As mudanças nas regulamentações de roaming da União Europeia e a maior conscientização sobre os riscos de segurança estão impulsionando aumentos expressivos no tráfego do protocolo de tunelamento GPRS (GTP).
Por toda parte, aumenta a pressão sobre os provedores de serviços para ampliar e proteger suas redes. O GTP ainda não é uma relíquia histórica e continua moldando os rumos da evolução e as funcionalidades futuras do 5G. Se for utilizado corretamente, as expectativas dos consumidores quanto à qualidade do serviço serão atendidas. Se houver falhas, os problemas não tardarão a surgir.
Fácil como GTP
Como sempre, os provedores de serviços estão em uma corrida para atender consumidores cada vez mais ávidos por dados e, ao mesmo tempo, manter o desempenho da rede. Mais do que nunca, isso gera a necessidade de correlacionar o tráfego de controle e de dados GTP no nível de cada assinante.
Em essência, o GTP é um protocolo de rede que permite às redes de pacotes sinalizar e transportar dados entre dispositivos e aplicações. Originalmente, o GTP era usado em redes GPRS (as chamadas redes 2,5G). Hoje, acelerar os túneis GTP e descarregar o tráfego de dados GTP é fundamental para o desempenho das redes 3G e 4G, bem como para o gerenciamento de tráfego e o balanceamento de carga de Internet das Coisas (IoT) e M2M no núcleo da rede.
O GTP também é usado entre outros nós, inclusive em cenários de gateway de dados de pacotes evoluído (ePDG) relacionados a voz sobre Wi-Fi. Além disso, ele serve de base para o emergente protocolo Packet Forwarding Control Plane (PFCP), voltado para redes 5G.
Desafios de segurança
Recentemente, a GSMA chamou a atenção para vulnerabilidades de segurança, pois o protocolo GTP nativo não conta com mecanismos de segurança robustos e integrados. Diversos protocolos foram investigados pelo Grupo de Segurança contra Fraudes da GSMAe o documento FS.20 resultante (intitulado Segurança do GTP) serve atualmente como diretriz para os membros da GSMA.
Os problemas comuns de segurança do GTP incluem exposição de dados confidenciais, negação de serviço, sobrecarga de rede e diversas atividades fraudulentas. A prevenção depende das circunstâncias, mas, no mínimo, devem ser implementadas soluções que proporcionem visibilidade total do tráfego e proteção abrangente contra DDoS.
Roteamento inteligente
Outro desafio importante é rotear e diferenciar o tráfego GTP de forma eficaz. O tráfego de um assinante será muito diferente daquele destinado a operadoras móveis virtuais (MVNO) ou a uma fatia de rede dedicada à IoT. A definição da rota do tráfego GTP geralmente se baseia no conteúdo das mensagens GTP (Elementos de Informação GTP), bem como — entre outros aspectos — na origem e no destino. Uma função inteligente de roteamento GTP pode selecionar o Gateway de Pacotes (PGW) ou a fatia de rede mais adequada a um serviço específico.
Felizmente, a tecnologia existente é capaz de aproveitar funcionalidades avançadas de roteamento, proxy e segurança, além de acessar os Elementos de Informação do GTP. A F5, por exemplo, pode acessar mais de 100 tipos desses elementos, incluindo APN, endereço IP, MS-ISDN, tipo de RAT, tipo de PDN (v4/v6), informações de localização do usuário, taxa de bits máxima agregada e qualidade de serviço. Se, por exemplo, um terminal quiser acessar a Web, ele poderá selecionar a APN de Internet, que é transmitida via GTP. Isso permite que a rede selecione o PGW adequado, ou o melhor disponível, para encaminhar o tráfego à Internet. Também é possível oferecer suporte a diversos casos de proxy GTP, como encaminhar o tráfego de uma MVNO e o tráfego próprio de uma operadora para destinos diferentes usando a mesma APN.
O GTP veio para ficar, e é fundamental que os provedores de serviços saibam como otimizar seus recursos tanto no presente quanto na iminente era do 5G. Trata-se de um setor extremamente competitivo. Os clientes não permanecem por muito tempo se os serviços deixarem a desejar e houver atrasos no tráfego.
Recursos adicionais
- Soluções da F5 para provedores de serviços
- As soluções da F5 aceleram a transição dos provedores de serviços para as tecnologias de IoT, 5G e NFV
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