Simplicidade da supernuvem por meio de redes multinuvem

Ecossistema F5 | 13 de setembro de 2023

Com a TI híbrida já sendo uma realidade e muitas organizações utilizando várias nuvens públicas para IA, segurança e alcance global, é urgente contar com uma solução que simplifique as operações. A Supercloud se propõe a fazer exatamente isso.

Já faz alguns anos que venho falando aqui, ali e acolá sobre supercloud. O termo em si não é popular. A maioria dos profissionais de tecnologia está cansada da oferta aparentemente interminável de jargões que formadores de opinião gostam de criar.

Este é definitivamente um termo da moda, e não uma tecnologia propriamente dita, como eBPF ou WASM. Trata-se de uma visão para simplificar o complexo emaranhado que prende as organizações em redes intermináveis de complexidade devido às diferenças entre as ferramentas e APIs necessárias para implantar, operar e monitorar aplicativos e APIs em vários ambientes.

Então, é uma boa ideia começar com uma definição de supercloud e, como este é o meu blog, esta é a minha definição de supercloud:

“Supercloud é uma arquitetura de nuvem que permite à TI híbrida operar perfeitamente todas as camadas da pilha de TI entre provedores de nuvem, ambientes tradicionais e de nuvem locais e na borda.”

Então, diante disso, como transformar essa visão em realidade?

É sempre melhor começar pelo início, e a complexidade inerente à operação como uma organização híbrida começa na base da pilha de TI: a infraestrutura.

Esse é o tecido conjuntivo entre o data center e a nuvem pública: as camadas de rede que permitem que consumidores consumam, clientes façam chamadas e pacotes trafeguem de um lugar para outro. A solução proposta para simplificar a conectividade costuma ser chamada de rede multinuvem ou MCN no mercado.

Redes multinuvem, em sua essência, simplificam a conectividade ao padronizar a forma como as redes são estabelecidas e operam em todos os ambientes. Não importa se é uma nuvem pública ou privada, no data center ou na borda. As redes multinuvem basicamente criam uma malha de rede em todas as propriedades, eliminando a complexidade ao usar as mesmas estruturas, as mesmas configurações e os mesmos consoles para operar e monitorar cada local.

Mas nem todas as soluções de MCN oferecem os mesmos recursos. Por isso, é importante avaliar se a solução é capaz não apenas de conectar várias propriedades, mas também de protegê-las adequadamente. Sem segurança, a solução elimina apenas parte da complexidade, sem resolver o desafio de aplicar uma segurança consistente a todas as aplicações.

É igualmente importante lidar com a complexidade gerada pela necessidade de otimizar o desempenho das aplicações. Afinal, ninguém conecta nuvens apenas pelo prazer de conectá-las. As organizações utilizam várias nuvens para alcançar presença global, acelerar o crescimento por meio de uma rápida expansão ou, atualmente, aproveitar os serviços de IA para obter vantagem competitiva.

Esses usos se traduzem, em última análise, em aplicações e APIs, e as aplicações precisam de serviços de aplicação. Esses serviços são tecnologias de segurança e entrega que otimizam, protegem e dimensionam aplicações e APIs. Eles fazem parte do tecido de conectividade, muitas vezes na forma de soluções baseadas em proxy que oferecem recursos como identificar e bloquear bots, proteger contra ataques DDoS e ajustar automaticamente o local de entrega para garantir a melhor experiência possível ao usuário.

Esses serviços também aumentam o emaranhado complexo que torna a entrega de serviços digitais atualmente uma tarefa muitas vezes frustrante — e dispendiosa. Uma MCN que inclui serviços de aplicativos como parte integrante da solução oferece os mesmos benefícios de padronização da rede: menor custo, ferramentas semelhantes e um único console para gerenciá-los.

Basicamente, a solução de MCN adequada deve abordar os principais desafios enfrentados pelos clientes ao operar em vários ambientes de nuvem e data centers:

  1. Aplicar segurança consistente a todos os aplicativos e APIs
  2. Complexidade e custos associados a várias ferramentas, APIs e consoles
  3. Otimização do desempenho de aplicações

Há quase dez anos, nossa pesquisa anual aponta essas mesmas três questões no topo da lista de desafios de multicloud. A Supercloud é a resposta para esses desafios, e a MCN é a solução para construir a base da Supercloud.

A MCN —pelo menos na implementação da F5— foi projetada para enfrentar esses desafios e estabelecer as bases para uma solução mais simples de operação de TI híbrida.

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Sobre o autor

Lori Mac Vittie
Lori Mac VittieEngenheiro Emérito e Evangelista-Chefe | F5

Lori MacVittie é engenheira distinta e evangelista-chefe no Escritório do CTO da F5, com ampla experiência em entrega de aplicações, estratégia de automação e infraestrutura. Ela é conhecida por transformar complexidade em clareza, seja definindo diretrizes para agentes de IA, analisando arquiteturas multinuvem frágeis ou investigando os limites de sistemas escaláveis. Ela acumula mais de trinta anos de experiência no setor, abrangendo desenvolvimento de aplicações, arquitetura de TI e operações de redes e sistemas. Antes de ingressar na F5, atuou como editora de tecnologia e recebeu diversos prêmios. MacVittie tem mestrado em Ciência da Computação e é uma autora prolífica, com publicações que abrangem segurança, nuvem e arquitetura empresarial. Ela também é uma entusiasta de jogos de tabuleiro e videogames, além de ter opiniões assumidamente fortes sobre queijos.

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