de perto pelas nuvens privada e pública, com 41% e 40%, respectivamente.

impacto estratégico da SDN por função SOAD17

Os participantes que atuam na área de segurança também parecem gostar dessa tecnologia que muitos já consideravam ultrapassada. Ela empatou com a nuvem pública e o SaaS, sendo considerada estrategicamente importante por 33% dos profissionais de segurança, logo atrás da nuvem privada (37%), de big data (35%) e dos aplicativos móveis (34%). Isso representa um em cada três — uma parcela bastante significativa de profissionais de segurança que ainda veem potencial estratégico na SDN.

A razão para esse ressurgimento provavelmente está na ênfase dada às implementações de nuvem privada. Como as empresas atribuem grande importância a elas e planejam investir pesadamente nessas iniciativas em 2017, a SDN é uma escolha natural para transformar redes tradicionais em um conjunto ágil e programável de conexões, adequado para dar suporte ao ambiente mais volátil de qualquer tipo de nuvem, inclusive a privada. Prova disso é que a SDN ficou muito perto de ocupar o quarto lugar entre os principais investimentos planejados para 2017 por organizações que priorizam a nuvem, sendo superada por Big Data por apenas meio ponto percentual.

A SDN evoluiu desde sua introdução, como acontece com a maioria das tecnologias depois de serem examinadas, testadas e debatidas pelo setor durante um ou dois anos. Assim como o DevOps, a SDN foi amplamente incorporada a uma iniciativa mais abrangente de automação e orquestração, com ênfase na execução e menos preocupação com os aspectos mais filosóficos e culturais de ambas as tecnologias. A transformação digital certamente é um dos fatores impulsionadores, assim como a necessidade de ganhar escala diante da carga cada vez maior imposta aos profissionais de TI pelo consequente crescimento do número de aplicações. Afinal, só é possível alocar um número limitado de pessoas para resolver o problema de provisionamento e gerenciamento antes que o valor dessa abordagem seja ofuscado pelos custos correspondentes. Portanto, a automação e a orquestração tornaram-se a resposta inevitável ao desafio de escalar tanto as aplicações quanto as equipes que as gerenciam em produção. A SDN e o DevOps incluem esses componentes e recursos em seus respectivos “pacotes”, o que torna qualquer um deles — ou ambos — adequado para adoção na “rede” como resposta à crescente necessidade de escalar pessoas e tecnologias.

Algo precisa fornecer a abstração e as APIs para que “a rede” se torne tão ágil quanto o ambiente e os negócios aos quais dá suporte, e a SDN é uma das maneiras possíveis de alcançar exatamente isso. Sem a abstração e as APIs, a nuvem não existe. Um ambiente de nuvem exige necessariamente uma infraestrutura flexível e programável, sobre a qual seja possível implementar a flexibilidade desejada de computação e armazenamento.

A SDN ainda não chegou ao fim. À medida que as organizações continuam implementando suas iniciativas de nuvem privada — sejam elas uma “nuvem” de fato ou apenas algo “semelhante à nuvem” —, haverá a necessidade de automatizar e orquestrar “a rede”, o que torna a SDN uma opção tecnológica atraente.

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Tags: 2017

Sobre o autor

Lori Mac Vittie
Lori Mac VittieEngenheiro Emérito e Evangelista-Chefe | F5

Lori MacVittie é engenheira distinta e evangelista-chefe no Escritório do CTO da F5, com ampla experiência em entrega de aplicações, estratégia de automação e infraestrutura. Ela é conhecida por transformar complexidade em clareza, seja definindo diretrizes para agentes de IA, analisando arquiteturas multinuvem frágeis ou investigando os limites de sistemas escaláveis. Ela acumula mais de trinta anos de experiência no setor, abrangendo desenvolvimento de aplicações, arquitetura de TI e operações de redes e sistemas. Antes de ingressar na F5, atuou como editora de tecnologia e recebeu diversos prêmios. MacVittie tem mestrado em Ciência da Computação e é uma autora prolífica, com publicações que abrangem segurança, nuvem e arquitetura empresarial. Ela também é uma entusiasta de jogos de tabuleiro e videogames, além de ter opiniões assumidamente fortes sobre queijos.

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