Dicas relacionadas ao CDM para melhorar o monitoramento e o gerenciamento de ameaças cibernéticas

Ecossistema F5 | 15 de outubro de 2020

Em novembro de 2018, o Congresso aprovou um projeto de lei que criou a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA). Integrante do Departamento de Segurança Interna, a CISA representou uma resposta federal à crescente ameaça de ataques cibernéticos — uma ameaça que ganhou destaque após a enorme violação de dados de 2015 no Escritório de Gestão de Pessoal (OPM), que comprometeu os dados pessoais de 22 milhões de funcionários federais.

Um componente essencial para aprimorar a segurança cibernética federal é a visibilidade, uma questão que está sendo abordada por meio do Programa de Diagnóstico e Mitigação Contínuos (CDM) da CISA. No ano passado, o Congresso aumentou o financiamento do CDM em US$ 53,5 milhões, destinando um total de US$ 213,5 milhões ao programa.

Os objetivos do programa incluem reduzir a superfície de ataque das agências, aumentar a visibilidade de suas posturas de segurança cibernética, aprimorar suas capacidades de resposta e simplificar a elaboração de relatórios. À medida que esses recursos são efetivamente direcionados a investimentos em tecnologia, as agências precisam reconhecer que nenhum fornecedor, isoladamente, é capaz de solucionar todo o quebra-cabeça do CDM.

Com isso em mente, vamos analisar mais de perto algumas tecnologias que podem ajudar a tornar a visibilidade uma realidade e considerar como elas se relacionam entre si.

Visibilidade SSL

Para começar pelo que parece óbvio, os órgãos federais precisam ter visibilidade do tráfego que entra e sai de suas redes para garantir que ele não seja malicioso. Embora muitos dispositivos de segurança possam analisar o tráfego e detectar ameaças, eles não conseguem fazer isso quando o tráfego está criptografado, como ocorre com 90% dos dados da Internet.

Isso representa uma espécie de dilema. Embora a criptografia possa proteger a privacidade dos dados, ela também pode ocultar malware. Esse impasse pode ser resolvido por meio de produtos de visibilidade SSL, que descriptografam e criptografam novamente o tráfego antes de encaminhá-lo às ferramentas de segurança com base em informações contextuais, como reputação do IP, porta/protocolo e categorização de URLs.

As ferramentas de visibilidade SSL permitem que os dispositivos de segurança façam o que sabem fazer melhor — analisar efetivamente o tráfego — em vez de desperdiçar recursos valiosos no processo intensivo de descriptografia e recriptografia. Sem essa etapa crucial, não é possível obter visibilidade total das ameaças cibernéticas.

Aprimorando o monitoramento

Se os órgãos não conseguirem inspecionar o tráfego que entra e sai de suas redes, não poderão registrá-lo corretamente — e o registro e a geração de relatórios são componentes essenciais dos requisitos do CDM. Somente descriptografando o tráfego adequadamente os órgãos poderão enviá-lo a um local central para que seja registrado, monitorado, incluído em relatórios e analisado mais detalhadamente.

Por exemplo, com a descriptografia e o registro adequados, os órgãos podem usar análise comportamental, inteligência artificial e aprendizado de máquina para analisar o comportamento do tráfego. Atualmente, 88% dos órgãos civis federais usam uma ferramenta chamada Einstein justamente para isso.

Mas, mais uma vez, todas essas peças do quebra-cabeça precisam se encaixar. Não é possível realizar análises avançadas sem a descriptografia mencionada anteriormente.

Proteção de ativos

A visibilidade SSL abre fluxos criptografados para permitir que os dispositivos de segurança ajudem a registrar e proteger esses ativos. No entanto, há muitas maneiras de abordar essa proteção. Para começar, os órgãos precisam se proteger contra as dez principais ameaças da OWASP e ataques de dia zero emergentes. Outra estratégia de mitigação é registrar e monitorar o tráfego para que ele possa ser analisado, ressaltando ainda mais a interconexão entre esses diferentes componentes da segurança cibernética.

Da mesma forma, muitas plataformas de proteção de aplicações com vários serviços também podem e devem oferecer proteção contra tráfego de bots maliciosos. Todos os setores enfrentam ataques automatizados, como invasão de contas, reconhecimento de vulnerabilidades ou negação de serviço, e o governo federal não é exceção.

Juntando Tudo

O programa CDM da CISA apresenta um quebra-cabeça complexo, porém importante, que os órgãos públicos não conseguem resolver com um único fornecedor. A própria proteção de ativos exige várias soluções, pois os órgãos precisam se defender de uma lista crescente de ataques. No entanto, essa proteção não é possível sem atender a outros requisitos, como descriptografar e registrar o tráfego.

No fim das contas, os órgãos públicos não podem proteger aquilo que não conseguem ver. Embora esse seja o princípio norteador do programa CDM, eles precisam garantir que dispõem das ferramentas adequadas para assegurar a visibilidade. Descriptografar o tráfego, enviá-lo para um registro central, executar análises comportamentais e implementar uma proteção adequada dos ativos representam um bom ponto de partida.

Por Ryan Johnson, líder de Engenharia de Soluções para o Governo Federal na F5

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Tags: 2020

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